<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251</id><updated>2011-11-09T20:48:27.704-08:00</updated><title type='text'>trompe l'oeil</title><subtitle type='html'>pareço, mas não sou. nem sempre se é o que se parece ser. ilusão de ótica.
roupas coloridas, sempre divertida... nem sempre bem humorada.
em busca da verdade. da minha verdade interna. à procura de autenticidade.
deixar de parecer e ser.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>146</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-116981579120724561</id><published>2007-01-26T04:10:00.002-08:00</published><updated>2007-03-03T17:16:21.700-08:00</updated><title type='text'>pãozinho no forno</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5559/1035/1600/727128/DSCN5499.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 319px; height: 239px;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5559/1035/320/271139/DSCN5499.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Então, pessoas, o negócio é que eu tô grávida. Assim. Pluft. Engravidei e tô vendo a barriga crescer, sentindo uns movimentos estranhos lá dentro, umas novidades que eu desconhecia. Desconhecia, mas intuía, claro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Porém intuição não dá conta de colocar todas as nossas expectativas nos eixos, de explicar (e racionalizar) que sentimento estranho foi aquele ali na rua. Que chororô é esse que acontece se você vê um pombinho com cara de doente (logo eu que odeio pombos e sempre tive que controlar meus impulsos assasssinos de chutar todos os que vi pela frente vida afora). Intuição não explica, de maneira nenhuma, a sensação de abdução do início da gravidez. Eu sentia um alien dentro de mim. Aliás, tive certeza que minha cabeça tinha sido atarraxada em um novo corpo (vide Marte Ataca, dirigido pelo adorável e doido Tim Burton). Nunca, em toda a minha vida, senti tantos enjôos e incômodos de uma vez só. Vomitar ao menos uma vez por dia passou a ser normal e, por favor, não deixe de levar em conta que estou longe de ser bulímica. Muito esquisito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas, eis que nos habituamos a tudo e, quando menos se espera, os enjôos, náuseas (e quantas náuseas...) meio que evaporam, desaparecem completamente. Você abre o olho de manhã, pronta pra correr pro banheiro (eu sei, eu sei, eu sou uma das sortudas que sempre conseguiu chegar ao banheiro antes da primeira náusea do dia) e, tchan tchan tchan, nada! Apenas uma ligeira e insuportável FOME. Isso, aliás, é digno de nota, como passamos repentinamente a ter um apetite devastador de estivador em fim de dia, depois de descarregar um navio inteiro de sacos de cimento. Impressionante e assustador. O resultado? 7 quilos a mais num piscar de olhos, a perda de todas as roupas minimamente legais do seu guarda-roupa e um puxão-de-orelhas da sua ginecologista/obstetra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falando na médica, essa é uma das inúmeras coisas que mudam também na vida. Ela deixa de ser ginecologista, aquela que cuidava de você e de todos os seus probleminhas femininos, para ser obstetra e passar a defender, como uma advogada de seriado americano, todas as necessidades e direitos de seu mais novo cliente, o bebê.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A gente acaba se sentindo uma portadora e uma guardiã nomeada por intervenção meio divina. Seus direitos acabam. Todos, mas absolutamente todos, passam a ter o direito inviolável e inquestionável de passar a mão na sua barriga e a dizer o que você deve comer, quanto deve ganhar de peso, se você está muito gorda, se você está muito magra. Se tem espinhas, é menina. Se os pelos do corpo estão crescendo muito rápido, é menino. Eu me pergunto, e se as duas coisas acontecerem ao mesmo tempo? Hermafrodita? Ai, ai, Deus me livre...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enfim, como não bastassem tantas e tantas mudanças corporais e emocionais, a gente emburrece. Não consigo entender o porquê. Talvez já não compreenda justamente pela diminuição na velocidade e na qualidade dos pensamentos. Pode ser que o cérebro (isso é, obviamente, teoria minha) vá se liquefazendo em uma substância nutritiva ao feto e assim vamos diminuindo a capacidade de reflexão mês a mês, enquanto sua cria cresce robusta e feliz. Palavras são esquecidas, simples cálculos de aritmética são completamente ignorados, as coisas caem das mãos, datas são atropeladas. As únicas lembranças fortes e presentes são as relacionadas à gravidez e ao bebê. E isso já ocupa um tempo e um espaço enorme, claro. Vai da ulltrassonografia à última touquinha minúscula que você comprou para o seu rebento. As preocupações em relação ao parto, à amamentação, à recuperação, às trocas de fralda, aos primeiros banhos, à cicatrização do umbigo, etc, etc, etc, ocupam completamente o seu dia-a-dia. E, devo acrescentar, com um imenso prazer. Imaginar olhos, boquinha, narizinho, e todos os "inhos" que vão compor o corpinho do seu filhote, passa a ser o seu esporte predileto!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bem, são imensas mudanças. Dor nas costas, pés e mãos inchados, peitos do tamanho de estádios de futebol, circunferência corporal aumentando em proporções quase geométricas, acessos de pânico em toda subida à balança... e um sentimento de plenitude, uma felicidade grande que faz chorar, uma sensação de produtividade, um amor pelo mundo, um tesão inimaginável, uma vontade de dizer "eu te amo", um orgulho da barriga crescendo, uma surpresa boa se mexendo lá dentro, a certeza de carregar uma verdadeira união entre você e o seu amor. Por tudo isso e pela possibilidade de ouvir um pimpolho te chamar de mãe, acho que vale a pena sim. E muito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-116981579120724561?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/116981579120724561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=116981579120724561&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/116981579120724561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/116981579120724561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2007/01/pozinho-no-forno.html' title='pãozinho no forno'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-116977139258608909</id><published>2007-01-25T16:26:00.000-08:00</published><updated>2007-01-25T16:29:52.633-08:00</updated><title type='text'>sem explicação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;É isso aí. A ausência não tem nem explicação e nem desculpa. E não pretendo inventar, mais uma vez, um blá blá blá qualquer pra tentar explicar o hiato. Não. Não tô afim. Tenho um pouco de dignidade. Um cadinho de vergonha na cara. Então é isso. Talvez (veja bem, eu disse TALVEZ) eu esteja voltando. Ponto final. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-116977139258608909?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/116977139258608909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=116977139258608909&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/116977139258608909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/116977139258608909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2007/01/sem-explicao.html' title='sem explicação'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115681294969919348</id><published>2006-08-28T17:36:00.000-07:00</published><updated>2006-08-28T18:21:51.490-07:00</updated><title type='text'>du iu ispiqui inglishi?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E lá se vai um mês exatamente desde meu último post. Tô virando a maior preguiçosa da paróquia. Claro que Tomzinho vive me dizendo pra escrever, claro que assunto tem aí aos borbotões. É só andar com a antena ligada que a gente sai tropeçando em coisas "escrevíveis" em cada esquina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas o problema  é justamente um mal contato nas antenas. Tô cheia de interferências. Cheia de preocupações enviando ondas e mais ondas à minha central de criatividade literária. Não que o que eu faço seja propriamente literatura. Já sei disso. Mas falo não num sentido, digamos, literal, mas num sentido figurado, usando "literatura" no lugar de "escrita".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enfim, acabo de passar, precisamente, 12 dias com Merlin, meu enteado de 14 anos, lindos olhos azuis, aparelhos nos dentes, amante inveterado de vídeo games e afins e que, para o meu desespero comunicativo, não fala uma palavra de  português. Quer dizer, não falava. Agora fala "oi", "obrigado", "de nada", "desculpe", "filho da put...". Eu ensinei alguma coisinha pra ele não passar sufoco, né? Mas fora esse básico do básico, é encarar um inglês pesado, ligeiro, de New Jersey, um inglês de quem não tá ligando muito se tá sendo compreendido. E eu como a mulher do pai, a madrasta ou, com a tecla sap ligada, a stepmother, tinha que correr atrás do prejuízo, tinha que entender, tinha que me comunicar.&lt;br /&gt;O que aconteceu de fato é que eu perdi a vergonha totalmente. Sabe aquele medo de pagar mico e trocar alhos por bugalhos? Foi pro saco. Sabe aquela sensação que vc é um ET e que vc fala numa língua initeligível, como "¢∂ß©ƒˆ   ¨¥ƒˆ¶∑œƒ¨¥®∂ƒ   ©ƒ∂¨¥†∑?" (tradução: quer almoçar?)? Esteve sempre presente. Mas assumi as antenas de marciana e continuei falando. Claro que teve horas de eu praticamente implorar pra ele repetir uma frase uma 25 vezes. E é claro que não adiantou, eu continuei sem entender, mas parei de pedir com medo de tomar uma dentada. Se fôsse eu, com certeza, já teria partido pra violência física lá pela pergunta de número 8... quanto mais 25!!&lt;br /&gt;Falando dele especificamente, posso dizer que fui tratada com bastante benevolência e compreensão. Mais ainda do que eu poderia esperar de um menino dessa idade. Ele me ensinava as palavras, me corrigia quando tava errada (de 2 em 2 minutos, para ser mais precisa), me ouvia de olhos bem abertos (acho que era pra poder me ouvir melhor, ou talvez pra tentar adivinhar o que eu estava falando, ou ainda, pra descobrir que cacete de língua era esse em que eu balbuciava). Fizemos muita companhia um ao outro, rimos juntos, comemos sushi, falamos sobre séries de TV, filmes, video games, tiramos fotos de língua de fora. Enfim, foi tão bom que chorei um rio quando deixei ele no aeroporto.&lt;br /&gt;E aí eu volto ao assunto do dia, "comunicação". A verdade é que nós dois tínhamos dificuldades em entender o que o outro estava falando. E era verdade também que precisávamos ficar muito tempo juntos sem o nosso tradutor oficial, atarefadíssimo, envolvido em um milhão de ensaios. E é claro que poderíamos ter nos rendido às dificuldades iniciais e nem termos nos dado ao trabalho de tentar nada. Mas tentamos sim. Mesmo tendo idades bem diferentes, mesmo sendo pessoas estranhas, nos conhecendo nessa overdose de presença um do outro, mesmo tendo assuntos e vidas tão diversas, acabamos amigos. Acabei ouvindo dele que eu sou "legal" ou "you're all right". E ele acabou sendo apertado num abraço, entrecortado de beijos, e escutando ao pé do ouvido que vou sentir muita falta dele. Segurando as lágrimas, claro.&lt;br /&gt;Isso tudo pra dizer que falta de comunicação é falta de amor, de boa vontade entre as pessoas. Talvez seja por isso que me sinto tão estranha quando vejo Tom muito calado. Primeiro porque a natureza dele é a de uma mama italiana encerrada num corpanzil de americano, ou seja, ele fala e gesticula pelos cotovelos. Segundo porque sempre acho que a única razão para as pessoas não se comunicarem é a falta de vontade, de carinho. Com as barreiras do preconceito e das idéias pré-concebidas baixadas, a comunicação acontece naturalmente. E tive essa prova dentro de casa. Claro que eu nunca disse que é fácil. Isso não é não. Mas é compensador. Foi maravilhoso ganhar um amigo. Foi ótimo esse amigo ser filho do Tom, o meu alto do pódium em amizade. Assim, posso dizer que amigo é família, e que a minha família tá crescendo e ficando cada dia mais recheada de pessoas interessantes e diferentes. Cada dia mais bonita.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115681294969919348?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115681294969919348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115681294969919348&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115681294969919348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115681294969919348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/08/du-iu-ispiqui-inglishi.html' title='du iu ispiqui inglishi?'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115413418259690731</id><published>2006-07-28T17:25:00.000-07:00</published><updated>2006-08-02T21:10:32.123-07:00</updated><title type='text'>uma viagem à Lídice Brasileira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era uma manhã&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; clara e transparente de outono, aqui no Rio de Janeiro, quando acordamos naquele domingo, dia 30 de abril. Tínhamos já planejado, desde o dia anterior, uma pequ&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ena fuga para uma cidadezinha no meio das montanhas do estado, entre Angra dos Reis e Barra Mansa. A localidade foi “descoberta” através do hábito doido (mas muito útil) do meu Namorado Gringo de futucar mapas, seguir as rodovias e estradas de ferro, ver &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;até onde vão os rios, qual a altitude do terreno, e assim por diante. Enfim, por intermédio dessa, digamos, mania, pu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;demos ver esse pequeno ponto do estado, a mais ou menos 600 m de altitude e a aproximadamente 40 km da Costa Verde, através de montanhas espetaculares. O nome do lugar? Lídice. Lídice Brasileira, sendo exata e utilizando nome e sobrenome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://static.flickr.com/50/138998166_c5884f8660_b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 177px; height: 242px;" src="http://static.flickr.com/50/138998166_c5884f8660_b.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Lídice Brasileira&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; nasceu em 1944. Na verdade o distrito foi re-batizado em 1944 com esse novo nome em homenagem à Lídice Tcheca, onde aconteceu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; um verdadeiro massacre durante a Segunda Guer&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Mundial, onde 192 homens, 60 mulheres e 88 crianças, de origem judaica, foram brutalm&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;en&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;te assassinados. Por isso vários países do mundo fizeram renascer Lídice em seus domínios e entre eles o Brasil (o que não deixa de ser s&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;urpreendente tanto pela rapidez com que foi criada&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, ainda no final da guerra, tanto pela enorme proximidade com a capital do nosso país, g&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;overnado na época por Getúlio Vargas, um presidente notadamente fascista). Podemos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ver no centro da cidade o Monumento à Fênix, uma homenagem ao povo de Lídice Tcheca &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;com certeza, uma referê&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ncia clara à necessidade de renascer, de refazer a vida, de perpetuar a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; memória.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://static.flickr.com/40/138992375_467e9fb131_b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 213px; height: 159px;" src="http://static.flickr.com/40/138992375_467e9fb131_b.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas a a localidade original é bem mais antiga. Ela faz parte &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;do municíp&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;io &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;de Rio Claro &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e seu nome era Santo Antônio do Capivari. Pelas poucas construções &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ori&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ginais que ainda podemos encontrar em alguns sítios e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;fazendas próximos e pelo tipo de calçament&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;o utilizado nas estradas de acesso, é fácil cons&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;tatar que o povoado tem vestígios de nas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;cimento do período colonial, onde toda a região possivelmente era recheada de plantações de café&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. As vistas, porém, continuam&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; muito&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; pouco diferentes do que podemos imaginar que eram 300 a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;nos atrás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Saímos de casa por volta das 10:10 da manhã com destino à Rodoviária Novo Rio, pegando um daqueles ônibus conduzidos por psicopatas homicidas, que correm feito loucos e ameaçam capotar a cada esquina. É claro que, olhando por outro ponto de vista, você também não pode ser flor-que-se-cheire, tendo uma forte tendência suicida ou, no mínimo, masoquista pra conseguir suportar e não ter um ataque cardíaco duran&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;te o caminho. Mas, de qualquer modo, um motorista veloz e com síndrome-de-piloto-de-fórmula-um veio bem a calhar. Conseguimos chegar bem antes das 11:00 na rodoviária, dando tempo pra pegar o ônibus de 11:05 (R$25,00 a passagem) pra Angra dos Reis. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E ainda escolhemos a poltrona que queríamos!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já sabíamos que existem alguns ônibus da empresa Costa Verde que partem do Rio direto pra Lídice, mas são poucos e o próximo que sairia teria sua partida somente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; às 18:00 o que nos daria a inacreditável espera de 7 horas!! Nem pensar, que em 7 horas se vivia uma vida e se aproveita um feriado inteiro!! Decidimos, então, embarcar para Angra em um ônibus da mesma empresa e de lá pegaríamos um ônibus local com destino a Rio Claro, que passaria obrigatoriamente pelo meio de Lídice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O caminho pra Angra começa na Av. Brasil, que não tem nada de bonita e atraente sendo, no máximo, curiosa. A Av. Brasil segue atravessando toda a cidade, vários bairros da zona norte, alguns da zona oeste, além de cidades da baixada, até desembocar na estrada que n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;os leva a Angra, a Rio-Santos. Essa estrada segue ainda por uma baixada durante algum tempo, mas logo já se pode avistar o mar e aí passamos a contornar as encostas, semperteando a água o tempo todo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As vistas são espetaculares, de um la&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;do o verde do mar, com suas ilhas, barcos, povoados espremidos entre pedras e areia. Do outro lado o verde da mata atlântica fresca, úmida e abundante que sobe pelas encostas e paredões de rocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conheço bem a estrada, tendo já passado incontáveis vezes por lá, seja dirigindo ou de ônibus. Mas posso entender perfeitamente e compartilhar do mesmo ent&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;usiasmo do meu Namorado Gringo que só tinha estado por aquelas bandas numa vi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;agem onde ida e volta foram, lamentavelmente, feitas à noite, tendo ele mesmo como motorista, o que diminuiu qualquer possibilidade de conhecer as maravilhas do caminho. Dessa vez, no entanto, podemos apreciar cada curvinha. E não são poucas. Como fala a música sobre “as curvas da estrada de Santos”, a estrada vai acompanhando a tipografia do terreno e isso &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;nos dá uma estrada com uma sinuosidade feminina, com subidinhas e descidinhas, além de túneis gelados. Ir de ônibus tem a vantagem de não precisar se preocupar com a estrada, só com a paisagem e você es&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;tá expressivamente mais alto do que dentro de um carro, o que te dá uma visão mais ampla. Além disso não precisa parar o carro pra ir ao banheiro e nem prestar atenção no monte de lombadas eletrônicas ao longo da estrada, principalmente dentro dos povoados que vamos cortando. Pra quem vai de carro é importante ficar atento a isso, porque os limites são incrivelmente baixos, de 40 ou 50 km por hora e é muito fácil passar acima disso, ganhando uma multa daquelas por excesso de velocidade. Uma boa pra quem pode parar, é dar uma conferida nas barraquinhas de beira de estrada que vendem, entre outros doces, uma cocada de dar água na boca. Pra tomar nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com 2 horas e 20 minutos de viagem, chegamos na rodoviária de Angra. Imedi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;atamente fomos ao guichê da emp&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;resa Costa Verde e pudemos saber o horário em que um novo ônibus sairia em direção a Rio Claro, passando por Lídice. Não se compram passagens antecipadas para lá porque se trata, na verdade, de um ônibus urbano, desses comuns, com roleta e cobrador. A passagem custa R$4,80 e vem acompanhada, inteiramente grátis, de um pacote de emoções: curvas, subidas, decidas, precipícios e alta velocidade. Ignorando o que nos esperava, com uma fome de dar dó, saímos em busca de alguma coisa &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://static.flickr.com/50/146523377_fda0f043b6_b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://static.flickr.com/50/146523377_fda0f043b6_b.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;honesta para comer antes da partida para Lídice. A tarefa não parecia muito fácil, já que a ro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;doviária fica fora do centro de Angra e não oferece opções de refeições, apenas uma lanchonete de poucos amigos e pouca variedade, indo do Fandangos à salsicha recheada banhada&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; em óleo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; fritura. Não, obrigado! Acabamos por encontrar, do outro lado da rua, dentro de um posto de combustíveis, uma lanchonete da rede MaxBurger. Deu pra comer hambúrgueres interessantes por bons preços (R$1,50 o refrigerante de 300ml e R$2,95 pelo cheeseburger).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Saimos da rodoviária por volta de 14:15 e, apesar do medo da morte que parecia iminente, o caminho de An&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;gra a Lídice é simplesmente espetacular. Você é surpreendido, uma vez após outra, com paredões verticais e montanhas, que vão se descortinando ao fundo, de proporções enormes, dando a impressão de que sim, é possível ir até o céu sem morrer. Bem, isso era o que nós esperávamos, já que o nosso motorista sofria de uma síndrome parecida com a que acomete os motoristas de ônibus urbanos cariocas: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;direção totalmente ofensiva e desesperador&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://static.flickr.com/49/138985941_39250a0107_b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://static.flickr.com/49/138985941_39250a0107_b.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; A verdade é que numa estrada que acompanha o relevo de montanhas, as curvas são&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; inevitáveis e incontáveis, além da proximidade a abismos ser um pouco maior do que uma pessoa minimamente cautelosa gostaria que fosse. Sendo assim, os sustos e medos são &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;obrigatórios. Mas ao observarmos os moradores das redondezas, obviamente acostumados ao trajeto, viajando de forma tão tranqüila (alguns dormiam o sono dos justos, sem ao menos se dar ao trabalho de manter os olhos na estrada) fomos gradativamente nos acalmando e relaxando. Acidentes, com certeza, não são comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aproximadamente 45 km de Angra a Lídice são percorridos em cerca de uma hora, passando por vários túneis gelados e escuros, minados de goteiras que brotam das pedras. Na chegada fomos "recepcionados" pela primeira pousada do povoado (Pousada Águas Claras - 55 24 3334 1377), bem na entrada de Lídice. Apesar de ser um povoado de pouco menos de 5 mil habitantes (entre urbanos e rurais), conhecer toda a redondeza a pé é uma tarefa árdua, que toma tempo, disposição e muita sola de sapato. Mas igualmente compensadora e extremamente prazerosa, com a descoberta de várias &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;fazendas, a estrada de ferro que liga Barra Mansa ao porto de Angra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, cachoeiras de águas geladas e cristalinas e rios sinuosos, com corredeiras e quedas, ideais para a prática de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rafting&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já haviamos feito uma pesquisa anterior e feito contato por telefone, optamos por nos hospedar na Pousada Recanto (55 24 3334 1103). A pousada, como quase todo o povoado é, está localizada numa pequena encosta, e teve a sua construção realizada em degraus, com vários chalézinhos morro acima. Ficamos com o chalé de nº 2, o que foi muito bom, já que nos dava uma linda vista de todo o vale sem termos que subir tantos degraus de escada a ponto de perder o fôlego. A pousada está longe de ser uma pousada de nível internacional, pecando justamente onde poderia ganhar muitos pontos: na familiaridade e improvisação. Sempre acho agradável a sensação de estar hospedada na casa de amigos. Desde que eu não esteja incomodando esses "amigos" e que tudo esteja muito bem arrumado, obrigada. Mas, por ser uma pousada familiar, onde quem cuida são os donos, o serviço é lento e meio difícil. O cuidado com o chalé também não é dos melhores, mas um telefonema resolveu tudo e toalhas foram trocadas, quarto varrido e a vida continuou fluindo feliz. O café da manhã, no dia seguinte, foi farto e bem servido, de sabores honestos e caseiros. Valeu a pena. E devidamente incluido na diária de R$ 60,00 (casal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que o povoado definitivamente não está icluído no circuito turístico do estado, tendo uma infraestrutura muito precária para atender visitantes. As pousadas são bastante simples (e baratas, claro, o que não deixa de ser um ponto positivo) e restaurantes são praticamente inexistentes. Você encontra padarias não muito bonitas, mas com produtos de boa qualidade, como pães de queijo e doces da região. Tudo a preços módicos. Demos a sorte, na noite de chegada, de encontrar o Parador Santana, um restaurantezinho muito aconchegante e charmoso, aberto por uma carioca que tem uma casa na região e que planeja abrir em breve uma boa pousada voltada para o ecoturismo. O restaurante fica localizado bem no centro de Lídice, em frente ao monumento à Fênix. Não tem erro. Lá pudemos desfrutar de uma boa refeição: sopa de abóbora (R$4,00), suco de pitanga (R$1,50) e "vovó gelada", uma sobremesa feita de bolo de chocolate e sorvete de nozes (R$2,50). Os 10% tradicionais de serviço não foram cobrados mas achamos justo e merecido pagar a gorjeta. O retaurante, no entanto, é o único do gênero e, provavelmente, o único que você vai conseguir pegar aberto à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia 1º de maio amanheceu com um céu espetacularmente azul e limpo. A temperatura estava agradável e convidativa a caminhadas exploratórias. Depois de forrar nossos estômagos, com uma garrafinha de água no bolso, máquinas fotográficas e muita disposição, partimos para a estação de trem de Lídice, estação final do antigo trem turístico que partia de Angra, passando por dentro da mata atlântica e subindo as montanhas da região. Hoje não existem mais trens de passageiros. Os que passam por lá o fazem uma vez ao dia, carregados de minérios, fazendo o trajeto Angra - Barra Mansa - Angra. A pequeníssima quantidade de tráfego, faz da linha férrea um lugar tranqüilo para se caminhar e um óbvio convite à "aventura segura". Como não poderia deixar de ser, nos atiramos aos trilhos, subindo em direção a Rio Claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pudemos ver foram inúmeros morros e colinas, gado pastando equilibrado nas encostas, casebres à distância, pessoas caminhando depois da igreja, muito verde, e o rio correndo incansável, paralelo à linha do trem, ora largo e caldaloso, ora sereno e tranqüilo, murmurando entre pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho foi quase todo percorrido em grande paz. Mas sabíamos que o trem do dia ainda não tinha passado e ficamos durante um bom tempo com as orelhas em pé, tentando advinhar o momento certo de sair da estrada e abrir caminho para o comboio. Não foi necessário tanto cuidado. É simplesmente impossível ignorar o barulho da locomotiva, beirando o ensurdecedor à medida em que se aproxima, e foi fácil percebermos a sua chegada. Fácil e surpreendentemente assustador. Estando na beira da linha do trem, temos a sensação da chegada de um enorme dragão, barulhento, colocando fogo pelas ventas, pronto para te engolir. Nos encolhemos o máximo que pudemos e ficamos estupefatos, seres urbanos que somos, com a possibilidade de estar ali, com todo aquele verde, sem proibições, sem fronteiras, acenando ao maquinista, felizes de existir. Imperdível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvemos continuar caminhando em frente até a próxima estação ou à possibilidade de encontrar a rodovia. Assim poderíamos ter mais um bom tempo de explorações, além de podermos pegar um ônibus para retornar. A linha do trem continua encosta afora mas chega um momento em que tem que atravessa o rio. E isso é feito através de uma ponte, claro. Mas, o que eu não sabia ou nunca tinha parado pra pensar, é que pontes feitas para trens são muito diferentes das feitas para pessoas caminharem. Ou seja, não são inteiriças, sendo construídas de ripas espaçadas de madeira, o suficiente apenas para a colocação do trilho e dos dormentes. Você caminha e vai vendo o rio passando lá embaixo entre uma ripa e outra de madeira. E, segundo meu Namorado Gringo, essa pontezinha não passava disso mesmo, uma pontezinha inofensiva de pouco mais de dez passos. Mas pra mim, bem, pra mim essa ponte era a ponte do inferno que me levaria direto a uma morte inclemente, sendo tragada pelo rio que corria furiosamente por baixo dos meus pés. Inútil e dispensável dizer que entrei em pânico. NG teve que me dar a mão e eu, entre as lágrimas que brotavam espontaneamente, olhava pra ele (e só pra ele) em desespero, num pedido suplicante de "não me abandone!!". Enfim, assim consegui ultrapassar, entre alivio e satisfação, esse primeiro grande obstáculo do percurso. Mal sabia que o pior ainda estava por vir. Mais ou menos 40 minutos depois dessa primeira pontezinha eu encontrei o que era uma ponte de verdade, dessas pontes de filme, grande, com estrutura de metal e que, para meu total desespero, era muito mais alta e feita exatamente com o mesmo tipo de ripas de madeira. A verdade é que só não desisti e voltei porque eu já sabia da existência da primeira ponte, o que me deixava sem muitas escolhas. Cheguei a pensar em descer a encosta e atravessar o rio a nado, mas depois de uma avaliação um pouco mais racional da situação, achei que seria mais perigoso atravessar as correntezas de um rio que eu não conhecia e nem imaginava a profundidade, do que caminhar por sobre uma ponte construída para agüentar uma locomotiva. Segui adiante mas, meus amigos, medo não é racional e o pânico bateu sem pedir licença. E o trajeto, que poderia ser feito em um minutinho, demorou 10 vezes mais. Ou 100 vezes mais. Impossível dizer, aliás, já que perdi completamente a noção de tempo. A ponte nunca acabava e o tempo nunca passava. Mas, felizmente, acabou. E relaxei, caindo no pranto, sentada no trilho do trem, com o carinho e a paciência do meu Namorado Gringo que, independente do estado de petição de miséria em que eu me encontrava, adorou a ponte, o visual, o rio passando lá embaixo, a possibilidade de ver a água correndo por baixo dos seus pés, a beleza da costrução em madeira e ferro. Duas formas opostas de ver uma ponte: caminho para o inferno ou para o paraíso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, no meu caso o inferno foi o caminho e não o destino final. Esse foi deliciosamente compensador, tendo valido a pena até os desesperos momentâneos passados. Todo o passeio foi permeado por uma atmosfera de calma e paz, com céu cristalino e colinas de um verde tranqüilizador. Em companhia de um amigo canino feito pelo caminho, chegamos a uma estrada de terra que ligava a rodovia à uma localidade chamada Santana, cruzando a linha do trem. Ali nos despedimos da estrada de ferro, com um gostinho de quero mais, uma vontade de continuar caminhando indefinidamente pelos trilhos, de relaxar ao sabor da aventura sem se preocupar pra onde se está indo, mas com a certeza absoluta de chegar a algum lugar, pois o trem sempre vai pra algum lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando na estrada rodoviária paramos pra esperar o ônibus que iria de Rio Claro a Lídice. Mas um morador local nos ofereceu uma carona e os mais ou menos 7 km percorridos a pé pela linha do trem, em aproximadamente 3 horas, se transformaram em míseros 10 minutos de carro. O que não deixou de ser um alívio, depois de tantas emoções e de tanto sol na cabeça. Saltamos, entre sinceros agradecimentos, na padaria existente em frente à pousada, demos uma enganada no estômago e, após pegar nossa parca e enconômica bagagem na pousada, caminhamos até o centro de Lídice para pegar o ônibus de volta para Angra. A volta foi sonolenta e calorenta, mas com emoções tão fortes quanto a ida. Os motoristas devem passar por um mesmo processo de treinamento, que os ensina bem direitinho como assustar os incautos e desprevenidos passageiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Angra compramos nossas passagens, demos uma fugida ao MaxBurger novamente (em time que está ganhando não se mexe) e voltamos para o Rio, dessa vez em um ônibus sem ar condicionado. E, claro, depois de um final de semana prolongado, pegamos um bom de um engarrafamento na estrada. Mas nada que abalasse nossos humores. Nada que fizesse estragar nossas lembranças. Nada que apagasse nossos sorrisos de exploradores bem sucedidos, felizes e tranqüilos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115413418259690731?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115413418259690731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115413418259690731&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115413418259690731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115413418259690731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/07/uma-viagem-ldice-brasileira.html' title='uma viagem à Lídice Brasileira'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115395577371741159</id><published>2006-07-26T15:54:00.000-07:00</published><updated>2006-08-01T06:00:34.996-07:00</updated><title type='text'>vai trabalhar vagabundo, vai trabalhar criatura, deus permite a todo mundo uma loucura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu costumava ser uma pessoa inteligente, de pensamento rápido e lógico. Dizem que inteligência não vai embora. Mas sinto como se não existisse mais. Tipo, tem mas acabou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E assim as oportunidades existem sim, mas estão em falta. As que estão no mercado não são do meu número, do meu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;shape&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. Ou são largas demais, e fica faltando recheio de Deborah pra preencher todas as exigências pertinentes ao cargo, ou são muito apertadas, sobrando cérebro, capacidade e conhecimento meus para a posição almejada. Ou é muita areia pro meu caminhãozinho ou a areia sou eu pro caminhãzinho de alguém. Lastimável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-Oi! É daí que tem um emprego legal para escritores amadores? é que eu escrevo, sabe?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-Ah, é daqui sim. Mas você escreve com letras grandes ou pequenas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-Eu sou muito versátil, leio e escrevo com letras grandes e pequenas. De acordo com o necessário na hora do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Que pena, você parece muito competente no que faz. Mas essa oportunidade não é do seu número não. A gente não contrata pessoas que lêem e, principalmente, que escrevem com letras grande ou pequenas, só as que escrevem com letras&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:180%;"  &gt;ENORMES&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:78%;"  &gt;pequenininhas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. Desculpe, resposta errada.&lt;br /&gt;-Mas eu posso aprender, sabe...? tenho facilidade nesse negócio de aprender...&lt;br /&gt;-Ah, também não trabalhamos com pessoas com facilidade de aprendizado. Sabe como é, você pode aprender mais do que o gerente... aí como é que ele vai te dar esporro, né? Além do mais pessoas com essas características precisam ganhar mais...&lt;br /&gt;-Eu tô me contentando com o salário que for, eu juro. E, olha, eu aprendo a não aprender. Posso até emburrecer, se for necessário.&lt;br /&gt;-Querida, não minta pra mim. Tô sendo sua amiga... já tá difícil você arranjar emprego com essa capacidade toda... meu conselho é que você não tente ser aquilo que não é e nem tente fazer coisas fora da sua capacidade. Fingir que é mais burra é uma coisa que definitivamente não vai dar pra você fazer!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma dignidadezinha sobrando por aí??&lt;br /&gt;Tem, mas acabô...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115395577371741159?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115395577371741159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115395577371741159&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115395577371741159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115395577371741159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/07/vai-trabalhar-vagabundo-vai-trabalhar.html' title='vai trabalhar vagabundo, vai trabalhar criatura, deus permite a todo mundo uma loucura'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115395437186662097</id><published>2006-07-26T15:52:00.000-07:00</published><updated>2006-07-26T15:53:45.260-07:00</updated><title type='text'>tem mas acabô</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Fui no pagode&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Acabô a comida&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Acabô a bebida&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Acabô a canja&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Sobrô pra mim&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O bagaço da laranja&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Sobrô pra mim&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O bagaço da laranja&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Zeca Pagodinho, O Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115395437186662097?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115395437186662097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115395437186662097&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115395437186662097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115395437186662097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/07/tem-mas-acab.html' title='tem mas acabô'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115374670351978186</id><published>2006-07-24T05:35:00.000-07:00</published><updated>2006-07-24T13:28:53.963-07:00</updated><title type='text'>desvantagens do clube do assinante do o globo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aqui em casa temos o hábito bem carioca, segundo recente pesquisa, de ler jornal todos os dias. Parece que o carioca é o brasileiro que mais lê jornal no país. E, como a grande maioria e por falta total de opções, lemos o Jornal O Globo. Às vezes damos uma namorada, mesmo que tímida e discreta, com o novo JB. Mas confesso ainda uma certa desconfiança nesse novo formato, principalmente quando lembro do JB da minha infância, de leitura obrigatória lá em casa, pelo menos aos domingos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Bem, pra facilitar a vida de leitor diário, somos assinantes do O Globo. E, salvo um dia ou outro de dor de barriga do Globinho, nunca ficamos sem jornal e este sempre chega quentinho e embrulhadinho aqui no prédio. Mas ser assinante do Jornal O Globo envolve ainda uma série de vantagens do tal Clube do Assinante que, infelizmente, nunca usufruimos. Na verdade, apesar da assinatura já existir há mais de um ano e dos constantes telefonemas à central de atendimento, só recebemos nossos exclusivos e intransferíveis cartões de vantagens há pouquíssimos dias. Não deixou de ser uma vitória.&lt;br /&gt;Mas a alegria durou pouco. Diria durou quase nada. Tomzinho, o assinante titular, pediu um cartão adicional pra mim, sua esposa de papel passado e sobrenome na identidade. O resultado de tantas exigências e informações pedidas foi, claro, um sururu na zona. Muito difícil enviar um cartão (imagina, demoraram mais de um ano!). Dois cartões, com nome e sobrenome?? Isso é algo que deixa cérebros menos favorecidos, no mínimo, confusos e com certeza exaustos!! O resultado foi o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/1600/DSCN3391.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/400/DSCN3391.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Só pra esclarecer os, digamos, desagradáveis "errinhos", o sobrenome do meu querido maridinho é Moore e não Noore. Mas é um erro passível de acontecer. Afinal sempre podem-se confundir alhos com bugalhos. Rifles de caçar rolinha com bifes de caçarolinha. Normalíssimo. Mas o que dizer do meu cartão? Se sou sua esposa, com mesmo sobrenome, o mínimo que esperávamos era um erro semelhante. Sra. Noore, ao invés de Moore. Porém acho que o recentimento tomou conta desse ser ignóbil que anotava o pedido e, não satisfeito em escrever meu nome com um acento terrível e sem meu "H" metido (Débora... irchhh... ao invés de Deborah), resolveu me jogar uma praga, um feitiço (toc toc toc, isola!!). Ou ainda, quis fazer um terrorismo psicológico. Ou pior, por total despreparo e burrice escreveu: Débora C. F. MORRE. (???!?!?) Será que por ser tão exigente e querer que nosso direitos de consumidor e cliente "especial" sejam respeitados eu mereço morrer?? E devidamente registrado em cartão?&lt;br /&gt;Enfim, levei (mais ou menos) a coisa com bom humor. Afinal de contas não acredito mesmo em pragas e maldições (será mesmo que não acredito...?). Mas num país de crendices e supertições, eu bem que poderia processar o Jornal O Globo. Eu bem que poderia não querer ir mais ao Cristo com medo de seqüestros relâmpagos nas Paineiras. Eu bem que poderia ficar com medo da violência e de ser efetivamente assaltada no Rio. Eu bem que poderia ficar com medo de balas perdidas e ataques terroristas a ônibus (coisas que só acontecem em São Paulo agora). Eu bem que poderia ficar com medo de ser atropelada por um motorista bêbado homicida nas ruas da cidade. Mas como sou uma pessoa muito sensata e razoável, não tenho medo de nada disso e continuo vivendo por aí, me divertindo e amando a cidade.&lt;br /&gt;Agora, é claro que vou ligar pra tal Central de Atendimento ao Cliente pra pedir um novo cartão que, apesar da tranqüilidade e das delícias da vida carioca, não convém facilitar com os deuses. No creo en las brujas, pero que hay hay.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115374670351978186?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115374670351978186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115374670351978186&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115374670351978186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115374670351978186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/07/desvantagens-do-clube-do-assinante-do.html' title='desvantagens do clube do assinante do o globo'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115292472244429969</id><published>2006-07-14T17:47:00.000-07:00</published><updated>2006-07-14T17:52:02.480-07:00</updated><title type='text'>baixinho-conhecimento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tem dia e hora que não tenho a menor idéia do porquê ainda continuo fazendo análise. Basta um estressezinho financeiro e meu mundo vem abaixo, choro, me descabelo, penso em sumir do mapa, em morrer mesmo. Claro que não é morrer-morrer, mas um morrer-dormir talvez. Sair momentaneamente do ar para manutenção. Ou algo assim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tudo isso pra dizer que não sei se tô vendo resultados com o meu novo estágio, digamos, de auto-conhecimento. E o pior é que do alto dos meus 1.62 m, nem posso fazer trocadilhos com alto-conhecimento. Melhor seria com baixo-conhecimento, mas isso talvez me deixasse mais deprê e, literalmente, pra baixo ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115292472244429969?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115292472244429969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115292472244429969&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115292472244429969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115292472244429969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/07/baixinho-conhecimento.html' title='baixinho-conhecimento'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115290923758126678</id><published>2006-07-14T13:09:00.000-07:00</published><updated>2006-07-28T16:42:02.300-07:00</updated><title type='text'>curry de frango</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Ingredientes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;1 pouco de frango, tipo de 400 g a 1 kg. Peito de preferência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;1 ou 2 cebolas grandes, picadas em pedações. Ou pedacinhos, como queira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;1 ou 2 tomates (não obrigatórios) picados de qualquer maneira, assim como as cebolas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;1 caixa grande de polpa de tomate.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Para frescos (como eu)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;1 pitada de pimenta do reino.&lt;br /&gt;2 colheres de chá de curry.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;2 colheres de chá de cominho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Para machos (como meu Gringo é e está querendo me transformar)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;1 porrada de pimenta do reino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;1 tonelada de curry.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A mesma quantidade de cominho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sal (há controvérsias nesse quesito. Eu, particularmente, faço questão. Já Tom nunca coloca, só não sei ainda se por uma questão de estilo ou de esquecimento mesmo).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Modo de fazer&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Coloque um pouco de óleo numa frigideira grande (pode ser numa panela também, mas é que aqui fazemos a coisa numa grande frigideira chique), refoque as cebolas, acrescente os tomates, os condimentos, o frango, a polpa de tomate e deixe cozinhar em fogo baixo por, pelo menos, duas horas, acrescentando um pouco d`água sempre que começar a dar uma pegadinha no fundo. O cheiro é delicioso e pode ser sentido, com facilidade, do corredor do prédio. Faça um arroz branco para acompanhar e delicie-se com o quitute!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dica&lt;/span&gt;: nunca, repito, NUNCA mesmo, bata com o vidro de cominho (ou qualquer outro vidro) na lateral da panela de curry enquanto estiver cozinhando, sob pena de perda total do prato, da dignidade e da esperança em uma vida melhor. Mas, se tiver sido fundamental e inevitável, não entre em pânico antes de ter certeza ABSOLUTA que o vidro realmente quebrou dentro do prato em questão. Se você tiver provas suficientes e, frisando bem, incontestáveis, tudo bem, pode pirar. Caso contrário, pense bem, respire fundo, dê uma volta, não ligue (ainda) para sua mãe e (importantíssimo) faça a comparação minunciosa do vidro de cominho (ou qualquer outro vidro em questão) com outro vidro similar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Importante&lt;/span&gt;: COAR MOLHO DE CURRY NO PANO-DE-PRATO FAZ MAL À SAÚDE MENTAL.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115290923758126678?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115290923758126678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115290923758126678&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115290923758126678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115290923758126678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/07/curry-de-frango.html' title='curry de frango'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115283843266182925</id><published>2006-07-13T17:49:00.000-07:00</published><updated>2006-07-13T17:53:52.663-07:00</updated><title type='text'>falando de pano-de-prato</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O pano-de-prato do post anterior ficou irremediavelmente manchado. Irrecuperável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Usando de toda a criatividade que me é de direito, resolvi fazer uma experiência e coloquei o dito cujo numa bacia com água fervendo e umas três colherinhas de açafrão (açafrão nacional, claro, que com o preço do importado eu compraria uns 15 panos-de-prato e jogaria esse fora).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O resultado foi um pano-de-prato inteiramente amarelo agora. Não que tenha ficado lindo, mas minimizei os efeitos visuais das manchas, descobri um amarelo bastante, digamos, apetitoso além de ter me divertido bastante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Meu próximo passo será tingir com beterraba. Não percam os próximos capítulos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115283843266182925?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115283843266182925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115283843266182925&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115283843266182925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115283843266182925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/07/falando-de-pano-de-prato.html' title='falando de pano-de-prato'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115273585458223239</id><published>2006-07-12T12:45:00.000-07:00</published><updated>2006-07-17T12:39:16.940-07:00</updated><title type='text'>de panelas, vidros (inexistentes ou não), curry e panos-de-prato</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meu querido maridinho anda ensaiando feito louco. Esse mês de julho é o mês de ensaios e concertos. O que é muito bom, claro. Cachês são super-benvindos. E fazer concertos sempre é bom. Enfim, sendo assim, eu espero por ele ansiosamente durante à noite, que é quando a gente senta à mesa, janta juntos, fala mal dos outros, combina a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como boa, dedicada e amorosa esposa, resolvi ir pra cozinha preparar um incrível e fabuloso Curry de Frango (receita no próximo post). Piquei temperos, temperei o frango, refoguei. Adicionei condimentos e condimentos. Até que chegou a vez do (bendito) cominho em pó. Fica num vidrinho, junto com outros tantos condimentos. Mas tinha bem pouquinho e eu, num misto de pressa e ingenuidade, dei duas batidinhas com o vidro na beirada da panela. Na segunda batida eu ouvi algo como um &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;crash&lt;/span&gt;, algo como um barulho fora do comum, algo que não era pra ter acontecido. Em frações de segundo eu saquei tudo: a porra do vidro tinha quebrado, caiu um pedaço dentro da panela. Um daqueles pedaços minúsculos que não dá pra ver mas que fazem um estrago terrível em línguas e vísceras de quem come. Pra confirmar o que meu cérebro já dera como certo, passei o dedo pela rosca do vidro e notei uma reetrância, algo como um lascadinho, algo que, segundo minha cabeça afirmava indiscutivelmente, não era pra estar ali. O pior é que o frango estava praticamente pronto, delicioso, cheirava super bem e eu não tinha mais frango nem cebolas em casa. Preparar outro estava completamente fora de questão. Além disso, a hora de Tom chegar se aproximava e eu sabia que seria infernizada para o resto da minha vida por causa disso. A sacanagem seria insuportável e inevitável. E a fome, confesso, era grande e não seria facilmente aplacada por um mísero biscoitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei bastante e tomei a atitude mais acertada para o momento emergencial: liguei pra mamãe. Em pânico, claro. Ela atendeu, mandou eu respirar fundo, falou pausadamente, me disse o que eu deveria fazer e eu, no desespero das horas e na certeza absoluta de que não conseguiria tirar o vidro e mataria meu marido com um pedaço de vidro minúsculo entalado em suas entranhas, falava alto, gesticulava com o telefone, dizia pra ela me passar as instruções logo, pulando as "introduções" e os "modos de fazer". Bem, depois de alguns desencontros e desentendimentos em volume, digamos, um pouco alto, conseguimos nos entender e ela me deu a idéia de coar todo o molho num pano-de-prato (limpo, claro). Depois lavar o frango coado, pedaço por pedaço, pra tirar o pedaço infâme de vidro que tinha acabado com meu jantar. Bem, tinha tentado acabar, porque eu, contra todo senso comum e óbvio, não me deixaria vencer tão facilmente, não jogaria o meu espetacular frango lata de lixo a fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim comecei num processo altamente estressante e cuidadoso de salvamento. Iniciei o passo a passo de "coagem de molho em pano-de-prato limpo". Que deixou de ser limpo e branco num segundo, claro, passando a incríveis tonalidades de vermelho-molho-de-tomate, laranja-curry e amarelo-açafrão. A cozinha, de armários, fogão, geladeira e piso brancos, também passou por uma rápida e aparentemente irreversível redecoração, com pintas e manchas em todo o ambiente (incluindo, e não me pergunte como e porquê, o teto). As minhas unhas ficaram amarelas e com um delicioso (delicioso??) aroma de curry que, descobri mais tarde, ficaria fixo por vários dias. A louça lavada e inadvertidamente deixada no escorredor, ficou completamente respingada e teve destino obrigatório pia adentro. Enfim, espremi, espremi, espremi o pano-de-prato, e consegui um líquido ainda perfumado e completamente livre de vidros do outro lado. Tinha chegado a hora crucial de lavar o frango (que estava ainda todo dentro do pano-de-prato) e descartar as cebolas em pedaços, muito transparentes e parecidas com o vidro em questão. Mas, para meu desespero total, quando abro o pano-de-prato encontro uma massaroca disforme de frango meio desfiado, meio massacrado, numa paçoca grudenta e impossível de separar das cebolas. Encontrar algum vidro ali, seria impossível e, diria mesmo, um ato de alta periculosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto eu já tinha voltado quase ao meu estado de desespero incial. Olhei para paredes, chão, pano-de-prato, mãos, tudo com as marcas da batalha. A panela com o caldo dentro, resultado de tão ferrenha luta. E o frango inutilizado. Era hora de saber que perdi? Era hora de desistir de tudo e ligar pro Mister Pizza? Fiquei nessas divagações durante alguns instantes e, entre um pensamento e outro, abri portas de geladeira e freezer. E eis que encontro um pacote de 4 bifes congelados de contra-filé. A inspiração foi imediata e podia-se ver estampado em meu rosto um enorme sorriso de felicidade. Eu não seria abatida tão facilmente. Tirei imediatamente a carne congelada do freezer, coloquei numa vazilha com água (eu não tenho microondas e precisava apressar o processo de descongelamento, mesmo que parcial) e joguei, triunfante, todo o frango na lata de lixo. Me servi de uma taça de vinho branco, porque afinal de contas eu merecia, e parti para a finalização do jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piquei o bife ainda meio congelado, já que não dava pra esperar mais tempo, dei uma leve temperada com pimentas e sal, joguei na frigideira e deixei dorar bem. Depois tasquei o molho de curry por cima e, voilà!, tinha o prato principal do jantar pronto. Um arrozinho branco para acompanhar e minha vida havia sido salva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando meu digníssimo consorte chegou em casa, nariz para o alto, farejando os aromas espalhados por todos os cômodos, me perguntou logo:&lt;br /&gt;- hummm, que cheiro bom!! É curry de frango??&lt;br /&gt;Eu, meio sem graça, meio sem saber se contava a verdade, meio sem conseguir esconder, respondi:&lt;br /&gt;- mais ou menos...&lt;br /&gt;- ué, mais ou menos como?&lt;br /&gt;- bem, é curry, mas é mais ou menos de frango...&lt;br /&gt;- ??? você usou só o FRAN e deixou o GO pro próximo jantar?&lt;br /&gt;- não... é que eu fui temperar, quebrou um vidro dentro, eu coei, joguei o frango fora, coloquei uma carne e terminei assim um jantar maravilhoso e sofrido pra você!!&lt;br /&gt;- como é que é? me conta essa história direitinho...&lt;br /&gt;E contei, tintim por tintim, tudo o que tinha acontecido, as brigas com o frango, o desespero das vísceras sangrando, a idéia iluminada do bife entrando como substituto. Ele me olhando entre incrédulo e preocupado, solidário e compreensivo. Depois de tudo dito e explicado, eu já beirando as lágrimas de culpa e de vergonha, dizendo a ele que ele não precisava comer, bla bla bla, ele me pede:&lt;br /&gt;- sweetie, me mostra o vidrinho que quebrou?&lt;br /&gt;eu:&lt;br /&gt;- claro!&lt;br /&gt;E entreguei triunfante o vidrinho, vazio, de cominho na mão dele. Estava ali o vilão da minha história, o culpado por tanto sofrimento. Ele, vidrinho na mão, dedo em riste, pergunta mais uma vez:&lt;br /&gt;- onde foi que quebrou?&lt;br /&gt;Eu passei o dedo pela rosca do vidro mais uma vez e lá estava a reetrância, no mesmo lugar. Eu mostrei, num misto de euforia e ataque nervoso:&lt;br /&gt;- tá aqui!! aqui, ó! passa o dedo!!&lt;br /&gt;Ele:&lt;br /&gt;- mas sweetie, isso tá me parecendo normal...&lt;br /&gt;- NÃOOOOOOO, não é normal não!!! tá quebrado!! essa entradinha não era pra tá aí!!&lt;br /&gt;Ele, paciente, mas tão teimoso quanto eu:&lt;br /&gt;- vamos ver outro igual pra saber se está diferente?&lt;br /&gt;Eu, desafiadora:&lt;br /&gt;- agora!!&lt;br /&gt;Abrimos outro vidro, tiramos a tampinha e, tchan tchan tchan..., a rosca era exatamente, milimetricamente, absurdamente, idêntica à do vidrinho de cominho. A reentrância, detectada pelo meu cérebro neurótico e fatalista, era exatamente igual ao do outro vidro e estava onde deveria sempre ter estado. Sabe por que? Porque nunca, em momento algum, em hora nenhuma da vida o vidro se quebrou. Tudo não passou de uma auto-sugestão que eu engoli com uma voracidade impressionante. Todo o trabalho em vão. Tudo jogado fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a rir e a chorar ao mesmo tempo. De qualquer modo eu fiquei muiiiiito aliviada de não ter jogado vidro moído de verdade dentro da comida. Diminui muiiito minha culpa. E ora bolas, se fiz tudo o que fiz, foi para proteger a minha família!! A mim e a meu querido maridinho!! Esse, aliás, ria de se acabar, disse que a história já tinha se trasnformado em uma lenda familiar, me fez ligar, mais uma vez pra minha mãe e decretou, com ar de brincadeira:&lt;br /&gt;- você, de agora em diante, não fica mais sozinha em casa, tá? e se ficar, nada de ir pra cozinha, sim?? é para seu próprio bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hummm, primeiro que desconfio seriamente de que o decreto não tenha sido tão na brincadeira e tão inocente assim... Segundo que a preocupação dele acho que não é comigo não, mas sim com o pescoço dele. Com uma mulher assim vai que na próxima, ao invés de curry até no teto, ele não encontre é teto nenhum, com a casa tendo ido todinha pelos ares!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115273585458223239?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115273585458223239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115273585458223239&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115273585458223239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115273585458223239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/07/de-panelas-vidros-inexistentes-ou-no.html' title='de panelas, vidros (inexistentes ou não), curry e panos-de-prato'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115273347229058422</id><published>2006-07-12T12:38:00.000-07:00</published><updated>2006-07-12T12:44:32.306-07:00</updated><title type='text'>de faxineiras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Em se tratando de faxineiras, cheguei à seguinte conclusão: ao invés de pagar alguém pra não limpar a casa, prefiro não pagar ninguém e eu mesmo não limpo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A casa continua totalmente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;suja&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;. Eu não me canso. O dinheiro continua no bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Prático e econômico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115273347229058422?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115273347229058422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115273347229058422&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115273347229058422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115273347229058422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/07/de-faxineiras.html' title='de faxineiras'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115181028673947707</id><published>2006-07-01T20:10:00.000-07:00</published><updated>2006-07-07T09:45:30.663-07:00</updated><title type='text'>copa... que copa mesmo?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje não tem post. O Brasil foi eliminado da Copa, nas quartas de final, num jogo roubado contra a França, nossa conhecida carrasca de outras copas... além disso não poderemos mais sacanear os argentinos, tarefa tão agradável para todos os torcedores brasileiros. Alegria de pobre dura pouco mesmo. A nossa durou um diazinho só, desde a eliminação de nossos hermanitos até a nossa própria eliminação. A decisão vai ficar entre europeus que fizeram a nós, latino-americanos metidos a besta, dançar bonito.&lt;br /&gt;Aqui um bom sambinha de raiz, na Argentina um trágico e dramático tango.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115181028673947707?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115181028673947707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115181028673947707&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115181028673947707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115181028673947707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/07/copa-que-copa-mesmo.html' title='copa... que copa mesmo?'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115171709047138533</id><published>2006-06-30T18:18:00.000-07:00</published><updated>2006-06-30T18:24:50.486-07:00</updated><title type='text'>calos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Dia desses estava eu procurando por soluções e pensando em resoluções, quando ouvi, de bom grado, o seguinte conselho:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;-se quiser esquecer dos seus problemas, use sapatos um ou dois números menores que seu pé. É batata.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Dito e feito. Experimente pensar em problemas com os dedos massacrados e dores nos pés. Impossível. Seu maior problema, seu único objetivo passa a ser livrar-se dos sapatos. Boa dica. Diria excelente dica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115171709047138533?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115171709047138533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115171709047138533&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115171709047138533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115171709047138533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/06/calos.html' title='calos'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115168777898561759</id><published>2006-06-30T10:15:00.000-07:00</published><updated>2006-06-30T10:16:59.630-07:00</updated><title type='text'>trinta e lá vai pedrada.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;É assim, num dia você vai dormir e tem vinte e poucos anos. No outro, você acorda e encontra uma comunidade de cabelos brancos pulando nas suas têmporas e descobre, de forma aterrorizante e desoladora, que está com trinte e tal. Trinta e tal sim, porque a partir de agora não faz mais diferença se é 30, 31 ou 39. O importante, o fatal já aconteceu: voce passou dos trinta.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Esse pulo no espaço-tempo tem vários ângulos para serem analisados. É interessante ver como tudo acontece de forma misteriosa e mágica. Mesmo fazendo aniversário, mesmo tendo lá, estampada a ferro e fogo, na sua identidade a tão importante data natalícia, mesmo assim você não se dá conta, não sabe da realidade. Mas um dia ela cai de pára-quedas em cima de você. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Essa realidade nua, crua e totalmente indigesta, pode vir na forma de um "tia, sabe onde fica a rua Fulano?", "tia" esse proferido por um gato de 1,80 m de altura, olhos verdes, saradíssimo e que deve ter tenros 18 aninhos. Um cara que você CLAROOOO olharia na praia, mas que te chama de "tia", sem dó nem piedade. E pior, sem sarcasmo mostrando, com toda a naturalidade, como ele te enxerga... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Existem outras formas, claro, quase tão sutis como a do "sobrinho". Você sempre pode cair no choro quando chegar a próxima fatura do plano de saúde e descobrir, estupefata, que mudou de categoria: paga 20% a mais porque passou dos 30. Pessoas mais velhas, sabe como é, pagam mais. Nesse caso, fique tranqüila e chore à vontade. É plenamente compreensível o desgosto de se descobrir velha e gastando mais por isso ao mesmo tempo. Lágrimas totalmente justificadas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Aliás, gastar mais é o que você vai fazer daqui pra frente. Primeiro que você começa a descobrir que ter 30 e tal significa alguns gostos mais elaborados e caros. Uma viagem acampada numa barraca, infestada de mosquitos, acompanhada de macarrão com salsicha já não fazem muito sua cabeça, não é mesmo? Nada como uma boa e confortável cama, ar condicionado, uma comida que tenha levado minimamente 30 minutos pra ficar pronta. Mas isso não é tudo. Seus gastos fatalmente aumentarão com dermatologistas, cremes para o rosto contendo uma tonelada de rejuvenescedores e bloqueadores solar (ahhh... o tempo em que o Sol era um aliado e era tão bonito ficar bronzeada... bons tempos em que cagávamos para câncer e envelhecimento da pele), dentistas (os dentes começam a dar uma piorada), cabelereiros, esteticistas, soutiens que dão uma ajudinha na luta contra a gravidade, e por aí vai. Há quem já esteja na fase "botox", mas é uma minoria e prefiro deixar isso pra mais tarde.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;A verdade é que, assim como passamos da infância para adolescência e, posteriormente, pra vida adulta, precisamos de uma adaptação. Conhecer os novos limites, aprender que o corpo já não reage muito bem àquelas misturas de antigamente envolvendo litros de cerveja com uísque. Saber que acima de tudo e de todos você precisa dormir. Passar a noite toda acordada sambando já não é mais uma opção de vida, mas talvez de morte.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Enfim, tem lá suas delícias se descobrir um tanto quanto mais poderosa e senhora de si. Lá isso tem. É uma das vantagens de se ter trinta e lá vai pedrada. Mas é uma vantagem tênue, quase esquecível quando nos deparamos com o monte de "novidades" que temos que nos adaptar. Essa (re)conciliação com a vida às vezes dói a ponto de colocarmos em risco nossos pulsos. Temos medos dos mais variados. Temos dúvidas do tamanho do universo. E menos tempo pra pensar nelas. O sentimento de urgência aumenta a cada segundo: não vai dar tempo de engravidar, não vai dar tempo de realizar os sonhos, fazer aquela viagem tão imaginada. E a casa desenhada por você com todo o carinho, será que fica pronta? E o príncipe num cavalo branco, chega? E a sensação de ser eterna, acaba?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Acaba sim. E dá medo. Medo não, dá é pavor mesmo, comparável aos medos de bicho-papão que a gente tinha na infância. Mas a gente vai vivendo. Escreve umas coisas, finge que tá super bem-resolvida, fala com um certo distanciamento e vai levando a vida, que afinal de contas taí pra ser vivida. Que a vida pra ser morrida é muito fácil. Pimba. É só tá viva e pronto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Mas essa é uma outra história. Por enquanto continuo falando da vida e da tentativa de viver. De manter os trinta e tal em funcionamento. Cabeça erguida para os quarenta, cinqüenta, sessenta, setenta... ui, que medo!!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115168777898561759?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115168777898561759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115168777898561759&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115168777898561759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115168777898561759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/06/trinta-e-l-vai-pedrada.html' title='trinta e lá vai pedrada.'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115168566757651182</id><published>2006-06-30T09:26:00.000-07:00</published><updated>2006-06-30T09:41:07.670-07:00</updated><title type='text'>ele dautônico, ela designer.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Depois da compra de novas escovas de dentes:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;-Querido, qual das cores você prefere?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;-A azul que é de menino. Você fica com a vermelha, que é de menina, né?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;-Tá bom! Mas só pra você saber que a azul é lilás e que a vermelha é verde, tá? Ou seja, a azul, que é lilás, é na verdade de menina e a vermelha, que é verde, é na verdade de menino!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;-Ok, ok, ok... sem preconceitos!! Ainda prefiro a azul/lilás de menino/menina... e você fica com a vermelha/verde de menina/menino, pode ser?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;-Perfeito. A propósito, meu lado menino, que acredita no verde, ama o teu lado menina que acredita no vermelho, tá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115168566757651182?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115168566757651182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115168566757651182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115168566757651182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115168566757651182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/06/ele-dautnico-ela-designer.html' title='ele dautônico, ela designer.'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115162194766467132</id><published>2006-06-29T15:46:00.000-07:00</published><updated>2006-06-30T11:34:19.000-07:00</updated><title type='text'>escrever ou nao escrever? eis a questao...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;E lá se vão séculos desde meu último escrito. Desculpas para isso? Nenhuma. Assumo completamente a falta de vontade, de vergonha na cara, de interesse em espanar os cantinhos do blog e retirar as teias de aranha.&lt;br /&gt;Mas, chega uma hora que a ficha cai, a necessidade irrompe e finalmente as nossas graciosas, delicadas e enormes bundas têm que ser sentadas na frente do computador. Os dedos voltam a trabalhar como loucos e voltamos, lenta e sofridamente a produzir escritos.&lt;br /&gt;Claro que ninguém disse que esses escritos são bons. Ou que têm que ser bons. Mas isso é o menos importante. A faxina mental, a verborrágia proveniente desse enorme tempo de mudez, a coragem de voltar a terras conhecidas com novos olhos, a superação do medo do "mico", esses sim dão a tônica do momento. Momento esse de superação, de motivação e de olhos meio cabisbaixos, meio tímidos, meio de cachorro-sem-dono.&lt;br /&gt;Bem, um monte de balelas e historietas da Carochinha. A verdade verdadeira é que tenho alguns motivos grandes para estar aqui de volta. Um deles é bem interno, vive de dedo apontado, esfregando a ponta do meu nariz com impropérios, me enchendo de culpas e maldições. É o meu hiper-mega-giga-plus-super-ego. O outro, bem, o outro tem lindos olhos azuis, 1.80 m de altura, um sorriso lindo e sexy. E, dizem, gosta do que escrevo, acredita em mim. Só me acha preguiçosa, pouco perseverante, indolente, etc. etc. etc. Acho, inclusive, que ele é amigo desde pequenininho do meu hiper-mega-giga-plus-super-ego... mas isso já é uma outra história.&lt;br /&gt;Enfim, se é que me resta um único e mísero leitor, estou de volta!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115162194766467132?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115162194766467132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115162194766467132&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115162194766467132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115162194766467132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/06/escrever-ou-nao-escrever-eis-questao.html' title='escrever ou nao escrever? eis a questao...'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-114135289957964018</id><published>2006-03-02T18:25:00.000-08:00</published><updated>2006-03-02T18:31:40.376-08:00</updated><title type='text'>vou voltar, sei que ainda vou voltar, para o meu lugar...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Voltei!!!!!!!!!&lt;br /&gt;Esse troço voltou a funcionar e, o blog novo que me desculpe, sou tradicionalíssima: volto toda chameguenta e derretida pro meu bloguezinho antigo!!!&lt;br /&gt;Ô saudade grande do tamanho do mundo!!! Mas matarei (a saudade, digo), escreverei e viverei feliz para sempre. Com complexo de Cinderella e tudo. Como era dantes no quartel de Abrantes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-114135289957964018?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/114135289957964018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=114135289957964018&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/114135289957964018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/114135289957964018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/03/vou-voltar-sei-que-ainda-vou-voltar.html' title='vou voltar, sei que ainda vou voltar, para o meu lugar...'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180796425834267</id><published>2006-02-16T19:38:00.000-08:00</published><updated>2006-07-01T19:39:24.260-07:00</updated><title type='text'>no tabuleiro do Tomzinho tem... (publicado originalmente no "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;div class="post_body"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Cada dia que passa eu fico um pouco mais satisfeita. Quer dizer que falta um dia a menos pro meu Gringo voltar. Não dá pra sobreviver muito tempo, sabe, sem pancakes, sem cookies, sem biscuts. É uma coisa de auto-preservação: preciso comer pra viver e preciso comer algumas coisas específicas, preparadas pelo meu espetacular-incomparável-tudo-de-bom amorzinho. É assim. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;13 dias e contando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180796425834267?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180796425834267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180796425834267&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180796425834267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180796425834267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/02/no-tabuleiro-do-tomzinho-tem-publicado.html' title='no tabuleiro do Tomzinho tem... (publicado originalmente no &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180789939821464</id><published>2006-02-11T19:37:00.001-08:00</published><updated>2006-07-01T19:38:19.400-07:00</updated><title type='text'>tpm (publicado originalmente no "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;tpm sempre ajuda a sentir muitas saudade e a se emocionar com publicidades sensíveis de ração de cachorro ou de margarina... é extremamente provável que esse meu estado de "sensibilidade à flor da pele" melhore com a utilização dos primeiros absorventes do mês... bem, rezo pra isso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180789939821464?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180789939821464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180789939821464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180789939821464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180789939821464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/02/tpm-publicado-originalmente-no-trompe.html' title='tpm (publicado originalmente no &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180786119550400</id><published>2006-02-11T19:37:00.000-08:00</published><updated>2006-07-01T19:37:41.196-07:00</updated><title type='text'>saudades (publicado originalmente no "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;div class="post_body"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;"Felcidade foi-se embora e a saudade no meu peito inda mora..."&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Tô assim, transbordando de saudade. Chorando de publicidade babaca de jornal, me emocionando com a morte de uma formiga afogada na pia do banheiro. Essa chuvinha fina e essa luminosidade meio lusco-fusco também não ajudam.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Há poucos minutos minha mãe ligou dizendo que não vai ter mais comemoração amanhã do aniversário da vovó. Problemas de família. Fiquei arrasada, achando que meu domingo foi completamente arruinado... Conclusão: chorei chorei chorei...&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ai ai, volta logo Tomzinho!! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180786119550400?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180786119550400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180786119550400&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180786119550400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180786119550400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/02/saudades-publicado-originalmente-no.html' title='saudades (publicado originalmente no &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180780996572335</id><published>2006-02-11T19:36:00.000-08:00</published><updated>2006-07-01T19:36:49.966-07:00</updated><title type='text'>jornal (publicado originalmente no "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;div class="post_body"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Hoje não teve roubo. Meu jornal estava na porta, pendurado na maçaneta, dentro do saquinho plástico... super chique e organizado. Tô pensando até em recolocar ele do lado de fora, agora que já li. Uma maneira de retribuir o "favor" do Sr. Ladrão de não me roubar mais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180780996572335?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180780996572335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180780996572335&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180780996572335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180780996572335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/02/jornal-publicado-originalmente-no.html' title='jornal (publicado originalmente no &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180776226460131</id><published>2006-02-10T19:35:00.000-08:00</published><updated>2006-07-01T19:36:02.266-07:00</updated><title type='text'>saliência (publicado originalmente no "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Segundo a coluna do Anselmo Góes de hoje, do jornal O Globo, uma casa de saliência na Travessa do Ouvidor, no Centro do Rio, teve um princípio de incêndio ontem, obrigando a mulherada que batalha muito pra ganhar a vida, sair correndo prédio afora em trajes, digamos, de trabalho. As meninas, todas de calcinha, se abrigaram na lanchonete ao lado, que registrou movimento recorde. Masculino, claro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Coisas do Rio de Janeiro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180776226460131?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180776226460131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180776226460131&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180776226460131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180776226460131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/02/salincia-publicado-originalmente-no.html' title='saliência (publicado originalmente no &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180768910569437</id><published>2006-02-10T19:34:00.000-08:00</published><updated>2006-07-01T19:34:49.106-07:00</updated><title type='text'>amanhã de manhã... (publicado originalmente no "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;div class="post_body"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Pra quem é mais íntimo, o assunto não é novidade. Tomzinho viajou ontem pros esteites e só volta na quarta-feira de cinzas. Um monte de dias sozinha pela frente é o que tenho.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Claro que fui até o aeroporto com ele ontem. É claro que vi ele entrar naquela porta escura do embarque internacional do terminal 1 do Galeão. Triste mesmo. A gente se acenando, falando à distância, sem som, só os lábios se movendo: " I  L-O-V-E  Y-O-U  !!"... enfim, cena de filme...&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Custei a dormir ontem, mesmo depois de ter tomado algumas na Cobal. Mas depois que dormi, a noite transcorreu às mil maravilhas. Difícil foi acordar hoje. Primeiro porque tava sozinha. Segundo por causa das cervas de ontem. E terceiro porque Tomzinho de manhã é um espetáculo, faz café, pancakes, pega o jornal lá embaixo e tá sempre acordado antes de mim, com o seu sorriso habitual e um "bom dia" ou " good morning" nos lábios, quebrando qualquer possibilidade do meu mau-humor (antigamente normal) se instalar.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Hoje não teve nada disso e, como na vida de qualquer pessoa com uma tendência forte a oscilações de humor matutinas, a lei de Murphy imperou inclemente. O café, que eu sei fazer muito bem obrigada, deu pau. O filtro dobrou e encheu de pó. A água que eu ia colocar no copo pra tomar meus remedinhos entornou, já que, não sei porque cargas d`água, a droga da tampa da garrafa estava desatarrachada. Mas o pior de tudo veio depois, o meu jornal foi roubado.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Eu abri a porta na esperança do zelador te-lo colocado gentilmente no espaço destinado ao capacho (infelizmente ainda não temos um capacho). O jornal não estava, claro. Então resolvi fazer o que Tom faz sempre, descer e pegar o jornal na portaria. Claro que Tom faz isso umas duas horas antes do que eu estava fazendo. Mas que diabos, cada um tem seu ritmo, certo? Enfim, desci e nada do jornal. Encontrei com o zelador que me disse veementemente que tinha deixado o jornal na minha porta. Subi todos os degraus de volta pensando que defitiviamente eu precisava de um café forte.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Vários lances de escada depois e nada. Catei daqui e dali e não tinha jornal porra nenhuma e isso já tava dando nos meus nervos. Desci de novo pra falar com o zelador e falar que não tinha nenhum jornal, que alguém tinha roubado, que era impressionante que alguém tivesse tão pouco respeito pelos outros, que eu teria que acordar às seis da manhã pra ficar esperando o globinho, bla bla bla.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Conclusão eu, a síndica, que mora no meu andar e também é assinante do Globo, e o zelador acabamos fazendo uma conferência no corredor, falando como esse mundo tá perdido, que a vizinha do andar de baixo teve livros didático, imagine, roubados, que o outro vizinho que já até se mudou, tinha a sua revista Veja roubada, enfim, essas coisas normais de corredor de prédio e vizinhos. No fim das contas a síndica, que já tinha lido o Globo dela, me emprestou o jornal e fechamos as portas com sorrisos. Pouco tempo depois devolvi o jornal, que definitivamente não teve o mesmo gosto de ser lido, afinal eu precisava devolvê-lo (pra que a filha da síndica lêsse quando acordasse). Logo eu não podia amassar, dobrar e, muito menos, rabiscar e fazer minha palavra cruzada sagrada de todo dia.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Duas horas depois toca a campanhia aqui de casa. Era a síndica e o zelador outra vez. E, surpresa, meu jornal arrumadinho na minha porta, com o número do meu apartamento escrito nele e tudo. O ladrão, além de letrado, é organizado e alguma coisa consciencioso. Não quis me deixar sem minhas notícias. Claro que essa lida cheia de dedos e fora de hora, me tirou bastante o prazer de (re) ler o MEU jornal. Mas não deixou de ser curiosa a volta do jornal afanado.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Veremos o que meu destino reserva para a manhã de amanhã...&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180768910569437?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180768910569437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180768910569437&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180768910569437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180768910569437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/02/amanh-de-manh-publicado-originalmente.html' title='amanhã de manhã... (publicado originalmente no &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180723097615008</id><published>2006-02-07T19:25:00.000-08:00</published><updated>2006-07-01T19:27:50.816-07:00</updated><title type='text'>continuação da fase hipocondríaca ou de como pode-se ter tantos problemas de saúde ao mesmo  tempo (do "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: arial;" class="post_body"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ok, já um tempinho sem escrever. De novo. Mas isso tem justificativa, as velhas e novas mazelas do meu dia-a-dia. E leia-se mazelas do corpo e da mente.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Explico-me: eu tava com aquele "probleminha" de mais de um mês de sinusite, lembram? Pois bem, remédios comprados e remédios sendo tomados. Melhora? Graças a deus sim, a meleca mudou de cor (sei que é um assunto desagradável de se tocar, mas tenho um compromisso com a verdade e com o real esclarecimento... logo a cor muda tudo e tem que ser levada em conta), o nariz desentupiu sensivelmente, a dor de cabeça zerou. Mas, surpresa, basta uma irritaçãozinha, um aborrecimento sem importância e ploft!! o nariz entope automaticamente e "gomeço a valar assim, gomo se divesse um bregador do dariz" (tradução rápida: "começo a falar assim, como se tivesse um pregador no nariz").&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Bom, o problema é que preocupações, aborrecimentos e irritações não faltam na vida de ninguém, principalmente na minha durante esses dias. Tomzinho viaja depois de amanhã (dia 09/02) e só volta dos esteites no dia 1º de março... além disso eu tinha que, obrigatoriamente, extrair um siso hoje, o que acabei fazendo com louvor, mas até fazer... foi uma lenda.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que eu cheguei até a rezar pra cair uma bomba na rua do Rosário, derrubando prédio e consultório do dentista, só pra eu não precisar ir e não precisar desmarcar, afinal eu já tinha desmarcado antes com desculpa da sinusite. Como eu poderia respirar com alguém mexendo na minha boca e o nariz entupido? Pois é, dessa vez não dava pra usar esse mesmo argumento. Além disso, meus princípios de honestidade (eu tenho isso, é um caso sério) me impediam de ser cara-de-pau mais uma vez e fugir correndo Rio Branco abaixo... não dava. Claro que, aliado à decência da minha personalidade, à minha vontade de fazer tudo correto e a um superego que pentelha meu juízo dizendo o que eu devo ou não fazer, existe o Tom, esse cara que eu amo, que tem 1.80m de altura e que pega no meu pé pra valer!! Eu não poderia não ir ao dentista simplesmente porque ele não deixaria isso...&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Conclusão, tomei um rivotril de 0.5 (um ansiolíticozinho básico), um copo d`água no consultório, uma dúzia de anestesias (sentir dor nem fodendo) e mandei: arranca aí!! Ele arrancou. Tirou siso, tirou raiz, tirou litros de sangue, deu ponto e os cambal. Depois de tudo isso, só pra rebater, tomei um dorflex ainda no consultório e outro depois em casa. Confesso que depois de um período chato de sangramento em casa e de um pouco de dor, já me sinto ótima, quase esquecendo que passei praticamente por uma cirurgia hoje.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O chato é que até amanhã só posso comer coisas frias, líquidas ou pastosas, o que me deixou com uma gama bem pequena de opções e com uma fome de ante-ontem. Acabei passando numa farmácia e comprando duas sopinhas de bebê néstle. Agora à noite me dei ao luxo e ao prazer de ir até o Bob`s e encarar um milquecheique de ovomaltine. De meio litro, claro. Me senti vingada. Vingada do dente, vingada do dentista, vingada dessas chateações que a gente mesmo cria no nosso dia-a-dia. Me senti vingada, principalmente, da minha balança. Passei por ela no banheiro e contra todos os meus princípios e vícios não subi. Só soltei uma gargalhada sonora e debochada pra ela.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180723097615008?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180723097615008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180723097615008&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180723097615008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180723097615008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/02/continuao-da-fase-hipocondraca-ou-de.html' title='continuação da fase hipocondríaca ou de como pode-se ter tantos problemas de saúde ao mesmo  tempo (do &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180711588833644</id><published>2006-02-03T19:24:00.000-08:00</published><updated>2006-07-01T19:51:58.873-07:00</updated><title type='text'>breve boletim de saúde (publicado originalmente no "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: arial;" class="post_body"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Então, a quem interessar possa, fui ao médico de novo. Aliás, médica. Uma otorrinolaringologista (essa palavra é pro Tomzinho treinar). E, surpresa, ela me disse o que eu já sabia, ou seja, que eu não fiquei boa com o antibiótico anterior.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas, ao contrário dos meu temores, eu não tenho uma doença rara, também não tenho câncer, nem nada semelhante. Tenho é uma puta de uma sinusite que, inafortunadamente, o outro médico não conseguiu alcançar com o antibiótico prescrito. Conseguiu só ferrar com meu estômago. Isso ele acertou na mosca. Coisas de quem tá vivo (e doente, claro).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A conclusão óbvia é que vou ter que tomar outro antibiótico. Lá se vai mais grana. Grana essa que não disponho, lógico. Pelo post anterior já deu pra sentir a minha pindaíba pessoal. Pois bem, além do antibiótico, um complexo B básico. A médica ficou penalizada de pensar o quanto eu devo sofrer outra vez com mais 10 dias de remédio me atacando as vias digestivas (e haja pum...).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Finalizando a história, algumas pessoas já sabem, mas coloco aqui em público um problema crônico, eterno mesmo, que tenho com os ouvidos. Simplesmente eu produzo mais cera do que eles podem suportar. Além disso o conduto, o "buraquinho" do ouvido é tão estreito que ninguém entra ninguém sai. Ou seja, a cera fica lá dentro, endurece e entope. Fico surda. De tempos em tempos preciso dazer uma lavagem. Quando a dita otorrinoleringologista viu meu ouvidos surdinhos de cera, ah, babou de vontade de tacar água dentro e lavá-los. E assim fez. Mas eu, macaca velha no assunto, cheguei a dizer que era melhor pingar uns remedinhos antes, pra facilitar a limpeza. Qual nada. Apesar da surda ser eu, claro que ela não me ouviu e saiu lavando tudo. É claro que tava certa e ela não conseguiu terminar o serviço. Me passou um remedinho pra pingar e pra eu voltar terça-feira. É claro que eu tô mais surda. É claro que os ouvidos, antes quietos, estão doendo. É claro que eu mereço.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;De qualquer modo estou mais confiante agora. Tô com esperança de ficar boa. E espero que seja esse mês ainda, de preferência antes do carnaval. Que passar o carnaval sozinha (Tomzinho vai estar nos EUA), sem poder beber e surda, ninguém merece, né? Ou eu mereço??&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180711588833644?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180711588833644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180711588833644&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180711588833644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180711588833644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/02/breve-boletim-de-sade-publicado.html' title='breve boletim de saúde (publicado originalmente no &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180703355036339</id><published>2006-02-03T19:23:00.000-08:00</published><updated>2006-07-01T19:23:53.556-07:00</updated><title type='text'>money money money (publicado originalmente no "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;div class="post_body"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;É, eu também adoraria viver de escrever. Apesar de não ser lá muito assídua, eu juro que seria, que escreveria todos os dias, várias matérias, artigos, ensaios, sempre sempre, se eu ganhasse pra isso. Seria assim como a realização de um grande sonho. Ter prazer e ganhar a vida ao mesmo tempo!&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Mas, não é assim que tem funcionado. Exceto pelo prazer (grande, aliás) de ver meus escritos circulando e sendo lidos, eu nunca ganhei absolutamente nada pra escrever. E, sendo assim, preciso ganhar a vida de outra maneira, o que também não tem acontecido de maneira muito louvável. Tem tempos que minha sociedade com mami tá indo pro saco. Tem tempo que Tomzinho tem bancado tudo.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Sendo assim, estou à cata de um ganha-pão, um trabalho, uma maneira de ganhar meu dindim de cada mês. Espalhei curriculuns. Uma variedade de lugares que dá gosto de ver. Da locadora de vídeo ao trabalho como designer de interiores que é o que, acreditem se quiser, eu sou de fato e de estudo. Para minha surpresa, fui rapidamente chamada pra três entrevistas, uma após a outra. &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;A primeira justamente para uma vídeo locadora perto de casa. E eu, como ex-dona de uma locadora, achei que seria um trabalho molezinha, gostoso mesmo, tranqüilo de ser feito. Claro que se o salário permitisse. Bem, não permite. A loja só fecha dois dias no ano, no dia 25 de dezembro (ho! ho! ho!) e no dia 1º de janeiro (adeus ano velho... feliz ano novo...). Fora isso, ela abre de segunda a segunda, sem pausas, sem feriados. Tabalha-se domingo sim, domingo não. E a jornada de trabalho vai de 3 da tarde às 10 da noite, com 10 minutos (!!!!) pra comer. Isso mesmo, 10 minutos. Passei ainda alguns minutos sendo sabatinada. Precisava dizer os nomes dos atores que via em fotos na capa dos filmes. Depois fui indagada pelos últimos filmes que vi no cinema e se eu já tinha ouvido falar de Woody Allen e Almodovar (!!!). E o salário? Hummm, R$320,00... definitivamente não dá, é pior do que escravidão, já que o "senhor" não precisa manter o escravo vivo... com certeza ele gastaria mais do que isso...&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;A segunda foi uma loja de venda de pisos cerâmicos. Daquelas sem graçaaaaa, onde você tem inúmeras placas giratórias com um monte de pisos colados, pra o cliente ir passando. Eu sei, eu sei, que estudei decoração, que eu deveria adorar "pisos cerâmicos" e afins, mas acontece que não gosto não. Mas, ok. Fiquei até interessada. A entrevista foi estranha, ele me perguntou qual meu estado civil, se eu era fumante (e eu não sou mais!!!), se tinha algum problema de saúde, se eu trabalhava bem com o computador (dannnn) e pronto. Recebi um e-mail no ddia seguinte dizendo: "Deborah, acgradecemos mais uma vez sua participação no processo de seleção, mas a princípio não poderemos aproveitar você... bla bla bla". Foi a seleção mais estranha que já participei, sem saber quanto ganharia, porque eu tava ali, o que queriam de mim. Enfim, tô até satisfeita de não estar lá conhecendo qual o PA (ou qualquer sigla que o valha) do piso tal...&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;A terceira foi uma loja de decoração, dessas que vendem de tudo: persianas, tapetes, pisos de madeira, cortinas, almofadas, etc etc etc. Na verdade ainda estou no processo de seleção, já que eu mesma ainda não desisti e ainda não "me desistiram". Mas tô pensando muito seriamente em roer a corda. O trabalho é interno e externo. No dia interno se trabalho de 8 da manhã às 7 da noite (!!!!). No dia externo, idem. Mas você faz o seu roteiro, logo pode se dar uma colher de chá. De qualquer modo, mesmo no dia externo, você tem que passar na loja, de manhã, à noite, ou nas duas horas. A loja logicamente abre sábado, até 1 da tarde. Ajuda de custo? Não tem não, moço. Salário fixo? Também não. Retirada mínima? HA HA HA, claro que não. A única coisa é uma comissão de 4% sobre as vendas e uma ajuda na passagem de ônibus... é só fazer as contas de quanto se precisa vender para ter um salário digno e que pague, ainda, todos os seus gastos de rua. Ai ai. Complicado. Mas, por incrível que pareça, ainda estou pensando se fico ou não, já que estou PRECISANDO de grana...&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Bem, não deixo de me sentir (re) entrando numa engrenagem feia e suja. Dessas que, por necessidade, pessoas são massacradas, usadas e descartadas assim que os interesses são mudados. É assim que funciona o neo-liberalismo. O capitalismo selvagem e desenfreado. Mas longe de mim fazer comícios político-econômicos. Não sou comunista desde os 18 anos e não quero pregar o fim do capitalismo de jeito nenhum, até porque faz tempo que eu não saberia o que colocar no lugar. Porém posso dar uma desabafadinha básica, né? Eu não queria fazer parte de uma engrenagem. Mas se tivesse que fazer, que pelo menos eu não ficasse toda suja de graxa, que a experiência não fosse tão massacrante. E que, pelo menos, o salário fosse compensador. Que suja, massacrada e, ainda, sem dinheiro é deprimente! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180703355036339?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180703355036339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180703355036339&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180703355036339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180703355036339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/02/money-money-money-publicado.html' title='money money money (publicado originalmente no &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180695766937788</id><published>2006-01-30T19:21:00.000-08:00</published><updated>2006-07-01T19:22:37.673-07:00</updated><title type='text'>rio 40 graus (publicado originalmente no "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;O clima desse Rio de Janeiro é imoral. Esse brilho todo, tanta luminosidade, esse calor que faz a gente tirar a roupa, cada vez mais, pernas de fora, seios à mostra. Tudo sem culpas, tudo legitimado pela impossibilidade total de viver com mais alguns centímetros de tecido nesse calor desumano.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Não adianta querer tampar o sol com a peneira. E às 2 da tarde, nem com guarda-sol é possível uma sombrinha satisfatória, quanto mais usando uma peneirinha, que aliás ficaria muito melhor se servisse pra coar um suquinho de abacaxi com hortelã ou, ainda, pra tirar os carocinhos de um suco de limão para uma caipirinha. Até porque, sem esses pequenos e indispensáveis luxos da vida carioca, diria que esse calor senegalesco (amo essa expressão, já secular, que me soa tão poética quanto eloqüente, a um só tempo) seria de matar. Literalmente. Que sem uma caipirinha, um suquinho, uma cervejinha, uma prainha, uns beijinhos, um amorzinho, ninguém pode passar um verão. Pelo menos um verão decente. Ou indecente, dependendo da altura da saia, claro.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;O que eu quero dizer é que fica sempre parecendo injusto alguém trabalhar em dias com temperatura na casa dos 40, com um céu tão azul, uma luz tão branca e um calor tão vermelho. Como podemos nos concentrar em tarefas corriqueiras, como pagar contas, cuidar de burocracias mil, com esse ar de férias, com essa alegria flutuando pelas nossas vistas, com tantos sorrisos e bronzeados sendo desfilados pela rua? Ficamos sempre com aquela sensação que falta um evento de celebração no dia. O evento de fechamento, de ode a tanta beleza, tanta natureza, tanta falta de respeito por você trabalhador. Porque é uma puta falta de respeito fazer sua imaginação trabalhar, pensando na areia, em bundas, em cerveja na praia. E depois do sol se pôr, pensar em todos os bares cheios, tantas pessoas bem sucedidas, tantos chopps e sorrisos abertos e amigos, tantos abraços, tantos corpos dourados, suavemente perfumados pela maresia e pelo calor dessa cidade irresponsável.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;A verdade é que não temos muito o que fazer. Uma boa opção seria a mudança definitiva, dos mais descontentes, para a Sibéria ou para o Alasca, quem sabe. Mas para a maioria esmagadora de nós, que reclama pelo habito de reclamar mesmo, porque não consegue ficar numa fila de banco se falar mal do governo ou do tempo, quer dizer, das coisas que, teoricamente, não nos dizem respeito, que estão fora da nossa jurisdição, fora do nosso poder de voto, para nós, reles mortais, resta aceitar a benção e maldição de viver “num país tropical, abençoado por deus e bonito por natureza”. Resta aceitar que, para se poder ter uns momentos de prazer extremo no fim de semana, ou ainda, uma vez por mês,  tem-se que abrir mão de algumas coisas, como conseguir usar roupas normalmente sem sofrer, poder ser atendido por funcionários públicos mais ou menos suados sem ser xingado, pegar um ônibus que não te jogue para-brisa à frente, enquanto sua coxa e seu braço colam, suados, no assento impermeável do coletivo. É assim. Em compensação você pode tomar chopp à noite, na Cobal do Humaitá, por exemplo, em qualquer dia da semana, durante todo o verão, e encontrar milhares de pessoas, conversar com pelo menos meia dúzia e, se você for do time dos solteiros, a possibilidade de conseguir pelo menos um amor de verão é de 557%, o que é um prognóstico pra lá de excelente.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Partindo daí talvez possamos entender alguns pontos da vida carioca. Podemos notadamente perceber que estamos tratando de um povo muito social. Mas, que os desavisados não se enganem, estamos falando de uma sociabilidade da porta de casa pra fora. Não que o carioca não receba em casa. Ele faz isso sim de vez enquando. E quando o faz é geralmente com louvor. Mas o hábito reinante são os encontros sociais fora de casa, num espaço democrático, num espaço comum a todos os envolvidos. Em conversa recente com meu Namorado Gringo (que além de gringo e apaixonado pelo Rio é um agudo observador dos hábitos e da cultura) estávamos justamente falando sobre esse tipo de comportamento. É claro, nisso concordamos, que é muito mais fácil ser social em um ambiente externo, fora do seu habitat, longe dos seus domínios pessoais e íntimos. Mas nossa concordância termina aí. NG aposta que é justamente por causa dessa facilidade em “afastar” as intimidades que o carioca elegeu o ambiente externo como o habitat para encontros sociais. Aliado a isso, estaria a nossa eterna crise econômica. Muito mais fácil encontrar com amigos num bar, por exemplo, e a conta ser rachada, do que receber em casa, bancando um jantar, bebidas, etc.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;É aí que eu discordo. Primeiro porque sou carioca, nascida e criada nessa cidade indecente porém maravilhosa, me dando uma possibilidade de falar do lado de dentro da questão. Segundo porque também sou uma boa observadora social, tendo anos de estrada nesse quesito aqui no Rio de Janeiro. E posso dizer que o carioca é um cara geralmente gentil, solidário, amigo. Logo, apesar dessa aparente frieza nos relacionamentos, com essa vida social efetivamente externa, afastando as pessoas do que chamariamos de um convívio realmente intimo, posso afirmar com toda a certeza que me é permitida na alma, que os encontros são em lugares públicos, geralmente ao ar livre, simplesmente porque é impossível permanecer em um ambiente fechado com uma temperatura tão elevada. Nós, cariocas da alma e da gema, nos coçamos, ficamos impacientes, deixamos escorrer um fio de baba do canto da boca, se precisamos ficar confinados entre quatro paredes durante o verão. Salvo exceções, (como a célebre cochilada depois da praia, metido num quarto com ar condicionado polar) o carioca vai sempre preferir o ar livre, janelas abertas, chopp gelado, falatório. E ainda a possibilidade de sempre poder admirar uma perna, um sorriso, um bronzeado. Tanto melhor se não precisar lavar a louça do jantar e a conta ainda for rachada!! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180695766937788?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180695766937788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180695766937788&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180695766937788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180695766937788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/01/rio-40-graus-publicado-originalmente.html' title='rio 40 graus (publicado originalmente no &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180686603736449</id><published>2006-01-30T19:20:00.000-08:00</published><updated>2006-07-01T19:21:06.043-07:00</updated><title type='text'>doente sim... mas do nariz ou da cabeça? (publicado originalmente no "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Ainda no assunto "doente" (seguindo imperiosamente minha tendência totalmente obsessiva compulsiva), não poderia deixar de registrar aqui um momento, digamos, traumático, da minha relação com Tomzinho.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Como já está sabido por todos que andaram dando uma olhadinha nos posts anteriores, estou doente de pedra, de dar dó, de não dormir à noite com crises e crises de tosse convulsiva. Mas, o que precisa ser muito bem esclarecido e lembrado aqui, é que não durmo sozinha, estando sempre (ou quase sempre) acompanhada do meu maridão Tomzinho.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Pois bem, o ponto é justamente esse. Se eu não durmo tossindo, o pobre coitado não dorme com minhas tosses. Isso desencadeou algumas conseqüências por aqui. A primeira, sendo Tom um cara objetivo e prático, foi ele sair para o sofá da sala, a fim de conseguir algumas horas de sono mais tranqüilas. A segunda conseqüência foi eu me sentir extremamente sozinha na cama e ir atrás dele por causa disso. Claro que, levando em conta as minhas neuroses, meus (inúmeros) sentimentos de culpa, minha eterna briga com o superego, ao me deparar com um homem de um metro e oitenta espremido num sofá de um e quarenta, me senti a pior e mais cruel das mulheres por tossir, por não deixá-lo dormir e, como conseqüência, expulsá-lo da cama. Por outro lado me senti abandonada, não-compreendida, injustiçada, humilhada até. Como não podia deixar de ser, mandei ele voltar pra cama e num ato heróico, de mártir mesmo, disse que eu ficaria no sofá aquela noite pra ele poder dormir.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Mas, meninas de plantão e leitores masculinos, o que nós realmente esperamos é que nossos homens sejam mais heróicos do que nós. Que eles insistam, que nos deixem no conforto e aplaquem a nossa consciência pesada. Tudo numa única tacada. Bem, pelo menos era isso o que eu esperava. Trocando em miudos, eu não queria o dedo do meu superego enfiado no meu olho e ainda queria um chamego, uma compreensão extra, uma proteçãozinha.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Mas recebi a seguinte resposta à minha proposta de EU dormir na sala:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;- Ok.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;E lá voltou ele pro quarto de mala e cuia, edredon e travesseiros embaixo do braço. Fechou a porta e pronto. Lá fiquei eu com tosse, metida a heroína, arrasada, tendo como companhia um superego que gargalhava das minhas segundas (e condenáveis) intenções. Pra completar o quadro, lágrimas nos olhos, soluços e uma noite que parecia que nunca mais teria fim.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Felizmente, teve fim. E nem demorou tanto. Claro que eu só dormi depois que o corpo desmaiou por vontade própria. Isso também fazia parte da martirização, agüentar os olhos abertos, ardendo, o corpo cansado.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;No dia seguinte tivemos uma DR (para quem ainda não conhece a expressão batizada por nosso amigo, escritor e psicanalista Francisco Daudt, DR quer dizer Discutir a Relação), essa coisa chata que casais de vez enquando têm e que, geralmente, eu abomino. Mas, tive que falar alguma coisa. Afinal, como ele poderia entender meu mau-humor tumular, as faíscas de raiva dos meus olhos e aquela cobrança surdo, velada, que nós mulheres somos especialistas em fazer? Na verdade é tudo uma puta de uma sacanagem, afinal quando fiz a pergunta a ele, não disse que tinha uma resposta certa a ser dada. Não disse que era um teste. Como, cacete, ele poderia advinhar?&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Enfim, a DR foi a maneira encontrada pra desabafar, esclarecer as coisas, limpar a minha e a barra dele. Por sorte pouquíssimos dias depois eu tinha análise e é claro que esse foi assunto certo na sessão. O que ficou também muito claro, é que lá dentro dessa coisa chamada cérebro que tenho (ou acho que tenho) aqui dentro da cabeça, separação pra mim tá intimamente ligada a rejeição. Se não vai ficar comigo, é porque me odeia. Simples assim. Talvez meus pais tenham me tirado da cama deles quando meu irmão nasceu. Talvez tenham me dito: "não gosto mais de você porque seu irmãozinho é mais bonito. Ele que vai dormir agora conosco". Sei lá. O fato é que a associação foi (e ainda é) imediata.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Bem, o que me dá uma esperançazinha é que já consegui falar a respeito. Já consegui teorizar a "coisa". Claro que ainda não tá tudo bem, né? Ontem Tom foi caminhar nas Paineiras e eu fiquei em casa (por causa da maldita sinusite) e, pasmem porque é verdade, quando ele fechou a porta e saiu eu comecei a chorar (!!!!!). Me senti sozinha, abandonada, bla bla bla. Etc etc etc. Tudo aquilo de novo. Mas, como já tinha dado uma ligeira racionalizada na situação, abri uma cerva gelada, fiz uma pipoca e me postei na frente do computador que vos fala. Escrevi, ri, consegui esse blog novinho em folha (mas com idéias antigas, cheiasss de naftalina), enfim, vivi a vida, deixei meus pulsos intactos e corri pro abraço.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;À noite, parece sacanagem, mas tive outras crises de tosse e lá fui eu pra sala outra vez. Só que dessa vez eu abri o sofá cama e dormi numa cama (quase) decente. Claro que fiquei ainda fula da vida. Claro que senti falta do quentinho dele encostado em mim. Claro que, em contrapartida, morri de calor longe do ventilador. Dormi pouco, dormi de uma maneira meio chata, acordei mal-humorada (bem, isso é coisa mais ou menos rotineira), muda, mas sem grandes frustrações. Depois disso tudo me resta acreditar. Necessito acreditar em algo maior que eu. Preciso acreditar que:&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;* primeiro - mais cedo ou mais tarde vou aprender a lidar bem com separações e com medos de rejeições.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;* segundo - alguma hora, ainda nessa encarnação, vou parar de produzir meleca, de tossir à noite e vou voltar a ser uma esposa normal, daquelas que não incomodam o marido à noite, não fazem barulho (salvo exceções... uma mulher muda na hora da transa não é legal não), não precisam dormir na sala, não compram caixas de lenço de papel no atacado e, principalmente, conseguem respirar tranqüilamente durante o sexo oral. Que sexo oral com nariz entupido é tarefa árdua, difícil. Voltando ao princípio do post, diria heróica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180686603736449?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180686603736449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180686603736449&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180686603736449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180686603736449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/01/doente-sim-mas-do-nariz-ou-da-cabea.html' title='doente sim... mas do nariz ou da cabeça? (publicado originalmente no &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180677848148896</id><published>2006-01-29T19:18:00.000-08:00</published><updated>2006-07-01T19:19:38.483-07:00</updated><title type='text'>doente 5 (publicado originalmente no "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Eu fui ao médico sim. Duas vezes. A primeira vez com, mais ou menos, uma semana de doente. Fiz exame de sangue e tudo. Nada de bactérias, nada de infecções, nada de antibióticos. Fiquei tomando uns remedinhos básicos, descongestionantes, antitérmicos, xaropes. E nada de ficar boa.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Como eu já estava ficando com umas olheiras que chegam na bochecha (de tanto tossir à noite, não consigo dormir) e meu humor anda, digamos, sombrio, resolvi (Tom resolveu mais do que eu) que era hora de voltar ao médico. Acabei parando na emergência do Hospital Silvestre (hospital aliás em que recentemente fiz um plano de saúde, o que só posso agradecer a deus e, pricipalmente, meu adorável, espetacular e incrível marido). Lá, como já era de se esperar, me furaram outra vez. Além disso, me viraram do avesso com algumas radiografias da face e do pulmão. As radiografias estavam quase perfeitas, excetuando uma minúscula sinusite. O exame de sangue acusou infecção. Provavelmente o que estava me deixando tão mal.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Juro que fiquei feliz com a notícia da bactéria, afinal eu não sou tão maluca assim, somatizando tudo. Finalmente iria tomar um remédio de verdade, um antibiótico porrada que derrubaria esses bichinhos infernais que me tiravam, literalmente, o sono. E assim foi. O antibiótico é tão tão porrada que era só pra tomar três dias. Ainda bem, porque a dor na barriga que senti foi realmente um sopapo na boca do estômago.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Mas eis que, 3 dias depois, tendo finalizado todo o (carésimo) antibiótico, a produção de meleca continua e anda batendo recordes. A dor de cabeça idem. A dificuldade em dormir também. Tô começando a ficar com medo de câncer, sei lá. Ou alguma doença rara, dessas que são tão difíceis de aparecer que só se conhece de livro. Conseqüentemente os médicos só vão pensar nela quando você já está em coma, na UTI, nas últimas, teu namarido ligando pro cemitério do Caju (ui!) pra encontrar uma vaguinha pra você. É o desespero batendo na minha porta.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Tô pensando em apelar pra um terreiro. Ou subir Penha de joelhos. Ou, quem sabe, não tem um laboratório de pesquisas interessado em comprar meleca por atacado?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180677848148896?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180677848148896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180677848148896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180677848148896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180677848148896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/01/doente-5-publicado-originalmente-no.html' title='doente 5 (publicado originalmente no &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180671653134601</id><published>2006-01-29T19:17:00.000-08:00</published><updated>2006-07-01T19:18:36.533-07:00</updated><title type='text'>doente 4 (publicado originalmente no "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Quem me conhece há algum tempo, já deve saber que comer dobradinha não é comigo. É uma coisa assim de pele, simplesmente não bate.&lt;br /&gt;Acho que não tenha nada que eu deteste tanto quanto dobradinha, mas ainda tenho alguns outros alimentos (alimentos pra quem come, claro) que também não me caem lá muito bem. Listo alguns: jaca, pimentões crus, açaí, cupuaçu, figado (de qualquer animal), ovas variadas. E por aí vai. Alguns desses itens são proibitivos, sob pena de causarem verdadeiros rebuliços estomacais, semelhantes a tsunamis da pior espécie.&lt;br /&gt;Bem, tudo isso pra ilustrar o meu estado de desespero e vontade de ficar boa. Estou num ponto que se me dissessem que batendo tudo isso no liquidificador (irchhh), para beber em seguida, sem fazer cara feia, eu ficaria boa, toparia no ato. E ainda lamberia os beiços.&lt;br /&gt;Alguma receita (verdadeiramente) milagrosa?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180671653134601?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180671653134601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180671653134601&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180671653134601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180671653134601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/01/doente-4-publicado-originalmente-no.html' title='doente 4 (publicado originalmente no &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180662587159796</id><published>2006-01-29T19:16:00.000-08:00</published><updated>2006-07-01T19:17:05.873-07:00</updated><title type='text'>doente3 (publicado originalmente no "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;    Já sei, já sei: BLARGHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180662587159796?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180662587159796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180662587159796&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180662587159796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180662587159796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/01/doente3-publicado-originalmente-no.html' title='doente3 (publicado originalmente no &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180657701881238</id><published>2006-01-29T19:15:00.000-08:00</published><updated>2006-07-01T19:16:17.020-07:00</updated><title type='text'>doente2 (publicado originalmente no "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Se eu tivesse ganhando alguma coisa vendendo, exportando ou cedendo minhas secreções para estudo, tava milionária.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Nunca na vida tive uma produção tão eficiente, abundante e ágil de meleca. É expulsar e nasce tudo de novo. Uma beleza. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180657701881238?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180657701881238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180657701881238&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180657701881238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180657701881238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/01/doente2-publicado-originalmente-no.html' title='doente2 (publicado originalmente no &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-115180645486588174</id><published>2006-01-29T19:10:00.000-08:00</published><updated>2006-07-01T19:14:14.866-07:00</updated><title type='text'>doente (publicado originalmente no "Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é")</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tô doente desde o dia 1º de janeiro desse recém iniciado ano. E para a duração de uma gripe/alergia/sinusite esse início de ano já não me parece tão recente assim. Na verdade sinto como se eu nunca na vida tivesse sido saudável. Como se eu nunca tivesse respirado decentemente. Um mês equivale assim como uma eternidade. Equivale quase a um "pra sempre".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Isso só vem mostrar como o tempo pode ser relativo. A gente já tá careca de saber disso. Quando temos 9 anos e queremos fazer 15, demora uma eternidade. Depois que chegamos aos 30 a aceleração é impressionante. Bem, nenhuma novidade nessas palavras pra lá de batidas. Mas, como sempre, consigo ainda me surpreender com as coisas mais imbecis e óbvias. E estou surpresa como o tempo custa a passar, como esses momentos de sofrimento nasal parecem intermináveis e perpétuos. Meu reino por um remédio de nariz, por um desentupidor de pia, um rotorruter, uma soda cáustica...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-115180645486588174?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/115180645486588174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=115180645486588174&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180645486588174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/115180645486588174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/01/doente-publicado-originalmente-no.html' title='doente (publicado originalmente no &quot;Trompe l`oeil... parece aquele, mas não é&quot;)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-113968665270446224</id><published>2006-01-29T11:27:00.000-08:00</published><updated>2006-02-11T11:48:24.670-08:00</updated><title type='text'>blog novo...contra a minha vontade, mas fazer o quê...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Amigos, por motivo de força maior estou criando um novo blog. Na verdade não é muito novo, é só um novo endereço, mas as idéias são velhinhas, velhinhas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não que eu quisesse um novo endereço, mas o macintosh que uso agora pra escrever e me conectar à internet resolveu encrencar com o site do Blogspot. A conclusão é que só consigo me logar e postar alguma coisa nesse endereço aqui de um outro computador, fora de casa o que, venhamos e convenhamos, atrapalha bastante a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assim sendo está aqui o endereço novo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;a href="http://dehfreire.blogsource.com"&gt;Trompe l'oeil... parece aquele, mas não é&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;a href="http://dehfreire.blogsource.com"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;http://dehfreire.blogsource.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-113968665270446224?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/113968665270446224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=113968665270446224&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/113968665270446224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/113968665270446224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/01/blog-novocontra-minha-vontade-mas.html' title='blog novo...contra a minha vontade, mas fazer o quê...'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-113821027234024163</id><published>2006-01-25T09:15:00.000-08:00</published><updated>2006-01-25T13:14:40.613-08:00</updated><title type='text'>ouro preto</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/1600/59635858_6d763e15e6_b.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/320/59635858_6d763e15e6_b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era sábado e a próxima quarta-feira seria dia dois de novembro. Como todo mundo sabe, dia dois de novembro é Dia dos Mortos. E é também feriado católico e, conseqüentemente, nacional (tem suas vantagens viver no maior país católico do mundo). Dia sempre nublado e com chuva, como dita a tradição e crendice popular. Ótima desculpa pra viajar e conhecer algum lugar novo onde, por via das dúvidas, possa se curtir uma chuvinha e um clima fresquinho. Porque a gente não leva muito a sério essas crendices mas, como não sou boba nem nada, fico prevenida e de guarda-chuva a postos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos o fim de semana inteiro pensando em o que fazer, como gastar o tempo, tão precioso, numa viagem gostosa e despretensiosa. Meu adorável Namorado Gringo, que chega a ser irritante do tanto que já conhece o Rio de Janeiro e o Brasil, me disse que já tinha ido a Ouro Preto e que adoraria ir outra vez, visitar suas inúmeras ladeiras históricas, seus prédios seculares, suas igrejas douradas e estonteantes. Um lugar perfeito para grandes caminhadas, para uma overdose de história, pra curtir um friozinho (se ele chegasse), pra um jantar a luz de velas, enfim, uma viagem pra turista nenhum botar defeito. E nesse caso, a turista era muito mais eu do que ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como minha sessão de análise nessa semana era na segunda-feira pela manhã, e eu fiz o favor de não desmarcar, passamos o sábado e o domingo fazendo uma pequena pesquisa atrás de pousadas e de preços de passagens, assim como dos horários de saída dos ônibus da Rodoviária Novo Rio. A intenção era zarpar logo após a sessão. Na segunda-feira de manhã já sabíamos que a única empresa que faz o trajeto Rio de Janeiro – Ouro Preto é a Útil. Eles possuem apenas uma saída diária, por volta das 22:00 ou 23:00 horas. O que nos desperdiçaria um dia inteiro esperando a hora de embarcar. Chegaríamos lá por volta das seis da manhã de terça-feira, sabe-se Deus em que condições físicas, depois de uma noite inteira de viagem. Foi aí que tive a idéia pouco usual: ir para Belo Horizonte (com vários ônibus saindo diariamente da Novo Rio) e de lá pegar um outro ônibus para Ouro Preto (com várias saídas diárias também). Aumentaríamos nossa viagem em aproximadamente 3 horas, mas pouparíamos um dia inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Namorado Gringo (e doido) topou na hora. Tive que arrumar a mala mais rápida da minha vida, já que eram 9:45 da manhã e nosso ônibus, com destino a Belô, sairia às 11:05. Tomar banho nem pensar! Voamos (quase literalmente) até a estação do metrô de Botafogo. Continuando a correr, saltamos na estação Estácio e nos enfiamos no ônibus da integração metrô que nos levaria até a Rodoviária Novo Rio (claro que seguindo a imperiosa lei de Murphy, o motorista desse ônibus, indo de encontro a todas as tradições cariocas de “Ayrton Sennas” conduzindo os coletivos pela cidade, era uma lesma, lia jornal -!!!- quando parava nos sinais vermelhos, esperava as pessoas entrarem calmamente e por pouco não levantei pra dar-lhe uns sopapos). Na rodoviária a correria continuo por uns 100 guichês até conseguir achar o certo pra comprar as passagens. A Rodoviária Novo Rio sempre me dá a sensação de um aglomerado desorganizado e irregular de empresas sem qualquer tipo de ligação entre uma e outra, ou seja, uma feira livre de venda de bilhetes de viagem. E com pressa, correndo como uma louca, bolsas à tira colo, a confusão pode ser sensivelmente potencializada e quase desesperadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos na plataforma de embarque às 11:00. Cinco minutos antes da saída do ônibus. Uma vitória da persistência, da teimosia, da força-de-vontade de viajar de dois seres humanos, sobre os indícios óbvios de que não daria tempo nunca. Mas deu. Sorte a nossa. Com isso nos acomodamos felizes em nossas poltronas. Separadas, claro. Mas podíamos tocar as mãos, atravessando romanticamente os braços pelo corredor de passagem do ônibus. Uma delícia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista faz uma única parada em Juiz de Fora para almoço. Isso acontece mais ou menos no meio da viagem. Não preciso nem dizer que, devido à nossa pressa enlouquecida pré-embarque, não passamos no banco pra pegar dinheiro. Mas isso era algo que não nos preocupava já que onde, diabos, não se aceita cartão de débito hoje em dia? Bem, respondo: a parada de ônibus de Juiz de Fora NÃO aceita cartões. De nenhuma espécie. Nem cheques. Isso nos limitou a um almoço pago com moedas e trocadinhos que eu trazia na bolsa. Algo como uns 7 ou 8 reais. Pros dois. Optamos por hambúrgueres com salada e queijo (um pra cada um), acompanhados de uma garrafa de água gasosa pros dois. Os sanduíches eram honestos, tendo feito um bom efeito em nossos humores. Deu pra agüentar com louvor o final da viagem, recheado de cochilos intercalados com ave-marias. As orações eram uma tentativa de me manter zen, mesmo frente a um acidente muito feio, envolvendo três caminhões (que nos deixou parados na estrada durante 45 minutos), conseqüência óbvia de uma serração terrível, onde não se via um palmo na frente do nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rodoviária de Belo Horizonte é sensivelmente mais moderna e organizada do que a Rodoviária Novo Rio e, apesar dos meus medos neuróticos de ficar sem dinheiro a viagem toda, é claro que você consegue um caixa eletrônico do seu banco pra tirar dinheiro. Mas você não consegue comprar o bilhete com cartão. Só com dinheiro vivo, o que é bem estranho. Nosso lanche também foi feito com dinheiro, já que a lanchonete, obviamente, não aceitava cartões. Tudo bem para um bom e barato lanche. Comemos pão-de-queijo (especialidade de Minas, como todo mundo já sabe), café, suco, pastel-de-forno. Valeu a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compramos bilhetes pra sair dentro de 15 ou 20 minutos. O ônibus de ida para Ouro Preto era bem diferente do de ida para BH. O primeiro contava com ar condicionado, poltronas com apoio para as pernas, visão panorâmica da estrada. Um luxo só. Já o para Ouro Preto se assemelhava mais a um ônibus urbano, meio velho, pouca manutenção. E parando em vários pontos dentro e fora da cidade. Ele pega passageiros durante todo o trajeto. Aliás, abrindo um pequeno parêntese, eu nunca tinha estado em BH e pude ter uma ótima impressão nessa ínfima meia hora de “passeio” do ônibus pela cidade. É uma cidade limpa, com cara de organizada, arborizada, gostosa mesmo. Tem um ar de cidade nova (e realmente é! Dando uma breve verificada na história, podemos constatar que a cidade foi fundada em 1897, o que dá pouco mais de 100 anos de vida). Acho que vale a pena uma volta exclusiva à cidade.&lt;br /&gt;A chegada a Ouro Preto aconteceu por volta das 22:00, em meio a uma atmosfera meio mágica, meio encantada, com uma neblina tão espessa, tão esbranquiçada, que eu tinha a impressão nítida que esbarraria com um elfo ou com um duende na próxima esquina. Muito gostoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rodoviária um motorista de táxi nos ofereceu a corrida até a pousada por 7 reais (os táxis de Ouro Preto não têm taxímetro, então as corridas são combinadas “de boca”). Felizmente recusamos e pegamos um ônibus em frente à estação por 1 real cada um. Saltamos a 300 metros da Pousada Ouro Preto. Já tínhamos, durante o fim de semana, ligado para a pousada e nos informado sobre preços das diárias e do que era oferecido. A princípio teríamos uma diária de 120 reais mas, por telefone ainda, fui informada que uma negociaçãozinha básica podia rolar. Conclusão: “para nos tornarmos clientes assíduos” conseguimos uma diária de 90 reais, com direito a café da manhã e chá à tarde. O quarto é limpo, aconchegante e bem arrumado e a localização da pousada é ótima. Vale a dica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos um bom e revigorante banho quente, trocamos as roupas fedidas por outras frescas e cheirosas e saímos atrás de uma refeição decente, a primeira de verdade do dia. Em Ouro Preto achar um restaurante é brincadeira de criança, já que eles estão estabelecidos às pencas no centro da cidade. O difícil é encontrar um restaurante barato e que não tenha música ao vivo. Aliás, sem música ao vivo é virtualmente impossível. Acabamos entrando num restaurantezinho, especializado em massas, num porão de um sobrado charmoso (Observação redundante. Todos os sobrados em Ouro Preto são charmosos), chamado Spaghetti. Claro que tinha música ao vivo, condição obrigatória pra um restaurante funcionar na cidade. Mas era estilo “um cantinho, um violão”, uma musiquinha light que não ocupava espaço em nossa atenção e ouvidos. Perfeito. A comida é muito bem servida e gostosa. Como não sabíamos, pedimos dois pratos de massa com molho de gorgonzola. Mas um prato teria sido suficiente para os dois. O pecado do restaurante foi a demora. Nessa nossa primeira vez esperamos quase 40 minutos (!!) para conseguir comer. Depois de algumas reclamações, exclamações de descontentamento e de eu quase devorar a dentadas a toalha da mesa, a comida chegou e podemos nos fartar. Gostamos tanto que virou o “nosso restaurante”. Aquela coisa dos três Bs – Bom, Bonito e Barato. Voltamos todas as noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormimos o sono dos justos e dos viajantes. Sono de pedra. O que foi ótimo pra repor as energias. Energias essas que seriam gastas em nossas tarefas e atividades obrigatórias de turistas do dia seguinte. Ouro Preto tem 18 igrejas. Um monte de museus. Algumas minas. Incontáveis ladeiras e prédios históricos. Todos eles têm que ser visitados. Todos têm que ser fotografados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/1600/59383534_a045b14678_b.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/200/59383534_a045b14678_b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Começamos nossa peregrinação turística pela Igreja de Santa Efigênia, que fica num dos pontos mais altos de Ouro Preto. Foi lá que eu (uma turista ainda amadora, aprendendo em curso intensivo com meu Namorado Gringo como ser uma turista de verdade) me surpreendi com o quanto se pode gastar visitando igrejas. Todas as visitas são pagas, com valores que variam de 1 a 5 reais. É legal ficar atento aos passeios “casados”, pagando-se a entrada de dois lugares ao mesmo tempo. Assim ganha-se algum desconto, economizando um pouquinho, e te “obriga” a realizar todo o percurso turístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que eu nunca, em toda a minha vida, visitei tantas igrejas. Podemos apreciar inúmeros ornamentos barrocos, altares com uma quantidade absurda de detalhes entalhados em madeira, entre anjos, santos, inscrições, símbolos católicos... são tantos detalhes que fica impossível aos olhos humanos apreender todas as imagens, todos os significados. O chato é que, por motivos louváveis de preservação do patrimônio histórico (e também por causa dos direitos de uso das imagens), não se pode tirar fotografia em 99% das igrejas e museus. Os únicos lugares permitidos são justamente os que já tiveram seus interiores alterados e que conservam muito pouco da decoração original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica difícil se concentrar e guardar na memória os detalhes de uma ou outra igreja, mas confesso que ao entrar na igreja do Pilar, com centenas de quilos de ouro e prata na decoração, com uma suntuosidade inesperada, quase opressora, com uma riqueza e variedade de detalhes, formas, esculturas, é possível se emocionar às lágrimas. Foi assim comigo. Mesmo eu que não sou católica e que tampouco me emociono com facilidade, abracei meu Namorado Gringo e chorei de soluçar. Impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que esse foi o ponto alto do primeiro dia de visitas. Mas tivemos outros pontos deliciosos no dia. Além dessas igrejas, tivemos no museu Aleijadinho, nas igrejas de S. Francisco de Assis e de Paula, Nossa Sra do Carmo, museu da Inconfidência, na antiga estação de trem de Ouro Preto (uma típica construção do séc. XIX, estilo art nouveau, como a grande maioria das estações de trem desse período). Ufa! Aja sola de sapato e pernas, já que todo o caminho é percorrido a pé, subindo e descendo ladeiras. Aliás, descendo a ladeira de Sta. Efigênia, olho pro lado e lá está o Namorado Gringo descalço, sem sapatos, caminhando em contato total com as pedras coloniais, com as energias seculares de Ouro Preto. Juro que fiquei feliz e orgulhosa de ter um namorado tão antenado com as forças esotéricas, tão maluco-beleza. Ai, ai. Pra variar, redondamente enganada. Ele tirou as havaianas pra não se estabacar nas pedras polidas da ladeira super íngreme. Já tinha tomado uns dois escorregões e, como seguro morreu de velho e de guarda-chuvas, arrancou logo os chinelos. Sou uma romântica incurável mesmo. Que decepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma noite com muita neblina, com temperaturas baixas, um apetitoso jantar no Spaghetti (dessa vez com um prato só pros dois e sem a demora absurda do primeiro dia), um drinque delicioso feito de cachaça no Bar do Beco e voltei para a pousada flutuando, de braço dado com meu Gringo, caminhando lenta e preguiçosamente. Me preparando para mais um dia de agitação em Ouro Preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordamos com disposição pra encarar o restante da jornada. Tínhamos já programado uma ida a Mariana, a primeira cidade a ser fundada em Minas Gerais e que está a poucos quilômetros de Ouro Preto. Visita obrigatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ida a Mariana é fácil e linda. Pega-se o ônibus no centro da cidade, e percorre-se 15 minutos de estrada descendente na beira do vale onde corre o rio que abastece as cidades. As vistas das montanhas, da vegetação, das pedras, das quedinhas d’água ao longe são impressionantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar em Mariana tivemos a sorte de ouvir o órgão da igreja da Sé sendo tocado. Esse é um órgão alemão, da primeira metade do século XVIII, feito por Arp Schnitger, o maior construtor de órgãos de sua época. Para eu poder entender a importância da existência desse órgão aqui no Brasil e, principalmente, em Mariana, meu Namorado Gringo (que além de doido e aventureiro é também musicista) fez uma comparação: é quase o mesmo do que ter um Leonardo da Vinci escondido em uma cidadezinha do interior de Minas. Inacreditável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa do feriado e do dia chuvoso encontramos Mariana bastante vazia, com praticamente todo o comércio fechado. Podemos caminhar tranqüilamente pelas ruas da cidade, que mantêm seu calçamento original, de pedras polidas e gastas, o chamado pé-de-moleque. No entanto, apesar da originalidade das ruas, muito foi perdido da arquitetura original da cidade. As igrejas, tão bonitas por fora, já estão completamente modificadas por dentro, podendo-se apenas perceber num detalhe ou outro a magnificência dos tempos idos. Uma pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paramos pra almoçar no restaurante Rancho, um dos únicos estabelecimentos abertos nesse feriado em Mariana. O restaurante fica bem no centro da cidade e serve uma comida típica mineira, com tutu, lombo, carré, lingüiça, etc. Tudo por um preço único, 12 reais por pessoa. Na sobremesa, doces em compota, doce de leite, goiaba com queijo. As bebidas e sobremesa são cobradas à parte, claro. Mas o preço é honesto e a comida bastante gostosa. Vale a dica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta a Ouro Preto aproveitamos pra caminhar por ruas ainda não exploradas &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/1600/59644891_3477378da7_b.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/200/59644891_3477378da7_b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;e para visitar a Mina de Chico Rei, uma das minas de ouro mais importantes da cidade. Você paga 5 reais para entrar na mina e o uso de capacete é obrigatório. A princípio eu e meu Gringo, com os espíritos sempre rebeldes e contestadores, achamos totalmente chato e desagradável aquelas coisas em nossas cabeças. Mas ao entrar na mina podemos entender a obrigatoriedade do uso. É impossível não bater com a cabeça. E isso não é uma ou duas vezes, mas inúmeras pancadas. O suficiente para se parar no hospital com ferimentos. O teto da mina é muito baixo e irregular. Além disso, a iluminação é quase inexistente o que faz com que não tenhamos noção exata das distâncias, de onde colocar o pé e, principalmente, de onde colocar a cabeça. Confesso uma sensação estranha em caminhar pelos túneis úmidos e escuros. Um sentimento claustrofóbico foi praticamente imperioso, principalmente ao imaginar os milhares de escravos que devem ter trabalhado e sofrido naquele lugar, passando dias e dias sem ver a luz do sol. É um lugar interessante de se visitar, diria imperdível, mas o meu alívio foi imenso quando sai da mina. Ver a claridade foi um bálsamo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, caminhamos pelas ladeiras preguiçosas da cidade. Já havíamos cumprido todo o percurso turístico obrigatório. Passeamos por lugares não idos anteriormente, prestando atenção aos detalhes das construções. Esse é um exercício delicioso para se fazer em Ouro Preto. Admirar as características arquitetônicas de um período antigo e rico, muito rico. Talvez o único lugar do mundo onde, durante algum tempo, a prata tinha mais valor do que o ouro. Isso pela abundância com que o ouro era encontrado em suas inúmeras minas. Impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa volta seria direta. Resolvemos pegar o ônibus que saia às 22:00 de Ouro Preto com destino ao Rio de Janeiro. Viajaríamos toda a madrugada e, com sorte, dormiríamos e não sentiríamos às 7 horas e tal de viagem. Passamos no meio da tarde na rodoviária e compramos nossos bilhetes. Decisão muito acertada, aliás. O único ônibus que sai normalmente de Ouro Preto com destino ao Rio já estava lotado, devido ao feriado prolongado, e um ônibus extra foi disponibilizado com saída 5 minutos depois do primeiro. E esse segundo ônibus já estava com boa parte dos lugares preenchidos. Se não tivéssemos ido, provavelmente teríamos perdido esse também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta das 7 da noite, pegamos nossa (parca) bagagem na pousada e rumamos para o “nosso restaurante” Spaghetti. Jantamos calmamente, trocando impressões sobre a viagem. Em uma mesa vizinha à nossa, um casal falava inglês. Como meu Namorado Gringo não agüenta, puxou papo, perguntando de onde eram, se queriam ajuda, etc. Era um jovem casal de namorados ingleses que pegariam o mesmo ônibus que nós para o Rio. Foi uma boa companhia e conversa até a hora de embarcarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus saiu britanicamente na hora. A viagem é muito cansativa, já que ele vai parando em várias cidades. É impossível dormir, mesmo que já se esteja a ponto de desmaiar de sono e cansaço. A parada na rodoviária de Barbacena é a pior, pois entram muitas pessoas, tem muito barulho e essa movimentação toda demora vários minutos. Chegamos ao Rio por volta das 5 horas da manhã, a cidade molhada depois de uma madrugada inteira de chuva. O clima era fresco e gostoso, a cidade acordando para um novo dia, o céu vagarosamente clareando. Pegamos o ônibus da integração metrô até a estação Estácio e depois o metrô até Botafogo. Apesar do cansaço da noite mal dormida (ou não dormida), caminhamos da estação do metrô até em casa com sorrisos nos lábios. Sem pressa. Saboreando as lembranças, os detalhes presos na memória. O cheiro de história entranhado em nossas peles, em nossas roupas. E um grande orgulho em viver e em fazer parte desse país incrível chamado Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-113821027234024163?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/113821027234024163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=113821027234024163&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/113821027234024163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/113821027234024163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2006/01/ouro-preto.html' title='ouro preto'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-113379062398885565</id><published>2005-12-05T05:46:00.000-08:00</published><updated>2005-12-05T05:50:24.663-08:00</updated><title type='text'>falando de amor outra vez...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;O amor bate na aorta&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Cantiga do amor sem eira nem beira, &lt;br /&gt;vira o mundo de cabeça para baixo, &lt;br /&gt;suspende a saia das mulheres, &lt;br /&gt;tira os óculos dos homens, &lt;br /&gt;o amor, seja como for, &lt;br /&gt;é o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu bem, não chores, &lt;br /&gt;Hoje tem filme de Carlito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor bate na porta &lt;br /&gt;O amor bate na aorta, &lt;br /&gt;fui abrir e me constipei. &lt;br /&gt;Cardíaco e melancólico, &lt;br /&gt;o amor ronca na horta &lt;br /&gt;entre pés de laranjeira &lt;br /&gt;entre uvas meio verdes &lt;br /&gt;e desejos já maduros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre uvas meio verdes, &lt;br /&gt;meu amor, não te atormentes. &lt;br /&gt;Certos ácidos adoçam &lt;br /&gt;a boca murcha dos velhos &lt;br /&gt;e quando os dentes não mordem &lt;br /&gt;e quando os braços não prendem &lt;br /&gt;o amor faz uma cócega &lt;br /&gt;o amor desenha uma curva &lt;br /&gt;propõe uma geometria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é bicho instruído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha: o amor pulou o muro &lt;br /&gt;o amor subiu na árvore &lt;br /&gt;em tempo se estrepar. &lt;br /&gt;Pronto, o amor se estrepou. &lt;br /&gt;Daqui estou vendo o sangue &lt;br /&gt;que escorre do corpo andrógino. &lt;br /&gt;Essa ferida, meu bem, &lt;br /&gt;às vezes não sara nunca &lt;br /&gt;às vezes sara amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui estou vendo o amor &lt;br /&gt;irritado, desapontado, &lt;br /&gt;mas também vejo outras coisas: &lt;br /&gt;vejo corpos, vejo almas &lt;br /&gt;vejo beijos que se beijam &lt;br /&gt;ouço mãos que se conversam &lt;br /&gt;e que viajam sem mapa. &lt;br /&gt;Vejo muitas outras coisas &lt;br /&gt;que não ouso compreender...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-113379062398885565?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/113379062398885565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=113379062398885565&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/113379062398885565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/113379062398885565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/12/falando-de-amor-outra-vez.html' title='falando de amor outra vez...'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' 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Daquelas sem paradas.&lt;br /&gt;Trezentos e doze círculos completos e perfeitos.&lt;br /&gt;Espiral crescente de tempo.&lt;br /&gt;Espiral crescente de sofrimento.&lt;br /&gt;Treze vezes abrir os olhos.&lt;br /&gt;Treze vezes fechar os olhos.&lt;br /&gt;Treze vezes o infinito de interrogações.&lt;br /&gt;Treze, sempre treze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, cento e setenta e dois mil e oitocentos momentos prazerosos.&lt;br /&gt;Voltinhas espiralescas, circunferenciazinhas.&lt;br /&gt;Bolinhas, borbulhas, gases nobres e plebeus.&lt;br /&gt;Cento e setenta e dois mil e oitocentas vezes, repito.&lt;br /&gt;Voltas rápidas, daquelas ligeiras, daquelas sem paradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São dois mil oitocentos e oitenta.&lt;br /&gt;De círculos completos e perfeitos e de prazer. &lt;br /&gt;Espiral ascendente do espírito.&lt;br /&gt;Espiral ascendente de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cento e vinte vezes abrir os olhos.&lt;br /&gt;Cento e vinte vezes fechar os olhos.&lt;br /&gt;Cento e vinte vezes o infinito de possibilidades.&lt;br /&gt;Cento e vinte portas, entre abertas e fechadas.&lt;br /&gt;Cento e vinte combinações de janela com porta.&lt;br /&gt;De porta com janela. De porta com porta. De janela com janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bolhas transparentes. &lt;br /&gt;Circunferências transparentes.&lt;br /&gt;Trezentos e sessenta chances e graus.&lt;br /&gt;Trezentos e sessenta cores e notas.&lt;br /&gt;Sessenta tempos.&lt;br /&gt;Sessenta fragmentos de tempos.&lt;br /&gt;Sessenta fragmentos de sofrimentos.&lt;br /&gt;Sessenta vezes o infinito de incertezas.&lt;br /&gt;Sessenta avos da vida em esperanças.&lt;br /&gt;E o coração ganhando da matemática.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;mono&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Não tem continuação. Não é continuação.&lt;br /&gt;Cada coisa é uma, em si, solitária.&lt;br /&gt;Cada ser é um, em si, solitário.&lt;br /&gt;Tudo pode ser de uma monotonia hilária.&lt;br /&gt;Tão tão tão monótono de se acabar de rir.&lt;br /&gt;Gargalhadas ecoam pelo espaço afora.&lt;br /&gt;E adentro, nas enormes caixas torácicas.&lt;br /&gt;Gigantes pela própria natureza.&lt;br /&gt;Gigantescas ilusões de ótica e de querer.&lt;br /&gt;Ai ai, que não se sabe mais quem vem de onde.&lt;br /&gt;Quem é o quê, quem e porquê é assim.&lt;br /&gt;Ou assado. Ou Beltrano. Ou Cicrano.&lt;br /&gt;E, principalmente, Fulano.&lt;br /&gt;Aí fica monótono de novo.&lt;br /&gt;Tão tão tão monótono de se acabar de rir.&lt;br /&gt;E lágrimas escorrem misturadas com soluços.&lt;br /&gt;E confundidas com choro.&lt;br /&gt;Não! Não se chora aqui. Aqui se ri. &lt;br /&gt;Se ri de monotonia. Se ri de culpa. Se ri de absurdo.&lt;br /&gt;Mas é sempre e impreterivelmente proibido chorar,&lt;br /&gt;Que é coisa feia e indigna. &lt;br /&gt;É coisa de quem não acha graça na monotonia.&lt;br /&gt;Essa monotonia hilária. &lt;br /&gt;Essa que existe em cada coisa.&lt;br /&gt;Essa que existe em cada ser.&lt;br /&gt;Essa que existe em cada solidão.&lt;br /&gt;E que sufoca de riso e de eternidade.&lt;br /&gt;E que dá soluços confusos, daqueles que parecem choro.&lt;br /&gt;E que quase mata. Mas não mata. &lt;br /&gt;Porque a morte não é monótona. &lt;br /&gt;A morte é radical e feminina e dinâmica.&lt;br /&gt;A morte não se ri. A morte não se confunde.&lt;br /&gt;Só a monotonia confunde soluços com choro.&lt;br /&gt;Só a monotonia, daquelas hilárias, mata de rir.&lt;br /&gt;E confunde Cicrano com Beltrano.&lt;br /&gt;E confunde com Fulano.&lt;br /&gt;E confunde solidão com tristeza.&lt;br /&gt;E confunde risos abertos e sorrisos amarelos.&lt;br /&gt;E tudo fica preto e branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-113301644315990122?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/113301644315990122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=113301644315990122&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/113301644315990122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/113301644315990122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/11/dois-em-um.html' title='dois em um'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-113120185621417028</id><published>2005-11-05T06:41:00.000-08:00</published><updated>2005-11-26T06:37:42.370-08:00</updated><title type='text'>o senhor me arruma uma nicotinazinha, pelo amor de deus...?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Após recaída fantástica, volto firme e forte à tentativa no quesito "parar de fumar". Estou que não me agüento. Se conseguir passar incólume, sem nenhum homicídio culposo, doloso, chocoso ou choroso nas costas, ok. Acho que consigo chegar lá.&lt;br /&gt;Tom acaba sofrendo um grande risco ao meu lado. Os ataques, as crises variam. Às vezes é uma necessidade sexual incontrolável (inegavelmente uma tentativa de substituir um prazer pelo outro, claro). Outras vezes é uma ânsia de fazer alguém sofrer lentamente, com requintes de crueldade. &lt;br /&gt;Ai ai, ando com medo de mim mesma... mas, tô conseguindo. Com ajuda de deus, do diabo a quatro e do Santo Nicorette (padroeiro dos ex-fumantes desesperados) chego lá.&lt;br /&gt;Torçam por mim (e por Tom, afinal o risco de ser assassinado é todo dele)!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-113120185621417028?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/113120185621417028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=113120185621417028&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/113120185621417028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/113120185621417028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/11/o-senhor-me-arruma-uma-nicotinazinha.html' title='o senhor me arruma uma nicotinazinha, pelo amor de deus...?'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112942000248809438</id><published>2005-11-01T15:00:00.000-08:00</published><updated>2005-11-26T07:03:55.690-08:00</updated><title type='text'>feriado (quase) na finlândia</title><content type='html'>&lt;a href="http://static.flickr.com/32/52223789_f98f9a06bd_b.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://static.flickr.com/32/52223789_f98f9a06bd_b.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era 12 de outubro, dia de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do nosso Brasil. Conseqüentemente, em se tratando do maior país católico do mundo, era feriado. E, para completar o quadro, era um dia que acabava de amanhecer absurdamente ensolarado, aqui na cidade maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia completamente convidativo ao passeio, à descoberta de novos lugares, às aventuras declaradas. Eu e Tom, sempre à procura de alternativas de divertimento, de entrarmos em equilíbrio e sintonia com esses dias estupidamente belos, nos arrumamos cedinho, enfiamos uma camiseta, uma roupa de baixo e escovas de dente na bolsa e rumamos para a Rodoviária Novo Rio, com o objetivo único de responder à pergunta: o que fazer no feriado?&lt;br /&gt;Chegando à rodoviária você se depara com uma infinidade de guichês com passagens pra tudo quanto é lugar do Rio, do Brasil e até pra fora do país, como Buenos Aires, Montevidéu, Assunção, Santiago. Como o tempo era curto e o dinheiro também não era lá muito longo, limitamos a nossa lista de possibilidades para lugares próximos, que não nos tomasse mais de 3 horas na estrada e que não nos custasse uma fortuna, nem na passagem e nem na manutenção de vida durante a viagem. Isso nos limitou a destinos praticamente dentro do estado e na região serrana, já que as praias nesses feriados de céu azul são praticamente proibitivas de tão cheias. E, como já é sabido pelo povo que nos conhece e acompanha, nossa praia é montanha mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamos em algumas possibilidades, mas o que acabou nos fazendo resolver mesmo foi o tempo de espera que teríamos na rodoviária antes do ônibus sair. Eu olhei, olhei, olhei e pimba! Apontei no quadro de avisos: vamos para Penedo!&lt;br /&gt;Tom, esse meu adorável gringo doido, topou na hora. Compramos o bilhete e ficamos zanzando pela Novo Rio mais uns 40 minutos, o suficiente para chegar a hora de embarcar rumo ao nosso destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está claro que já tinha ouvido falar várias vezes em Penedo, mas apenas ouvido falar. Sabia que era perto de São Paulo, sabia que era um lugar frio (no inverno, que fique claro. Nessa época do ano pode ser infernal), tinha ouvido em algo relacionado a fábricas de chocolate (falou em chocolate, meu cérebro rapidamente retém a informação), mas nada além disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ida aconteceu em um agradável e espaçoso ônibus com ar condicionado da empresa Cidade do Aço, fazendo da viagem um evento tranqüilo e gostoso. O ônibus passa por Resende, no Shopping Graal que é, na verdade, uma rodoviária mais bem transada, antes do destino final. De lá para Penedo são mais, no máximo, 15 minutos de viagem. Foi justamente nesse curto percurso final que tive a primeira surpresa. O senhor, realmente de aparência pouco brasileira, que estava sentado à nossa frente, ouvindo algumas palavras proferidas por meu Tomzinho e por mim durante a nossa habitual aula de inglês (essa aula acontece nos lugares mais insólitos: no metrô, no trem, no Morro da Urca, no Shopping Rio Sul e, bem, dentro do ônibus com destino a Penedo), se virou e perguntou, em um inglês bastante carregado, se o ônibus realmente ia pra Penedo. Tom respondeu que sim e fomos esclarecidos que ele era finlandês, que sempre vinha de passeio ao Rio e que ia, pela primeira vez, conhecer a colônia finlandesa de Penedo. Epa, colônia finlandesa!? Surpresa total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é justamente esse espírito de colônia européia, de lugar frio, que você encontra assim que chega na cidade. Todas as construções lembram chalezinhos, tudo feito de madeira, um ar aconchegante, lojinhas com artesanato típico, trutas e chocolate, muito chocolate. Tudo isso aliado a uma temperatura de... bem, digamos que tínhamos uma temperatura nada nórdica de aproximadamente uns 35º. Mas, fora esse pequeno detalhe térmico, podemos nos sentir transportados pra algum lugar distante do nosso Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colônia finlandesa foi iniciada nessa área no início do século vinte, por um grupo de idealistas daquele país, que pretendiam viver a vida de forma muito natural, sendo vegetarianos e comendo daquilo que plantavam. É claro que ser vegetariano e plantar para comer em um país onde boa parte do ano é inverno e com temperaturas absurdamente baixas é humanamente impossível. Assim resolveram procurar uma terra em outro país onde pudessem se estabelecer e concretizar, finalmente, os seus sonhos e ideais. Encontraram essa área onde se encontra hoje Penedo e, por uma inspiração divina, uma intuição, o líder dos colonos declarou que aquela era a terra destinada para as suas vidas. Tiveram que dar duro, já que essa tinha sido uma região de plantio de café, anteriormente, o que castigou e esgotou os recursos da terra. Depois disso, a área foi usada para a criação de gado, o que terminou de castigar o solo. Encontraram, dessa maneira, uma terra pobre, uma área completamente desmatada e um grande isolamento. Replantaram as árvores e passaram, pouco a pouco, a receber amigos, visitantes e a incrementar o turismo na região, atividade responsável, hoje, pela sustento da economia de Penedo. Toda a história da colonização, árvore genealógica dos primeiros colonos, roupas, costumes, danças típicas, podem ser conferidos no Museu Finlandês, que fica na rua principal da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso primeiro passeio de reconhecimento da cidade nos levou a um charmoso e agradabilíssimo antiquário, o Country Inn Antiguidades. Lá você encontra de obras de arte a mobílias antigas (fiquei completamente apaixonada por um guarda-vestido, século XIX, espelho oval bisotado na porta, preço razoável de R$800,00), passando por louças de porcelana chinesa, objetos de prata, artesanatos da região. Vale a visita. Só esteja preparado para preços que não são lá pechinchas. Além disso, ainda não estava trabalhando com cartões de crédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma caminhada e nos vimos frente a frente com a Casa do Chocolate. Esse lugar pode ser uma verdadeira perdição se você anda (como a maioria da população ocidental) brigando com a balança. Lá tem sorvetes, doces em compota, doces de leite, balas, cachaças, queijos e chocolate, muito chocolate! Mas, confesso, mesmo sendo amantes inveterados desse doce que desperta paixões e compulsões incontroláveis, nossa parada por lá tinha outro objetivo. Soubemos da existência de um pico perto, o Pico do Penedinho, que fica em uma propriedade particular e que precisa de uma autorização pra subir. Autorização essa que é conseguida justamente na Casa do Chocolate (que fica na rua principal da cidade). Apesar do calor estar de rachar, de já passar das duas da tarde, não tivemos dúvida. Pegamos a autorização e pé na estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você estiver a pé (como nós estávamos), prepare-se pra uma caminhada, em ascendência, de quase dois quilômetros. Isso até a entrada da propriedade e do início propriamente dito da trilha. A subida é fácil e tranqüila. Leva de 20 a 30 minutos e não é muito íngreme. No meio do caminho tem uma fonte, com água geladinha e potável. Bom pra dar uma refrescada, já que o caminho é praticamente todo feito embaixo de sol, sem árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O topo tem uma vista de quase 360° de Penedo. Dá pra se ter uma boa idéia do tamanho da cidade, avistar as colinas, as casinhas com ar europeu, as ruas bem cuidadas e arborizadas. Parece uma cidadezinha de brinquedo, dessas que povoam nossas imaginações quando ainda somos crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E criança é como nos sentimos quando nos deparamos com a Casa do Papai Noel, já de volta à rua principal da cidade. É verdade, Papai Noel mora aqui. Ou pelo menos tem uma casa de veraneio. Se para adultos é um sonho, para as crianças é um verdadeiro delírio. Imperdível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra parada obrigatória, é a Cachaça com Arte, uma lojinha recém aberta que tem cachaça de tudo quanto é sabor e procedência, oferecendo a oportunidade de degustação de vários tipos diferentes da bebida. Um estímulo para paladar e olhos, já que o “Arte” do nome, fica por conta dos quadros, todos com inspiração na cidade,  pintados ali mesmo pelo dono do estabelecimento, Isaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi lá no Cachaça com Arte que conseguimos a dica da pousada Boa Vista, localizada no alto de uma colina. A pousada é honesta, tem um café da manhã caprichado, uma vista realmente boa, piscina (pra quem quiser dar uma refrescada), e nos custou R$89,00 a diária pro casal, um bom preço para a média de preços da cidade. Pra quem procura uma pousada com maior infra, com pensão completa e oferecimento de atividades, existem inúmeras opções, com preços de mais ou menos R$150,00 a diária do casal. Vale a pena pesquisar e negociar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um dia movimentado e com grandes e longas caminhadas, fui pega pelo pé por um cansaço que me derrubou. Tive uma desidratação que me deixou de cama na pousada, tomando soro e relaxando. Tomzinho, que não é de ferro, mas que tem uma resistência hercúlica pra mim, estava ótimo e precisava comer. Me deixou no quarto (com minha total conivência e estímulo) e foi jantar em um restaurante perto. Quase me matou de inveja ao relatar como havia sido degustar a “melhor truta da minha vida” (palavras dele). Era uma truta com molho de maracujá e batatas cozidas. De sobremesa, petit gateau de chocolate. Preços? Muito bons, algo como R$16,00 a truta e R$7,00 o gateau. Voltou para o quarto com um sorriso beatificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia seguinte foi de estréia para Tom. Ele, que nunca tinha andado a cavalo na vida, ficou entusiasmadíssimo com a possibilidade de se transformar, de uma hora pra outra, em um verdadeiro cowboy. Existem vários ranchos que alugam cavalos e oferecem passeios com guias. Dá pra ter uma hora e meia de passeio no campo ou em mata fechada, em cavalo bem tratado e mansinho, com direito a parada pra fotos e boa prosa com o guia. O preço é R$35,00 por pessoa e foi um dos pontos altos da viagem. Escolhemos o passeio em campo aberto, mais fácil e menos trabalhoso. As vistas são espetaculares. Passamos por lugares onde o vestígio de civilização mais próximo ficava a pelo menos 1 km de distância. Do resto era campo, colinas, céu estupidamente azul e a cadeia de montanhas ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos para o Rancho From Penedo empolgados com o passeio, com a promessa de que voltaríamos pra fazer um passeio-enduro. Uma caminhada a cavalo de dois dias de viagem. Algo pra cowboy nenhum (seja cowboy urbano ou não) botar defeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era hora de voltar. Mas o ônibus que sairia pro Rio ainda demoraria pelo menos umas 4 horas pra sair. Pegamos, então, uma van na rua principal de Penedo que nos levou ao Shopping Graal, em Resende, por R$1,60 a passagem. Lá compramos um bilhete para o Rio, na mesma empresa da ida. R$36,00 cada passagem. Como ainda tínhamos uns trinta minutos de espera, almoçamos no grande bandejão de comida a quilo do shopping. Os preços não são absurdos, a comida é razoavelmente honesta e pode-se comer com relativa rapidez. Meu conselho é ficar longe das lingüiças e saladas feitas com maionese. Cuidado apenas preventivo, já que se está próximo a embarcar numa viagem de 3 horas ininterruptas dentro de um ônibus dessa vez sem ar condicionado e com um calor de rachar. E como trata-se de comida pronta e exposta, todo cuidado é pouco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112942000248809438?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112942000248809438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112942000248809438&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112942000248809438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112942000248809438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/11/feriado-quase-na-finlndia.html' title='feriado (quase) na finlândia'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-113016034735633499</id><published>2005-10-24T06:01:00.001-07:00</published><updated>2005-10-24T17:53:02.366-07:00</updated><title type='text'>xampu mata, mas 38 mata mais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dia desses estava eu tomando banho e como minha compulsão por leitura não me dá trégua, entre uma ensaboada e outra, me pus a ler o rótulo do xampu. Coisa corriqueira e que já fiz milhões de vezes assim como, tenho certeza, os meus amigos e (possíveis, mas improváveis) leitores também já fizeram.&lt;br /&gt;Não sei porque cargas d`água dessa vez fui surpreendida, entre os vários avisos e compostos químicos, pela seguinte frase imperativa: "Não ingerir". Cheguei a ficar ligeiramente indignada. Ora, será que era uma ofensa pessoal? As pessoas que usam aquela marca de xampu não sabem pra que diabos serve um xampu? Corri para o outro pote, de outra marca, e lá estava novamente a ordem infâme: "Não ingerir". É um aviso padrão, claro. Algo obrigado pela legislação brasileira. Uma dessas coisas que se não estiverem no rótulo, a gente pode dar uma processada básica na empresa.&lt;br /&gt;Mas, qual a REAL finalidade do aviso? Quem usa um xampu sabe, com certeza, que não se deve ingerir, que é uma coisa pra passar no pêlo, que é um detergente, bla, bla, bla. Ou seja, só vejo duas possibilidades de alguém dar uma golada no produto (Excetuando as crianças. Essas não valem, porque existe um outro aviso dizendo: "manter longe do alcance das crianças"). A primeira é: o consumidor não sabe o que tá escrito no rótulo, não sabe conseqüentemente do que se trata o produto. Pode ser que não entenda uma palavra de português ou que seja analfabeto. Nesse caso o aviso é inútil, já que o usuário também não vai entender. A outra possibilidade é a ingestão totalmente proposital. Uma tentativa de suicídio original, morrer de overdose de xampu. Nesse caso o aviso também é ridículo, já que só vai aumentar a vontade do suicida em dar uma bebidinha.&lt;br /&gt;Enfim, não sei se eu tô ficando cada vez mais rabugenta e intolerante, ou reina uma burrice galopante por aí. Só imagino os deputados quebrando a cabeça pra elaborarem essas leis, obrigando as empresas a manterem essas ordens, no mínimo ridículas, enquanto a venda de armas, por exemplo, continua liberada. E duvido muito que, na compra de um 38, venha escrito no rótulo: "o uso desse produto pode causar morte instantânea".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-113016034735633499?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/113016034735633499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=113016034735633499&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/113016034735633499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/113016034735633499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/10/xampu-mata-mas-38-mata-mais_24.html' title='xampu mata, mas 38 mata mais'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112958657792284927</id><published>2005-10-17T14:22:00.000-07:00</published><updated>2005-10-17T15:02:57.960-07:00</updated><title type='text'>falando de amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Portanto, repito: na janela, entre as begônias, está o rosto de Zdena com um nariz enorme e Mirek sente um imenso amor.&lt;br /&gt;É possível?&lt;br /&gt;É. E porque não? Um rapaz fraco não pode sentir um amor verdadeiro por uma moça feia?&lt;br /&gt;Ele lhe contava que tinha se revoltado contra o pai reacionário, ela insultava os intelectuais, eles tinham bolhas nas nádegas e davam-se as mãos. Iam às reuniões, denunciavam seus concidadãos, mentiam e se amavam. Ela chorava a morte de Masturbov, ele gemia como um cachorro sobre seu corpo e eles não podiam viver um sem o outro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O livro do riso e do esquecimento - Milan Kundera)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112958657792284927?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112958657792284927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112958657792284927&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112958657792284927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112958657792284927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/10/falando-de-amor.html' title='falando de amor'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112898758865580929</id><published>2005-10-10T16:33:00.000-07:00</published><updated>2005-10-10T16:39:48.666-07:00</updated><title type='text'>desculpas esfarrapadas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ok. Eu disse que estava de volta no último post. E ainda disse que "em grande estilo". Mas lá se vai um puta hiato de mil dias sem escrever.&lt;br /&gt;Isso, tenho que esclarecer, não é de todo verdade. Tenho escrito uma coisinha aqui, outra ali. Sei que nada publicado por aqui. Mas juro, assim, juro por deus, que tenho um monte de coisas nos rascunhos, (quase) prontas pra serem publicadas. &lt;br /&gt;Faltou tempo. Faltou motivação. Mas tô voltando. Dentro em breve será um absurdo de novidades que deixará malandro de queixo caído.&lt;br /&gt;Leitores amigos e amigos leitores, vocês não perdem por esperar. &lt;br /&gt;Quem viver, verá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112898758865580929?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112898758865580929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112898758865580929&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112898758865580929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112898758865580929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/10/desculpas-esfarrapadas.html' title='desculpas esfarrapadas'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112777522902740248</id><published>2005-09-26T15:43:00.000-07:00</published><updated>2005-09-26T15:53:49.036-07:00</updated><title type='text'>continuando com teclados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acabou-se o pânico. Teclado comprado. Ontem mesmo. Eu saí e fui pra CDM, como ficou devidamente registrado no post anterior. Tomzinho ficou e não se deu por vencido. A depêndencia faz milagres. Conclusão: estou agora vos escrevendo de um super-mega-hiper-plus teclado sem-fio, acompanhado de um mouse ótico igualmente remoto. Um luxo só. Foi uma lenga-lenga e um rame-rame até a instalação ser finalizada. Cheguei aqui e Tom estava arrancando os cabelos (pra não me utilizar de expressões de baixo calão falando de pêlos pubianos). Duas horas pra instalar um teclado para PC, caro pra chuchu, com tecnologia da Microsoft num computador com tecnologia Apple. Tipo água e azeite, difícil de se misturar. Mas está feito e com louvor. Obra do meu gringo. Salvação da casa e da lavoura. E eu de volta. Em grande estilo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112777522902740248?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112777522902740248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112777522902740248&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112777522902740248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112777522902740248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/09/continuando-com-teclados.html' title='continuando com teclados'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112767162206283697</id><published>2005-09-25T10:47:00.000-07:00</published><updated>2005-09-26T05:11:18.213-07:00</updated><title type='text'>água mole em teclado duro tanto bate até que estraga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A água é um líquido santo, que hidrata, fertiliza, refresca o clima, a alma, faz bem para os olhos quando estamos frente ao mar. Mas, como tudo na natureza, pode ter uma força destrutiva. Vide as grandes enchentes ocasionadas pelos furacões nos Estados Unidos. O último temporal aqui no Rio, de dois dias atrás se não me engano, também fez dos seus estragos. Barreiras caídas na Favela Dona Marta, ruas cheias, carros enguiçados e engarrafamentos quilométricos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em casa tivemos também um acidente devastador. Eu, boa amiga, namorada, esposa (?), levei um copo d'água para Tomzinho. Com gás, diga-se de passagem. E, bem na hora em que estava descarregando as fotos de um dia delicioso, eis que o braço de Tomzinho esbarra no copo e esse, quase em câmera lenta, vira entornando todo o líquido precioso em cima do teclado. Teclado para Machintosh. Teclado para porta USB. Teclado que não vende na Casa e Vídeo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Isso aconteceu ontem. O teclado ainda nos pregou uma peça, funcionando bem à noite, depois travando a tecla de espaço. Agora parou. Nada mais funciona. Conclusão: estamos sem internet (porque não dá pra se logar), não podemos escrever e-mails, baixar fotos, nada nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Já corremos mundo nesse domingo atrás de um teclado, na esperança de voltarmos à nossa vidinha normal. Até achamos algo que podia funcionar, mas com preços bem acima do esperado, praticamente proibitivos. Duzentas pratas. Ainda existe a esperança do Edifício Avenida Central amanhã. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No momento, escrevendo do computador de CDM, só me resta filosofar. Filosofar sobre a força da água, vital e destruidora a um só tempo,  filosafar sobre os grandes (e pequenos) imprevistos da vida, filosofar como dois seres humanos podem ser tão dependentes de uma máquina. E lembrar, que mesmo contra nossas vontades, um braço pode estar no meio do caminho, e entornar o caldo, travar vidas e teclados, impossibilitar conexões sentimentais e virtuais, fazer reiniciar máquinas e pensamentos. E sem que ninguém seja realmente culpado por isso. São simplesmente obras do acaso, de coincidências. Ou do grande, mal e vingativo Deus Cibernético.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112767162206283697?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112767162206283697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112767162206283697&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112767162206283697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112767162206283697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/09/gua-mole-em-teclado-duro-tanto-bate-at.html' title='água mole em teclado duro tanto bate até que estraga'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112697469012915503</id><published>2005-09-17T09:23:00.000-07:00</published><updated>2005-09-17T09:33:17.876-07:00</updated><title type='text'>de violinos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sou uma grande apreciadora de boa música. E está claro que acho que o aparecimento de bons profissionais na área está intimamente ligado ao estímulo dado ao estudo, ao aprendizado e às apresentações públicas desses mesmos alunos. Apoiadíssimo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas, de qualquer modo, mesmo sentindo uma pontinha de dor na consciência por falar isso, aturar violino mal tocado é complicado. Aliás, é foda mesmo. Isso tudo pra falar do concerto assistido ontem, onde pude apreciar uma cravista excepcional, acompanhada por uma orquestra de alunos de uma escola de música. Muitos violinos. Muito mal tocados. Ouvido muito dolorido. Uma pena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Já sei, muito rabugenta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112697469012915503?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112697469012915503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112697469012915503&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112697469012915503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112697469012915503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/09/de-violinos.html' title='de violinos'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112697415869246232</id><published>2005-09-17T09:13:00.000-07:00</published><updated>2005-09-17T09:38:26.836-07:00</updated><title type='text'>de bonecas infláveis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Segundo nota publicada hoje no O Globo, a mania entre os homens solteiros japoneses, desde mais ou menos 1999, é comprar e (acho) utilizar bonecas infláveis para sua particular diversão. As bonecas estão cada vez mais realistas e têm carinha de ninfetas, vindo acompanhadas de bichinhos de pelúcia e tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pintou a curiosidade em saber qual é a graça em praticar atos sexuais com algo que se parece com uma mulher, mas que não se mexe, não reage, não diz "eu te quero". Tive vontade de fazer uma pesquisa entre os amigos, mas é totalmente sabido que brasileiros , principalmente cariocas, não têm necessidade de recorrer a esse tipo de artifícios, dada a grande oferta feminina no mercado. Resta pedir opiniões, ainda que hipotéticas, sobre o assunto. Alguém se habilita a falar a respeito? Quem transaria com uma "menininha" de plástico?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112697415869246232?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112697415869246232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112697415869246232&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112697415869246232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112697415869246232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/09/de-bonecas-inflveis.html' title='de bonecas infláveis'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112649285458977190</id><published>2005-09-11T19:27:00.000-07:00</published><updated>2005-09-16T11:33:49.200-07:00</updated><title type='text'>estrada colonial - de vila inhomirim a petrópolis</title><content type='html'>&lt;a href="http://static.flickr.com/31/42124625_41de935949_b.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://static.flickr.com/31/42124625_41de935949_b.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em exploração anterior, eu e meu querido namorado gringo, conhecemos Vila Inhomirim, estação final de trem da linha 5 que sai da Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro. Foi nesse dia, também, que travamos nosso primeiro contato e conhecimento com a estrada colonial, construida por escravos nos idos de 1723 e que foi, durante anos a fio, o único acesso a Petropólis, tendo servido de passagem inúmeras vezes para o príncipe regente e, posteriormente, ao imperador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Bom, o fato é que nos maravilhamos com a informação de que a estrada chega até Petrópolis, subindo por um lado só conhecido por quem efetivamente já subiu a estrada a pé já que, há muito tempo, é impossível percorrê-la de carro. Quando muito, e não em todos os trechos, há a possibilidade de subir de moto. Mas tem que ser macho e habilidoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Como nem eu nem Tom temos essas aspirações motoqueiras e a nossa praia é subir montanha a pé, resolvemos nesse último sábado que estava na hora da tão esperada aventura: ir para Petrópolis, desde Vila Inhomirim, subindo a estrada colonial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Saímos de casa, em Botafogo, por volta das 8:30 da manhã. Pegamos o metrô até a Central do Brasil. Da Central, o trem até Saracuruna e de lá, finalmente, outro trem até Vila Inhomirim. A viagem leva aproximadamente 2:30 horas e, como sempre, vem recheada de diversões e curiosidades dentro desses vagões cheios de vida dos trens cariocas. Tem-se uma feira habitual, pessoas falando, conversando alto, gente cantando, rindo, além da possibilidade de se comprar de tudo, desde refrigerantes e paçocas a pilhas e envelopes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A chegada a Vila Inhomirim aconteceu por volta das 11:00 da manhã, em meio ao falatório incrível de crianças de uma escola da redondeza, que também viajavam conosco, voltando de um desfile  que fazia parte, ainda, das comemorações do dia 7 de setembro, dia da independência do meu Brasil brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A chegada é sempre surpresa e gostosa a Vila Inhomirim, verdadeiro oásis e refugio pra olhos e sentidos, depois do trem passar por tantos lugares áridos, pobres e declaradamente feios. Ficamos sempre com esse sorriso estampado e esse ar perplexo e feliz. Dessa vez, claro, não foi diferente e foi com esse ar satisfeito que caminhamos cerca de 5 minutos, saindo da estação, até a Pensão da Vovó Dui, lugar honesto e aprazível, onde já tinhamos almoçado na última viagem, e que não podíamos deixar de repetir. Estômagos claramente reclamando, pedimos a Reinaldo (o dono do estabelecimento) um prato feito de comida mineira e uma garrafa de soda Convenção. Dois garfos, um prato e um dia lindo, fizeram de nosso almoço um banquete digno de reis, ou de imperadores, soberanos que se encaixam melhor no contexto petropolitano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Almoço resolvido, partimos para a nossa expedição. Duas garrafas de água na bolsa, dois sanduíches, muita vontade e curiosidade e algum nível de irresponsabilidade já que, de fato, não tínhamos conversado com ninguém que tivesse subido a estrada, que conhecesse o caminho, que tivesse detalhes da trilha pra nos dar. Não sabiamos nem o tamanho do caminho e nem o tempo que levaríamos. Fui preparada psicologicamente para encarar algo como 7 horas de caminhada! Chegamos no início da estrada às 11:50 da manhã, sol a pino, pedras seculares à nossa frente e uma subida bastante íngrime que começava a se descortinar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://static.flickr.com/26/42125099_fd2f24d937_b.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://static.flickr.com/26/42125099_fd2f24d937_b.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Poucos minutos depois do início da aventura, tivemos a sorte de conhecer Antônio, um cara de seus cinqüenta e tal, físico invejável, e que foi nascido e criado em Raiz da Serra (nome original de Vila Inhomirim). Ele conhece a estrada a vida inteira, sobe sempre pra Petrópolis por lá e se ofereceu pra nos acompanhar até um certo ponto. Eu, como boa e desconfiada carioca, com aquelas neuras da cidade grande, fiquei com os dois pés atrás, mas Tom (ainda bem que existe o Tom) é um cara mais light, que acredita na boa vontade alheia (e está totalmente certo nisso), achou a companhia providencial e aceitou de bom grado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Aceitar a companhia de Antônio foi uma atitude sensata e inteligente. A estrada vai se fechando e sumindo no meio do mato poucos quilômetros a frente, tornando-se uma trilha de poucas pedras, encravada no meio de mata atlântica fechada, úmida e fresca. Vamos subindo beirando paredões de pedra de tirar o fôlego, com uma variedade e quantidade de árvores impressionante. Nosso guia veio mostrando uma infinidade de ervas medicinais, como arnica, que serve para pancadas e machucados, assa-peixe, usada no tratameto de bronquites e doenças respiratórias, azedinha, um trevinho que faz bem pra coração e circulação e que tem um sabor bem azedo e agradável, moranguinhos silvestres (confesso, como total urbanóide paranóica, tive medo de comer e morrer envenenada. Mas comi, são muito gostosos e nada tóxicos!), cipó-cravo, saião etc. Impressionante os seus conhecimentos, tanto em relação às ervas quanto à história da estrada ao longo dos anos. Nos contou sobre torturas e prisões feitas na mata no período recente da ditadura militar, prisões de bandidos, localização das senzalas nos idos do império, túmulos de escravos mortos durante a construção da estrada, além de lendas, como a de uma cobra de 14 metros de comprimento que devorou, sem mastigar, a filha, ainda criança, de um senhor que passeava pela mata e esse, encontrado-se desgostoso da vida pela morte da filha, foi de novo para a floresta e acabou devorado pela mesma cobra. Esse "monstro" teria sido capturado, morto e posteriormente fatiado em postas de cerca de 40 cm de diâmetro!! Não pude resistir e perguntei:&lt;br /&gt;- Mas o senhor chegou a ver a cobra ou alguém lhe contou a respeito?&lt;br /&gt;Ao que respondeu:&lt;br /&gt;- Eu vi!!&lt;br /&gt;Só me resta respeitar a história, desconfiar acreditando, já que seguro morreu de velho e de guarda-chuva. E, falando em cobras, Antônio nos previniu durante todo o percurso para ficarmos de olhos bem abertos, olhando para o chão e para os lados, afim de evitar encontros desagradáveis, doloridos e venenosos com esses seres, ao que dei a maior força. Picada de cobra era o tipo de coisa que estava fora dos meus planos, definitivamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O caminho tem três pontos cruciais que sem o guia teria ficado bem difícil e até um pouco perigoso.  São três bifurcações, em diferentes pontos da estrada, onde se perde a obviedade do caminho e pode-se pegar direções opostas às corretas. O primeiro ponto fica a cerca de 30 minutos do início da caminhada, onde a trilha se divide em dois, sendo realmente impossível escolher o sentido correto (seguir à direita) sem conhecer previamente o local. O segundo já é bem mais a frente, num ponto de caminho aberto, muito perto das encostas. Pegando-se a direção oposta a Petrópolis (o que fizemos conscientemente e com a orientação de Antônio), chegamos a uma pequena queda d`àgua, com uma série de poços de água gelada e cristalina, boa de beber e de tomar um bom banho revigorante. Nesse ponto temos as primeiras vistas realmente boas, antes escondidas pela mata fechada. É um lugar florido, com muito verde e pedras, muitas pedras. Paredões verticais quase oprimentes de tão grandes e fortes. Impressionante a beleza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;De volta à direção correta, rumo ao topo, vamos tendo acesso a vistas maravilhosas, onde além das montanhas, começamos mais e mais, conforme subimos, a vislumbrar a baixada e partes do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Depois de quase 2 horas de caminhada, chegamos ao terceiro ponto de bifurcação do caminho. É a chegada a uma estrada quase civilizada, já sendo possível a passagem de alguns veículos e onde, antigamente, passava o trem com destino a Petrópolis. Como nos foi relatado, o comboio era composto por uma pequena locomotiva movida a lenha que puxava dois vagões, relativamente leves, feitos de madeira e com bancos para transportar passageiros. Pudemos observar um pouco depois, em um parque já no alto de Petrópolis, no bairro chamado Alto da Serra (ponto mais alto de toda a travessia), que o trem contava com uma ajuda crucial de catracas no meio dos trilhos, que puxavam todo o conjunto de locomotiva e vagões. Sem isso seria virtualmente impossível subir, dada a verticalidade do terreno. Mas, mesmo com todo esse aparato, Antônio ainda nos contou sobre um acidente acontecido há, provavelmente, cerca de quarenta anos, quando a locomotiva não agüentou a subida e soltou os vagões, provocando um acidente de grandes proporções. Mas são coisas do passado. Ficaram apenas na memória de quem pôde desfrutar dessa subida romântica e bucólica, envolta em vistas espetaculares, na antiga e arcaica maria-fumaça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mais alguns minutos de caminhada e chegamos ao primeiro pontilhão, uma pequena ponte construída sobre um desfiladeiro para a passagem do trem. Nesse ponto já estamos dentro do município de Petrópolis e a uma grande altitude. As vistas, agora, são absurdas, podendo-se ver toda a já logínqua cidade do Rio de Janeiro. A visão é panorâmica, nomeando-se o Pão-de-açúcar, o Corcovado, o Pico da Tijuca, a Pedra da Gávea, além de quase toda a baixada Fluminense. Nunca tinha tido acesso a uma visão tão ampla da cidade assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Na seqüência, chegamos ao segundo pontilhão, mais largo e muito mais alto. Olhando pra baixo ê impossível não sentir aquele frio na barriga ao constatar que simplesmente não dá pra ver o fim do precipício. Essa segunda ponte é bastante antiga, feita toda de pedras e com estrutura em arcos, o que nos fez imaginar ter sido construída no mesmo período da estrada colonial. Nesse ponto a parada para fotos e admirar a paisagem é obrigatória, tanto para apreciar a beleza abundante como para meio que se despedir do ambiente mais selvagem. Começamos a avistar as primeiras casas e a entrar nos limites da cidade de Petrópolis, totalizando umas 3 horas de caminhada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Com a chegada à civiização, uma paradinha estratégica numa casa para tomar um sacolé e resfrescar a cabeça, é reconfortante. Sacolé, pra quem não conhece, é um sorvetinho feito em casa e congelado dentro de um pequeno saco plástico. A "técnica" de consumo é simples: corta-se a pontinha do saco com os dentes e vai-se chupando o líquido gelado e doce enquanto descongela. A variedade de sabores exposta no cartaz era grande, mas nós três optamos pelo tradicional chocolate. É verdade que estava um tanto aguado e com pouco gosto mas àquela altura do campeonato e a R$0,25 cada um, nos deliciamos e lambemos os beiços!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Com a chegada às estradas pavimentadas (não com asfalto ainda, mas de paralelepípedos), era hora de nos despedirmos do nosso guia e seguir até o centro de Petrópolis por nossa conta. Já não tínhamos mais o risco de nos perder, podendo nos informar com as placas e os vários transeuntes. Demos a Antônio uma pequena gorjeta ao que ele aceitou entre surpreso e feliz. Era claro que tinha nos ajudado de bom grado mas que também seria um dinheiro bem vindo. Grande cara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Seguimos subindo as ruas íngremes e curvas da cidade, rumo ao centro, nosso objetivo final. Como fizemos todo o caminho praticamente sem paradas, sentamos durante alguns minutos na mureta da estrada e ficamos ali felizes, sol no rosto, ventinho gelado, vista espetacular, pernas cansadas e sensação de vitória no coração. Mais uma hora e estávamos já sentados num restaurante, Tom se deliciando com um enorme sundae de morango e eu, mais modesta e curando um enjôo ocasionado pelo esforço físico, bebendo um suco de abacaxi. Merecíamos o descanso e a regalia. Fomos, claro, recompensados durate todo o percurso com vistas maravilhosas, natureza deslumbrante, cachoeiras e histórias. Mas o corpo precisava agora de um carinho e foi com felicidade que sentei na poltrona do ônibus com ar condicionado rumo à Rodoviária Novo Rio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;Dicas e anotações&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O trem da Central do Brasil até Vila Inhomirim leva aproximadamente 2:30 h para chegar lá e custa R$1,80. A integração com o metrô custa R$3,30, sendo bastante prático e mais barato utilizar o meio de transporte ferroviário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O prato feito na Pensão da Vovó Dui custa a bagatela de R$3,50 e pode-se perfeitamente dividir por duas pessoas. No prato de comida mineira você pode degustar arroz, feijão, couve à mineira, lingüiça acebolada, banana à milanesa, torresmo e ovo cozido. A garrafa de soda limonada Convenção de 600 ml custa R$0,50, o almoço para cada um sai por R$2,00!!&lt;br /&gt;A Pensão da Vovó Dui fica na R. Fábrica de Papel, nº 7, Vila Inhomirim (Raiz da Serra). O telefone é 3666 5151. Imperdível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Um guia pode ser muito útil na subida, já que existem pontos de bifurcação na estrada onde é bem possível se perder. Nosso guia foi o Antônio que, curiosamente, também é conhecido como Guilherme na região. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não deixe de levar barrinhas energéticas e bebidas isotônicas. Mesmo a travessia não tendo um grau de dificuldade tão alto, o gasto energético e a perda de líquido é bastante grande devido a verticalidade do terreno. Por experiência própria, é muito possível ficar desidratada, situação perigosa e nada agradável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O saquinho de sacolé vendido em uma das primeiras casas a esquerda depois do segundo pontilhão, custa apenas R$0,25. A variedade de sabores no "menu" é grande encntrando-se doce de leite, leite condensado, abacate, abacaxi, manga, chocolate, etc. No dia da travessia nem todos os sabores estavam disponíveis. É bem verdade que não se trata do melhor sacolé do mundo, mas depois da travessia algo doce e gelado, e com preço tão bom, vem bem a calhar. Recomendo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os ônibus que saem da rodoviária de Petrópolis com destino à rodoviária Novo Rio no centro do Rio de Janeiro, têm partida de 30 em 30 minutos. A passagem varia de mais ou menos R$11,00 a R$12,50, essa última a do ônibus com ar condicionado. Investimento super válido e reconfortante, depois de 4 horas initerrúptas de caminhada. Obrigatório.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112649285458977190?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112649285458977190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112649285458977190&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112649285458977190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112649285458977190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/09/estrada-colonial-de-vila-inhomirim.html' title='estrada colonial - de vila inhomirim a petrópolis'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112593579727681688</id><published>2005-09-05T07:23:00.000-07:00</published><updated>2005-09-05T08:57:29.520-07:00</updated><title type='text'>liberaçao feminina &amp; lava-roupas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sou uma eterna pesquisadora dos costumes e da alma humana. Quando se trata da feminina, mais ainda, já que, além da minha natural curiosidade em relação a vida alheia, sou um autêntico exemplar dessa espécie (mulheres) e a mim interessa absolutamente tudo que possa jogar um pouco de luz na minha existência, tudo o que possa fazer minha vida mais confortável e inteligível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pois bem, tendo esse tipo de objetivo em mente, andei batendo um papinho com vovó, desses que bato sempre. Minha avó é uma das fontes de conhecimento e pesquisa que mais gosto de utilizar porque está sempre bastante acessível a mim, sendo representante, ao mesmo tempo, de uma realidade distante e quase fantasiosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Minha avó é viúva há mais de 20 anos. Nunca mais teve nenhum outro homem, o que causa indiscutível estranhamento para as mulheres da minha geração. Mas há uns 2 ou 3 anos houve um pretendente. Eles conversaram por telefone, almoçaram juntos, ficaram amigos, mas nada além disso. Isso me deixou muito intrigada, já que era um senhor respeitável, inteligente, bem apessoado. Enfim, um bom partido. Quis investigar, lógico, os motivos dela. O que a levou a não querer?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Depois de alguns esclarecimentos, pude começar a entender a lógica dessa avó e de boa parte de mulheres da geração dela. O namoro não foi adiante simplesmente porque estava chegando a hora inevitável do sexo. Ela sabia disso. Ele sabia disso. Mas ela só aceita o sexo se houver casamento. Veja bem, isso em relação a ela. Não faz diferença se eu tenho sexo fora de uma relação de casamento. Pra ela, porém, isso é simplesmente impensável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Passamos então para uma segunda parte de investigações e perguntas. Ele era, afinal, um "cafajeste"? Não queria nada sério? Não queria casar, era isso? Negativo. Queria sim. Queria uma amiga, investir num relacionamento estável e de companheirismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Aí deu um nó. Ué, ela queria ou não queria algo sério? Queria ou não sexo com comprometimento? Na verdade, o que ela não queria era justamente o comprometimento. Nada de viver junto. Nada de ter que se adaptar aos roncos novos. Nada de novas velhas manias. Nada de perder a individualidade. E, o mais importante de tudo, NADA DE LAVAR CUECAS.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Chegamos então ao cerne da questão, ao ponto principal: na geração dela sexo = lavar cuecas. "Compra-se" o direito ao prazer com a lavagem periódica das roupas de baixo do parceiro em questão. Pra pagar o pecado, ralam-se os dedos. Como ela NÃO QUER lavar cuecas, não pode se dar ao direito ao sexo. Abre mão de sentir simplesmente pra não sofrer. Como o prazer acaba sempre tendo um ar de coisa roubada, de coisa que não é de direito, a escolha é fácil e parece óbvia. Passa-se batida por uma outra possibilidade, a de ter prazer SEM lavar cuecas, porque isso seria acreditar no DIREITO ao prazer, que as mulheres antigamente não tinham. Quando muito, possuiam um contrato de concessão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Acho que o movimento feminista, o movimento de liberação feminina, de reconhecimento de direitos e desejos, acaba tendo uma íntima ligação com o aparecimento das máquinas de lavar roupas mais modernas. Quanto menos tempo as mulheres passaram a destinar à lavagem de roupas íntimas de seus parceiros/maridos, mais tempo passaram a ter para si e para a descoberta de que sim, podem e devem ter prazer. Com esse desenvolvimento e modernização das lavadouras, olha que coisa, até homens podem lavar suas próprias cuecas, economizando um tempo precioso e importante para o relacionamento a dois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Devemos muito ao inventor da máquina de lavar-roupa, pela possibilidade atual de sermos independentes, donas dos nossos desejos, senhoras dos nossos sexos e dos nossos destinos. Devemos brindar aos botões, ao sabão em pó, ao amaciante de roupas, às mãos suaves e macias, aos relacionametos por amor e não por conveniência. E nunca nos esquecermos de quem veio antes de nós, daquelas que cresceram em outra realidade, acreditaram no que lhes foi dito e que, hoje, simplesmente não podem se livrar das cuecas e obrigações, reais ou imaginárias, opressivas e dominadoras.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112593579727681688?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112593579727681688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112593579727681688&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112593579727681688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112593579727681688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/09/liberaao-feminina-lava-roupas.html' title='liberaçao feminina &amp; lava-roupas'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112592967808827256</id><published>2005-09-05T07:07:00.000-07:00</published><updated>2005-09-05T07:15:15.333-07:00</updated><title type='text'>quatro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quatro dias e contando. Contando o desespero. Contando a vontade louca de fumar. Contando quantas vezes já subi pelas paredes. Contando quanto tempo será que vou resistir à tentação. Contando dias, horas, minutos. Contando pra todo mundo que ser viciada é uma merdaaaaaaaaaaaaaaaaa!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112592967808827256?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112592967808827256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112592967808827256&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112592967808827256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112592967808827256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/09/quatro.html' title='quatro'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112592912500399187</id><published>2005-09-05T06:49:00.000-07:00</published><updated>2005-09-05T07:05:25.023-07:00</updated><title type='text'>****</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Hoje, todos os pássaros podiam morrer. Todos os cantos calarem. Asas queimadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Hoje, nehuma lagarta pode virar borboleta. Todas presas nos casulos, sufocadas, sem luz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Que todos os peixes fritem solenemente nas águas ferventes dos oceanos do mundo. Calotas derretidas, cidades submersas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nenhuma lágrima pode cair pela face triste. Nenhum sorriso pode iluminar bocas e olhos. Nenhuma palavra traz alento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nada pode importar. Nem a vida, nem a morte. Nem o prazer, nem a dor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Violência. Corpo violentado. Alma violentada. Sentimento despedaçado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Que as nuvens caiam impiedosamente em forma de chuva. De vendaval.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Que a água limpe os pecados, leve embora mágoas, essas águas sujas que corroem, corroem, corroem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Hoje, todos os pássaros podiam morrer. Bolas de fogo se debatendo pelo céu. Fênix, talvez. Talvez mortais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Silêncio. Parem de cantar, parem de falar. Respeitem meu silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Calem os murmúrios. Calem as críticas. Calem as acusações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Façam calar essa voz interna acusativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Baixem o indicador que aponta e sangra feridas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Que a existência deixe de ser de dor. Que a morte importe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Abram gaiolas, ignorem proibições, soltem amarras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Flutuem. Voem. Nadem. E me escondam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112592912500399187?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112592912500399187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112592912500399187&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112592912500399187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112592912500399187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/09/blog-post.html' title='****'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112585446552040925</id><published>2005-09-04T10:17:00.000-07:00</published><updated>2005-09-04T10:21:05.520-07:00</updated><title type='text'>nota 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ontem foi aniversário de minha mãe. Fomos ao concerto no Municipal e depois para CDM. Lá rolou bolo e cachorro-quente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mamãe está feliz da vida com essa minha "fase" natureba e sem nicotina. É claro que ela tá gostando muito mais porque tô aqui em Botafogo. Se estivesse por lá já sei que estaria com ânsias de me bater por causa do meu (terrível) mau-humor. Mas vale a (boa) intenção dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112585446552040925?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112585446552040925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112585446552040925&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112585446552040925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112585446552040925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/09/nota-2.html' title='nota 2'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112585417964599264</id><published>2005-09-04T10:14:00.000-07:00</published><updated>2005-09-04T10:16:19.646-07:00</updated><title type='text'>nota 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não estou prenhe, buchuda, pãozinho no forno, grávida não... como eu disse, era só uma neura. Normalíssimo em se tratando de neuras e de mim. Taí duas coisas que caminham de mãos-dadas, eu e minhas neuroses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112585417964599264?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112585417964599264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112585417964599264&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112585417964599264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112585417964599264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/09/nota-1.html' title='nota 1'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112584935362939599</id><published>2005-09-04T08:29:00.000-07:00</published><updated>2005-09-04T10:29:24.966-07:00</updated><title type='text'>cigarros, cigarettes, cigarrillos...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Três dias. Isso. Três dias sem fumar. Ok, sendo batante honesta, dois dias e algumas horas, mas a sensação é de que estou há anos sem sentir aquela fumacinha gostosa, enchendo pulmões e cérebro de nicotina. Ai que saudade eu tenho da Bahia e do Marlboro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Começou que eu andei doente. Febre, tosse, garganta doendo, dificuldade em respirar. Depois rolou uma neura de menstruação atrasada (e pensar que houve um tempo em que eu nem pensava se tava no dia certo ou não, sabe como é, dedos não oferecem risco de gravidez a ninguém), vem ou não vem? Será que tô grávida, buchuda, prenhe, com pãozinho no forno? Bem, misture a isso tudo uma boa dose (1,80m, mais precisamente) de namorado não fumante, gringo, doido e tão TOC quanto eu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A conclusão é óbvia: pressão total pra parar de fumar. Enquanto eu não tava conseguindo respirar, e pior, não tava conseguindo falar (porque posso até não respirar, mas deixar de me comunicar é a morte mesmo) eu concordei, né? Não tinha forças pra levar o cigarro à boca e, muito menos, o isqueiro até o cigarro. Mas o vício é implacável, delicioso, prazeroso, irresistível e completamente desesperador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tive uma crise, no primeiro dia, durante a arrumação da cozinha. Tava lavando louças, tarefa por si só deprimente e emocionante. Pois, com mãos ensaboadas, esponja na direita, um garfo na esquerda, comecei a chorar. Compulsivamente. Tom, que endurece mas não perde a ternura jamais, veio ao meu encontro, me salvou de detergentes e gorduras e me tirou de dentro de casa. Na hora pensei, "meu herói", mas depois desconfiei fortemente que ele tentava salvar sua própria vida. Porque meu estado, reconheço, já beirava a psicopatia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Minha gente, nunca senti tanta energia acumulada como nesse dia sofrido e angustiante. Tínhamos que ir ao cento da cidade pra comprar ingressos no Municipal e Tom logo disse : " vamos a pé!". Eu fui, amarradona, tranqüila, só querendo esquecer que o maldito cigarro existia. Ou melhor, o que eu queria mesmo, era sentar com um maço recém aberto e fumar um por um, calmamente, saboreando cada tragada... ai ai. Mas nada de cigarros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Caminhei durante horas, subi ladeiras, escadas, andei de bonde, conheci duas inglesas perdidas na cidade maravilhosa (duas Bridget Jones), comprei um vestido de noiva em um brechó, por 20 reais, uns óculos incríveis na rua, por 3 reais, tomei suco de abacaxi com hortelã, sopa de aipim com camarão, torta de limão, coca light, litros de café. Tudo isso numa ânsia desesperada de aplacar essa necessidade física, inevitável, imperiosa de acender um cigarro. Não acendi, verdade seja dita, mas sofri. Tô sofrendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No sábado tive um síndrome de abstinência pra valer. Enjôo, dor de cabeça, tonteiras. Vontade de ficar na cama durante todo o dia. E uma vontade constante de matar alguém. Tom, com muito custo, conseguiu me tirar de casa. Resolvemos dar um pulo em Copa, na Siqueira Campos, fazer um programinha bem "designer de interiores" dando uma olhada em todos aqueles antiquários. Mas, eis que na ida, ao tentarmos atravessar uma rua rapidamete (como se fosse uma novidade atravessar rua correndo no Rio de Janeiro), Tom dá um jeito na batata da perna, acho que uma distenção, um estirameto ou sei lá o quê. Passou o resto do passeio mancando e arrastando a perna. E eu com vontade de vomitar. Inútil dizer que o rumo de casa foi achado bem cedo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em casa dormi, tentei relaxar, não vomitar, não matar, talvez comer, talvez respirar, relaxar, não xingar, não espancar. Confesso que fui por vezes irônica e agressiva com Tom, sacaneei a perna dele, fui bastante mal-humorada. Chata mesmo. Afinal ELE tá fazendo força pra eu não fumar, ELE me lembra a toda hora que é melhor pra minha saúde e ELE diz que eu sou FORTE e que VOU CONSEGUIR.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Essa é a parte que dá mais medo, afinal, pra quem me lê e me conhece não é de hoje, sabe que eu sou rabugenta, chata, exigente, obsessiva, mas forte não sou nadica de nada. E não sei se vou ser capaz de segurar essa onda de "não fumar" ou "nunca mais colocar um cigarro na boca". Ainda tô achando o cigarro gostosão, um companheiro, uma fonte de prazer. Na verdade sinto como se eu estivesse sendo privada de algo que me é de direito. Assim como tenho direito de comer, beber ou dormir, tenho o direito constitucional de fumar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não quero decepcionar ninguém. Não quero, tampouco, sofrer mais do que já tô. Sei que é um pensamento imediatista, parecem desculpas esfarrapadas mas, que diabos, e se eu morrer amanhã? Terei sofrido à toa. E pior, terei me privado de um prazer tão simples, tão barato, tão imediato, que acaba parecendo burrice parar de fumar por causa de um câncer imaginário, futuro e talvez inexistente. Um cancerzinho de nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tentarei não sucumbir à tentação. Talvez, depois de algum tempo, depois da readaptacão do cérebro a essa nova realidade da vida sem nicotina, eu tenha algum tipo de idéia com coerência politicamente correta. Talvez eu volte a dar importância a "não morrer de câncer". Talvez eu ache legal economizar não comprando cigarros. Talvez eu me sinta menos responsável pela destruição da camada de ozônio. Ou talvez eu fume 20 cigarros, um atrás do outro, pensando: "quanto tempo perdido em sofrimentos". Vá saber!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112584935362939599?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112584935362939599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112584935362939599&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112584935362939599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112584935362939599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/09/cigarros-cigarettes-cigarrillos.html' title='cigarros, cigarettes, cigarrillos...'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112549780500457263</id><published>2005-08-31T05:47:00.000-07:00</published><updated>2005-08-31T08:00:57.146-07:00</updated><title type='text'>armadilhas do léxico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sei que minha mente não é um poço de pensamentos puros e inocentes. Muito pelo contrário. Reconheço minha tendência natural ao duplo sentido, aos trocadilhos de baixo calão, às sacanagens assumidamente escrachadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas existem palavras nessa nossa língua com fonemas absurdamente indecentes. Como não ser automaticamente remetido a devaneios de teor sexual e surubístico?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pense no seguinte diálogo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Amorzinho, a gente tem divido tudo, né? Mas tem uma coisa que a gente não fez até hoje juntos e tô doido pra fazer contigo... acho que você adorar!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- hummm... já tô curiosa!! Fala, fala!! O que é?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Não se assuste... É serigüela... quero que você prove comigo serigüela... a gente pode fazer de várias formas diferentes, o que acha?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ai, me dá até água na boca... mas, assim, tô com medo...  e se eu não gostar? Lembra daquela vez que a gente fez taperebá em casa? Não foi uma boa experiência... fiquei com dor alguns dias...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ahhh, confia em mim... tudo bem que taperebá você não tenha gostado, mas ainda acho que você desistiu muito fácil, que é só uma questão de hábito, de ir se acostumando devagarinho... mas você preferiu logo mudar pra camu camu... você lembra que antigamente você também não curtia camu camu?? fui eu que fui te acostumando aos pouquinhos, com a maior paciência!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Você também me pressiona... essas coisa têm que ser assim com calma, por gosto, não por obrigação... fui eu que quis experimentar pau-rosa!! Você ficou de queixo caído quando eu disse que queria pau-rosa!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Foi mesmo... humm... nem me lembre!! aquela foi uma das melhores surpresas que você já me fez!! ai, vamos logo, vamos?? quem experimenta serigüela comigo nunca esquece e nem se arrepende...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ahhhhh!!!! Então quer dizer que eu não sou a primeira, né? Seu safado!! Aposto que você oferece serigüela a todas!! Vai tomar cupuaçu!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112549780500457263?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112549780500457263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112549780500457263&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112549780500457263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112549780500457263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/08/armadilhas-do-lxico.html' title='armadilhas do léxico'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112499873752116959</id><published>2005-08-25T11:54:00.000-07:00</published><updated>2006-07-29T10:48:12.183-07:00</updated><title type='text'>viagem de trem a vila inhomirim</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/1600/35755074_c2b52345b81.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/320/35755074_c2b52345b81.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sofro de um mal que acomete boa parte dos cariocas: o tédio cultural. É quando a gente acha que todas as nossas opções de bons programas acabaram. Estamos sempre com aquela sensação de "já vimos tudo o que tinha pra ver", "não tem nada pra fazer". E quando tem algo muito interessante geralmente esbarramos num problema comum à grande maioria do povo brasileiro: parcas e restritas possibilidades financeiras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas é possível o descobrimento de novas e criativas formas de divertimento, não só atenuando esse tédio, mas incrementando significativamente os nossos conhecimentos e o prazer. Tudo a preços módicos e viáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ajuda muito, para tais programas, ter um namorado gringo meio doido. Ele vai te dar a força necessária para encarar essas novas opções de lazer, vai sempre ter um mapa do estado, vai conhecer todas as linhas de trem, vai saber preço e horário de tudo. Só aviso que o namorado gringo em questão é pessoal e intransferível, logo cada qual que arrume o seu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Bem, com esse estado de espírito em mente, embarcamos no último sábado a uma jornada deliciosa, rumo Vila Inhomirim. O destino foi traçado na sexta-feira com uma breve visitada ao site da Supervia, a empresa responsável pelos trens do Rio de Janeiro. A linha escolhida foi a 5, com saída, lógico, da Central do Brasil, tendo Vila Inhomirim como estação final.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Zarpamos de Botafogo no final da manhã, pegando um metrô até a Central. Lá esperamos algo como 20 minutos e embarcamos no trem da dita linha. Esse trem passa por Bonsucesso, Olaria, Ramos, Penha, etc., e ainda Vigário Geral, Duque de Caxias, Gramacho e Campos Elíseos. Confesso que senti um certo frio na barriga ao saber do intinerário do mesmo já que em minha imaginação, povoada pelos fantasmas lidos e ouvidos nos noticiários, formavam-se imagens de um verdadeiro bang bang a céu aberto. Peço aos leitores que, por favor, perdoem esse preconceito e minhas idéias origialmente pré-concebidas, mas definitivamente a falta de conhecimento e informações reais, aliadas a todas as histórias contadas, me faziam ter delírios de grandes bandidos, pessoas mal-encaradas, lugares escuros e com aparência de grandes perigos. Qual o quê!! O trem seguiu recheado de trabalhadores, pessoas voltando para suas casas, muitos indo visitar amigos e familiares. É bem verdade que, fazendo turismo, nós parecíamos ser os únicos, mas nem por isso nos sentimos de alguma forma discriminados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Para quem não tem o hábito de andar de trem, a viagem vale por si só. Existe toda uma agitação, as pessoas conversam, reclamam, contam coisas, existe uma infinidade de ambulantes passando de vagão em vagão, numa feira movimentada onde se pode comprar de tudo um pouco: jujubas de iogurte (muito gostosas), paçoquinhas (a R$ 0,10 cada uma!), chocolates recheados, pilhas, coadores de café, envelopes pra cartas, lixas de unha, amendoins, pipocas doce - aquelas do saco cor-de-rosa (Pipocas Come Come, o sacão por R$ 0,50!!), água, cerveja, picolés coloridos, 10 pirulitos por 1 real... Enfim, não se tem um minuto de tédio na longa viagem que se segue.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O trem avança passando por lugares onde se vêem pessoas atravessando a linha do trem, crianças soltando pipas, andando de bicicleta, jogando bola, roupas estendidas em varais, cavalos pastando no matinho da beira dos trilhos. São lugares, na grande maioria, muito pobres mas que, contra as minha ignorantes expectativas iniciais, esbanjam uma vivacidade, uma aparência de alegria e tranqüilidade, que nos faz repensar a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O trem pego na Central do Brasil, elétrico, na verdade só vai até Saracuruna . Lá troca-se de trem, passando para um puxado a uma locomotiva a diesel, dando a sensação de pouco a pouco deixar a civilização moderna pra trás. O interessante é que esse trecho de Saracuruna - Vila Inhomirim - Saracuruna é grátis, mesmo que você não venha no trem pago. As estações que se seguem são todas abertas e qualquer pessoa pode entrar e sair do trem sem pagar nada por isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;À medida que fomos nos aproximando do nosso destino final, percebemos uma significativa mudança na paisagem e no clima. Vamos nos avizinhando das montanhas da região serrana do Rio (já deixamos a cidade do Rio de Janeiro pra trás há muito, estou falando já do estado do Rio), as casas começam a ficar mais esparsadas, tudo ganha um ar rural e a temperatura começa a ficar consideravelmente mais amena. Vale a pena prestar atenção às montanhas, sendo sempre possível descobrir uma ou outra grande queda d'água ao longe. Pode-se também admirar os homens-voadores descendo de parapente e pousando em campos vizinhos à linha do trem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/1600/35753845_7774fccffb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 173px; height: 248px;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/320/35753845_7774fccffb.jpg" border="0" height="263" width="187" /&gt;&lt;/a&gt;A chegada a Vila Inhomirim, que aconteceu mais ou menos 2 horas depois de nossa saída da Central do Brasil, é surpreendente. Ela é cercada pelas montanhas (o nome anterior era Raiz da Serra, por motivos óbvios, pois é no pé da serra que vai pra Petrópolis), pode-se ver uma típica igreja do interior (Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição), uma pontezinha colorida por cima de um rio amistoso e cheio de pedras e uma construção da antiga estação ferroviária. E, imagina, fica a apenas 17 km de Petrópolis. Pode-se chegar do centro da cidade do Rio até lá por apenas R$ 1,65, ou seja, o valor do bilhete de trem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Antes de qualquer andança e exploração, tivemos uma conversa com o maquinista e o segurança do trem, afim de nos certificármos do horário de saída do último comboio. Seria às 17:20, o que nos dava umas, ainda, 3 horas de passeios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A essa hora nossos estômagos, claro, já davam sinal de vida e ansiavam por algo consistente e palatável. Fizemos uma breve verificação do terreno, nada muito complicado, já que a localidade é bem pequena, possuindo uma única rua principal e poucas secundárias. Passamos por uns três botecos mas fomos atraídos por uma placa que dizia: Pensão da Vovó Dui. Caminhamos cerca de 500 metros, o suficiente pra chegar nesse lugar simples mas de aparência honesta, paredes impecavelmente brancas e preços extremamente convidativos, R$ 3,50 o prato feito, tendo várias possibilidades de combinações, como carne assada com purê de batatas, estrogonofe de frango, macarronada, etc. Optamos pela comida mineira e fomos surpreendidos por dois pratos enormes contendo arroz, feijão preto, lingüiça calabreza acebolada, um ovo cozido, couve à mineira, torresmo e banana frita à milanesa! Para beber pedimos refrigerante de limão Convenção. Total da conta: R$ 7,50! Isso mesmo, aposto que você ficou tão surpreso quanto eu! Fazendo as contas verifiquei estupefata que a garrafa de 600 ml de soda custava apenas R$ 0,50!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Essa pausa na Pensão da Vovó Dui foi boa pra conversármos com Monica, a cozinheira responsável pela comida farta e gostosa, e com Reinaldo, o dono do estabelecimento que nos forneceu informações preciosas sobre o local. Foi ele quem nos disse, por exemplo, que era possível pegar um ônibus ou uma kombi bem na esquina e subir a serra pra Petrópolis em aproximadamente 40 minutos. Foi dele também que ouvimos, maravilhados, sobre a existência de uma antiga estrada colonial, construída por escravos, por onde o imperador D. Pedro viajava de carruagem até sua cidade (Petrópolis = cidade de Pedro). A estrada continua intácta, com suas pedras polidas e irregulares originais, sendo possível fazer todo o caminho a pé (não dá pra subir de carro, máquinas muito modernas e frágeis pra dureza e irregularidade do terreno), subindo as montanhas pelo meio da mata atlântica. Algo que já ficou devidamente agendado, em nossos corações e almas, como uma expedição imperdível e obrigatória.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Como tínhamos algum tempo e Petrópolis tava ali do lado, não pudemos resistir. Pegamos um ônibus (R$ 3,00 a passagem até lá e R$ 1,50 até Meio da Serra, um povoado literalmente localizado no meio da serra que dá acesso à cidade) e subimos a serra velha, uma estrada antiga e estreita de paralelepipedo, com curvas tão fechadas que muitas vezes os carros precisavam parar para esperar o ônibus fazer alguma curva. Tudo beirando as encostas em paisagens que nos faziam perder o fôlego: grandes paredões de pedra, entremeados de uma mata abundante e fresca e uma vista do vale, com Vila Inhomirim e toda a Baixada Fluminense, cada vez mais distante e aberta, dando uma noção de amplitude impressionante. Não desgrudamos os olhos das janelas. E, conforme subíamos, a temperatura ia gradualmente caindo. Estávamos definitivamente na serra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Alcançamos o centro de Petrópolis aproximadamente 45 minutos depois. Nos informamos, na rodoviária, que o ônibus tinha uma regularidade de 20 em 20 minutos, o que nos dava relativamente pouco tempo, já que não podíamos perder o trem das 17:20. Saímos, então, para um passeio rápido pela rua principal, vimos o prédio dos Correios, o Teatro Municipal Grande Otelo, algumas estátuas, pessoas em charretes que relembram os idos do período imperial, ruas floridas, pontes coloridas e românticas. Uma pena o pouco tempo, pois Petrópolis é uma cidade para se curtir com calma, conhecer seus recantos, falar com as pessoas na rua. Mas tampouco poderíamos ter perdido essa oportunidade. Taí mais uma viagem obrigatória!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pegamos o ônibus de volta e chegamos em 25 minutos na estação de trem. A decida, claro, foi bastante mais rápida já que, como diz o ditado, "pra baixo todo santo ajuda e até o diabo empurra". Tivemos alguns minutos de folga antes da partida, o suficiente para irmos até o início da estrada colonial fazer um reconhecimento ao vivo e a cores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A volta até Saracuruna foi tranqüila e sonolenta, já que estávamos bastante cansados e a locomotiva puxava o trem de forma lenta e cadenciada. Em Saracuruna pagamos a passagem e embarcamos no trem elétrico de volta à Central do Brasil. Nesse trem viemos num vagão cheio de trabalhadores da Supervia que deixavam seus turnos de trabalho e voltavam para casa. Vinham brincando, conversando alto, fazendo piadas. Um vendedor ambulante, aparentemente folclórico e conhecido de todos, que passa e grita com as pessoas que estão dormindo, foi recebido por um coral dos mesmos trabalhadores onde seu grito era imitado. Fizeram isso tantas vezes o vendedor passou pelo vagão, ou seja, pelo menos umas quatro! Isso nos arrancou gargalhadas. Segundo meu doido e gringo namorado, algo assim só acontece no Brasil. As pessoas no trem sorrindo, falando umas com as outras, uma agitação gostosa, quente, viva. Coisas de Brasil. Coisas de Rio de Janeiro. Ô, coisa boa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;dicas e comentários&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Indo da Zona Sul do Rio pode-se pegar a integração metrô-trem pagando R$ 3,30 para a ida e mais R$ 3,30 para a volta. O ônibus para Petrópolis partindo de Vila Inhomirim sai a R$ 3,00 pra ir e mais o mesmo valor pra voltar. Toda a viagem sai por apenas R$ 12,60!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O trajeto todo até Petrópolis, indo por Vila Inhomirim, demora em média 3 horas. Se você estiver com pressa talvez seja realmente melhor pegar o ônibus na Rodoviária Novo Rio e chegar lá em aproximadamente 1 hora de viagem. Mas paga-se umas 3 vezes mais e desperdiça-se toda uma aventura e descoberta, além das pouco conhecidas paisagens desse lado da serra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Você pode encontrar uma variedade enorme de lojas de confecções, com grande variedade e preços imbatíveis.Tudo na rua Teresa, no centro de Petrópolis. Visita obrigatória!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O almoço na Pensão da Vovó Dui é honesto e barato. Como disse, a porção é bem servida e o prato sai por R$ 3,50. Dependendo dos comensais, um prato pode ser dividido bastante bem por duas pessoas. Além disso, fizemos uma visita à cozinha. É simples, funcional e bastante limpa. Aprovada. O refrigerante de 600 ml sai por R$ 0,50. Existe um sabor, que infelizmente estava em falta no dia, de Tubaína. Vale a penaa ousadia de provar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Atente para os nomes inusitados de algumas estações por onde o trem passa: Campos Elíseos, Manoel Belo, Jardim Primavera, Parada Angélica... são ou não são românticos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não deixe de experimentar as jujubas de iogurte vendidas pelos ambulantes no trem. São 4 saquinhos por 1 real e têm mesmo gosto de iogurte!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Fiquei intrigada com o significado de "Inhomirim" e acabei formulando uma teoria que me pareceu muito interessante e coerente: &lt;em&gt;inho &lt;/em&gt;seria uma corruptela de senhor, sinhô, e &lt;em&gt;mirim &lt;/em&gt;seria isso mesmo, mirim, pequeno. Ou seja, &lt;em&gt;senhor pequeno&lt;/em&gt;. Naturalmente fui remetida ao imperador D. Pedro II que foi coroado ainda na infância. Como não poderia deixar de ser, fui pesquisar a morfologia da palavra, dando uma olhadela nos prefixos e sufixos indígenas. Para minha completa decepção, estava redondamente enganada. Inhomirim significa &lt;em&gt;campinho, campo pequeno.&lt;/em&gt; Gostei mais da minha dedução, claro. Parecia tão lógica e romântica! Mas não poderia deixar de documentar a verdade. Fica a cargo do leitor, então, escolher o significado que melhor lhe convier.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112499873752116959?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112499873752116959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112499873752116959&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112499873752116959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112499873752116959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/08/viagem-de-trem-vila-inhomirim.html' title='viagem de trem a vila inhomirim'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112413689612234432</id><published>2005-08-15T12:39:00.000-07:00</published><updated>2005-08-15T18:42:12.026-07:00</updated><title type='text'>ida a madureira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fazia tempo que eu não andava pelos idos de Madureira. Na verdade tem mais ou menos um ano que eu não pisava por aquelas terras, nem por motivos profissionais e muito menos pessoais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nessa sexta, ao perguntar a Tom sobre seus planos para o sábado, recebi o convite: vamos a Madureira??&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu fui, claro. Ele pegou o metrô em Botafogo, foi até a Central do Brasil e de lá se enfiou num trem com destino a Deodoro. Eu, pelo meu lado, me meti numa super kombi em direção a Estação de Trem de Madureira, saída dos confins de Jacarepaguá (daquela área intermediária em que vivo, entre Barra, Recreio e Vargem Pequena e que, carinhosamente, apelidamos de CDM, ficando a cargo da imaginação alheia descobrir o significado).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nos encontramos no terminal rodoviário em frente à estação, primeiro ao som quente do forró, depois ao som balanceado do hip hop.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para quem conhece e não vai há muito (como eu que já, inclusive, estudei em Madureira) ou para quem ainda não conhece, o programa é imperdível!! A estação está mais bonita, com uma rampa bem legal, adornada com azulejos coloridos, possibilitando uma alternativa de acesso aos dois lados da linha do trem mais confortável do que as antigas, gastas e escorregadias escadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O lado "de lá" é sem dúvida o que interessa. Deixando claro, falo do lado do "Mercado Popular de Madureira" ou, em outras palavras, do lado do camelódromo, não o do Tem Tudo (centro comercial paleolítico, precursor dos shoppings, onde tomei vários sundaes de morango no Bob's, nos idos da minha infância suburbana e feliz). Caminhando pelas calçadas, você tem uma infinidade de lojas, ambulantes, transeuntes, pessoas falando em alto-falantes, ofertas de absolutamente tudo, controles remotos universais, pilhas, calças jeans, sapatos, guarda-chuvas, poções mágicas, ervas emagrecedoras, fantasias eróticas... é uma festa pros olhos e para o nosso, facilmente despertável, desejo consumidor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Continuando no terreno "consumo", prepare-se: pode ser um choque total para alguém que tem andado nos grandes shoppings e lojas de grife há muito tempo. Os preços são absurdamente baixos e atraentes. Está claro que a moda não é a mesma da zona sul mas, por isso mesmo, acaba ganhando ares de exclusividade. Pode-se comprar calças jeans 10 vezes mais baratas, com um estilo totalmente street e urbano. E é claro que com um preço tão baixo, nos adaptamos facilmente ao novo look!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As lojas de lingerie, endumentária casamenteira, de utilidades domésticas, cama mesa e banho e roupas de jeans, são campeãs absolutas tanto na variedade de produtos e na quantidade de lojas, quanto na preferência dos consumidores. Mas é sempre bom lembrar que uma boa dose de paciência e um espírito aventureiro podem ser necessários se você resolver comprar e experimentar alguma coisa, por exemplo. A fila, até chegar ao provador, pode despertar aquele ser rabugento, mimado, intolerante, insuportável, um verdadeiro Ogro que vive nas entranhas da sua alma. Se isso ameaçar acontecer, respire fundo, antes que seja incontrolável, e pense: eu não estou com pressa!! Tenho todo o tempo do mundo!! Verá que o resultado pode ser libertador e extremamente compensador na hora de passar no caixa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois desse conhecimento do comércio de rua oficial do bairro, partimos até a quadra da Portela. Apesar de estar fechada, sem nenhuma programação, usei o argumeto infalível de que Tom é gringo, não conhecia a escola, veio a Madureira com esse intuito... tivemos a colher-de-chá, então, de entrar e fotografar à vontade.  Saimos de lá encantados. Eu com meu encantamento renovado. Tom totalmente contaminado. É portelense desde pequenininho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois da Portela o caminho natural e óbvio é rumar para o Mercadão de Madureira. Um mercado "indoor" com ares de feira, onde pode-se achar um aviário (um lugar onde vende-se galinhas e coelhos que são abatidos na hora), uma loja de bugigangas chinesas, um restaurante mineiro com um cheirinho apetitoso, uma loja de tudo - absolutamente tudo - para festas, tendo ao lado a maior loja de artigos religiosos que já vi. Claro que, relembrando o antigo incêndio, depois que o Mercadão original foi quase totalmenete queimado, houve uma significativa mudança e melhora em suas instalações, podendo-se usufruir de ar condicionado, escadas rolantes e uma aparência mais limpa e organizada. Mas, talvez seja um grande e absurdo saudosismo, acabou perdendo muito do seu charme popular. Tom, porém, sentenciou: esse é mais um endereço obrigatório pra trazer os gringos turistas de visita à cidade maravilhosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Saimos do Mercadão pela Avenida Edgar Romero e demos de frente a uma rua transversal que descortinava, ao longe, uma grande escadaria. No fim da escadaria uma igreja. O instinto alpinista de Tom foi imediatamente atiçado mas como seguro morreu de velho e de guarda-chuva, e a escadaria passava inapelavelmente pelo meio de uma favela com aparência nada amistosa, fui enfática: aí não dá pra subir! Como minha fama de medrosa corre mundo e entre nós não poderia ser diferente, Tom resolveu tirar a prova dos nove perguntando a um bicheiro na esquina se era seguro subir o morro. A resposta foi interessante: se vocês querem ir a uma igreja, vão nessa aqui de baixo, a lá de cima não vale a pena... nunca se sabe se sai vivo ou morto! Acatamos ambos o bom conselho do senhor contraventor e nos limitamos a subir timidamente a rua. O suficiente para "descobrir" uma outra loja de macumba. Tinham coisas muito interessantes, santos, desenhos na parede, esteiras, entidades em tamanho natural. Acabamos tomando um café com a dona depois de um bom papo, algumas fotos e a compra de uma Nossa Senhora da Conceição e uma Iemanjá, ambas de cerca de 70 cm de altura e de preços inacreditáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Viemos embora, santas nos braços (pesadas, aliás), pegando um ônibus até Irajá e o metrô de Irajá até Botafogo. Ficou um gostinho de quero mais. Quero mais Portela. Quero mais preços baixos. Quero mais povo aberto e caloroso. Quero mais conversa na fila do provador. Quero sempre mais desse Rio de Janeiro de várias facetas, vários mundos. Meio esquisofrênico, meio poeta, meio louco. Totalmente apaixonante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;algumas dicas básicas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Atente para a possibilidade de se comprar uma calcinha por R$ 0,60!! Pode-se usar uma calcinha nova por dia, sem repetir, durante um mês inteiro, jogar todas fora, descartáveis, pela bagatela de R$18,00!! É ou não um sonho?? A loja fica na estrada do Portela se não me engano, mas não é única. Pesquise!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Indo da zona sul, pode-se pegar o metrô até a Central e depois o trem para Deodoro. A possibilidade de ir de metrô até Irajá e depois se pegar mais 5 minutos de ônibus até Madureira também é boa. Da Barra existem ônibus e kombis direto, todos passando pelo Barrashopping. De Jacarepaguá (ou CDM) também se tem as duas possibilidades de transporte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pode-se tomar um açaí com granola, uma boa porção de pães de queijo mais um suco de abacaxi feito na hora por apenas R$6,00. Tudo na lojinha de sucos da esquina da R. Dagmar da Fonseca com Est. do Portela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma MICRO saia jeans, que te deixa a mais gostosa do bairro pode ser comprada por apenas 18 reais. Acredite, o resultado levanta a moral de qualquer cristã. Ou cristão. Aprovadíssima!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Portela começa no próximo mês, ainda que timidamente segundo me foi informado, os ensaios para o carnaval 2006. No próximo dia 03/09 (primeiro sábado de setembro) tem feijoada na quadra, com velha guarda e bateria da escola no palco. Vale e muito!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para se ir da Est. do Portela para o Mercadão de Madureira, tem-se que passar pelo meio da linha do trem. Isso mesmo, pelo meio, pulando os trilhos. Isso por si só já seria uma aventura, mas antes de chegar à linha, passa-se por uma feirinha interessante. O destaque fica por conta dos verdadeiros artistas que estampam camisetas na hora. Desenham, personalizam, colocam nomes e dizeres, de acordo com a vontade do freguês. A camiseta já pronta sai por R$10,00. A feita na hora, com exclusividade, por R$15,00.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não se pode fotografar dentro do Mercadão sem autorização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não se deve subir o Morro de São José se você tem amor à vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você pode ter uma Iemanjá e uma Nossa Senhora da Conceição, de aprox. 70 cm de altura cada uma, te protegendo, na sala da sua casa (como estão aqui) por R$18,00 cada uma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Corre-se sempre o risco de divertidamente ser abordado, enquanto tenta tirar uma foto, com a seguinte fala: TIRA UMA FOTO MINHA!! SOU MUITO MAIS BONITA DO QUE ISSO AÍ!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112413689612234432?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112413689612234432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112413689612234432&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112413689612234432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112413689612234432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/08/ida-madureira.html' title='ida a madureira'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112377581016177470</id><published>2005-08-11T08:04:00.000-07:00</published><updated>2005-08-11T08:59:05.773-07:00</updated><title type='text'>escavações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O som da flauta,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;o cristo de braços abertos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;a luminosidade aconchegante do dia nublado,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;o cheiro da noite impregnado na memória,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;o despertar com aroma de café.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esperanças renovadas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;a vida fluindo numa corrente tranqüila,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;água por entre as pedras,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;elos flexíveis colocados, recolocados,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;a corrente crescendo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;esticando, sem cadeados e fechaduras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Decobrimento de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Escavações paleolíticas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;fragmentos de cartas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;estilhaços de medos e pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quebra-cabeça da alma, encaixes moldáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Figuras que se formam,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;vontades que tomam corpo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e tomam coração,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e tomam razão,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e tomam força.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vida seguindo o fluxo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;as barragens explodidas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;a enchente de dissabores baixando, baixando, baixando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A expectativa é casca de bananas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;a paciência é ouro,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e o amor, ah o amor,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;esse é salvação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112377581016177470?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112377581016177470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112377581016177470&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112377581016177470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112377581016177470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/08/escavaes.html' title='escavações'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112362260730307205</id><published>2005-08-09T13:52:00.000-07:00</published><updated>2005-08-09T14:30:21.386-07:00</updated><title type='text'>pausa na alegria</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/1600/VM0161.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/200/VM016.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vida nos prega peças o tempo todo. Sempre sou pega de surpresa por alguns fatos, por acontecimentos, por notícias. É assim. E sei que não é só comigo. Nunca podemos ter certeza de nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Bem, na verdade temos uma certeza irrefutável. Apenas uma. E essa é uma certeza absoluta, imutável, inegável. Todos sabemos que a morte um dia chega, um dia acontece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O curioso é justamente isso. O engraçado (não engraçado de provocar frouxo de risos, claro) é que sabemos disso assim que começamos a ter uma consciência da vida, assim que perdemos o nosso primeiro cachorrinho de estimação, assim que perdemos o avô querido. E no entanto continuamos a nos surpreender, chocados, quando ela aparece, certeira e implacável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Foi assim hoje comigo. Recebi um telefonema e ouvi, estupefata, que um grande amigo, queridíssimo, alegre, jovem, bonito e inteligente, morreu. E rápido. Sem grandes explicações. Assim como nasceu um dia, parou de respirar hoje. Ponto final.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Me faz refletir na fragilidade da vida. Em como perdemos tempo com objetivos fúteis, com sentimentos mesquinhos, com preocupações que não passam disso mesmo, pré ocupações de nossos cérebros e corações. Afinal, como disse antes, não podemos realmente prever o próximo evento, certo? Podemos saber o que tem depois da próxima esquina? Não dá. Não sabemos. Não podemos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ele viveu. Sei que viveu. Casou, teve uma esposa que amava, comemorou o aniversário dela no último sábado, era um bom filho, irmão e amigo. Afinal, mesmo tendo uma existência curta, fica a certeza de que fez o seu melhor. Foi feliz o tanto que pode.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Fica sim um sentimento triste e pesado. Fica a tristeza de quem fica, a saudade doendo no peito de todos. Mas fica também uma lição. Lição essa que caiu como uma luva pra mim: viver o presente, fazer o melhor de si, com carinho, com amor, sem grandes cobranças. Aproveitar o que a vida tem de melhor, descartar os sentimentos angustiantes, as culpas, amenizar as dores. Ser feliz por ser. Respirar, olhar o céu, amar. Afinal, com tantas incertezas e sendo a morte a única certeza absoluta, toda a vida que se tiver é lucro. E se for uma vida feliz, tanto melhor. É a sorte grande.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112362260730307205?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112362260730307205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112362260730307205&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112362260730307205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112362260730307205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/08/pausa-na-alegria.html' title='pausa na alegria'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112309692225063273</id><published>2005-08-01T09:52:00.000-07:00</published><updated>2005-08-03T12:22:53.913-07:00</updated><title type='text'>sexta no morro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Antes de voltar a falar do meu Brasil varonil, mais especificamente da minha adorável cidade, abro um parêntese de meias desculpas e de reconhecimento da minha possível chatice exaltando tantas e tantas vezes o Rio de Janeiro, nesse repentino furor apaixonado que me encontro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sei que ando parecendo uma fanática religiosa, daquelas que acabaram de abraçar uma nova crença e se jogam de cabeça na tarefa imperiosa de catequizar os não crentes. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas diante de acontecimentos deliciosos, como os dessa última sexta-feira, sinto-me justificada e com a obrigação inadiável do registro dos fatos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Mesmo tendo nascido e vivido aqui minha vida inteira, sendo uma autêntica carioca da gema, ainda sou pega de surpresa, bofetada na cara, por alguns exemplos da simplicidade, simpatia e acolhimento desse povo. Para quem não sabe, Tom (o responsável direto pela minha confissão de uns dois posts atrás), vive no pé do Dona Marta. Toca chorinho com um grupo da área, conhece a favela e é figurinha fácil nas redondezas. Pois bem, surgiu por seu intermédio o convite inusitado dessa sexta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;- Você já conhece o Dona Marta? Vamos até a entrada da favela?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Eu, ligeiramente assustada com a proposta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;- Agora à noite?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;- Why not?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;- Tá bem, vamos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;E fomos. Subimos pouco a ladeira, apenas o suficiente pra chegar na primeira escadaria de acesso à comunidade. Dali pode-se avistar um primeiro pátio, já algumas casas/barracos e o Bar do Kaká, ainda fechado, mas já com data marcada para a inauguração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Ficamos por alguns intantes parados, observando os arredores e tecendo alguns comentários, numa típica atitude turística. Mas foram instantes fugazes e velozes. Rapidamente fomos abordados por uma mulher que subia as escadas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;- Oi, posso ajudar? Vocês tão procurando alguém? Querem ir a algum lugar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Tom respondeu no seu fluente e gringo português:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;- Estava mostrando a favela a ela que ainda não conhece. Toquei com o Rodrigo Simões que é daqui da comunidade, você conhece?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Ela falando conosco e com um rapaz moreno que descia as escadas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;- Rodrigo...? Não sei quem é... ô Kaká, você conhece o Rodrigo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Kaká é o mesmo do Bar do Kaká. Um rapaz de 23 anos, dois filhos e mais um na barriga, que atende pelo nome de batismo de Cassiano, e pela alcunha óbvia de Kaká. Impressionantemente gente boa, já chegou se apresentando, conversando e nos convidando:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;- Oi, eu sou o Kaká ali daquele bar. Rodrigo, hummm talvez eu saiba quem é sim. Mas vocês estão querendo falar com ele? Eu tô descendo pra um barzinho do meu pai logo ali embaixo pra comer uma carne de sol com aipim, a melhor do mundo! E tomar uma cerveja, vamos lá?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Eu até então estava calada e participando passivamente de todas as conversações. Como tenho essas características pouco brasileiras de cabelos, pele e olhos muito claros, ele me perguntou:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;- Você é de onde?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Eu:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;- De Jacarepaguá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;- Mas assim de que país?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;- Ué, Brasil! Sou carioca, pô!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;O que arrancou uma gargalhada dele e a expressão : "e eu gastando o meu inglês aqui!".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Acompanhamos o Kaká. Sentamos numa mesa de metal na beirada da rua, com várias outras pessoas da área. Todos amigos dele. Conhecemos Celo e Márcio (irmãos), Sofia (a segunda esposa de Kaká, com uma barriga já saliente de gravidez), Pica-pau, Francisco (empregado do bar), Seu João (pai do Kaká), Caetano (um cara de camisa do flamengo, apelidado de Gringo por causa dos incomuns olhos azuis) e Cassiane. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Cassiane merece um comentário à parte. É a filhinha de 4 anos de Kaká (o nome não é mera coincidência - Cassiane e Cassiano), linda, de cabelos cacheados, sorriso meigo, covinhas na bochecha e que nos deixou completamente apaixonados. Ela beijou, brincou, riu e alegrou de verdade a noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quanto à carne de sol com aipim, eu nunca, repito, NUNCA, comi uma igual. Digna de reis. A cerveja, Skol e Antartica, estupidamente gelada. A música variava entre forró, samba, funk, hip-hop. Coisas daqui e da terra do Tom. O papo divertido, descontraído e alto astral. Eu me senti lisonjeadíssima pois me foi oferecido um lugar para sentar no meio dos homens, atitude pouco comum na área, como pude observar pelo distanciamento das outras mulheres que estavam presentes ao encontro. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Fomos ainda convidados para a inauguração do Bar do Kaká, que vai acontecer no próximo sábado, dia 06/08, com direito a pagode ao vivo, a ponche liberado para as mulheres e a uma grande queima de fogos à meia-noite!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Depois de incontáveis cervejas bebidas e vários pratos comidos, resolvemos que era hora de voltar pra casa. A conta foi pedida e quando perguntamos o valor, simplesmente não nos deixaram pagar! Poucas horas antes nunca tínhamos estado com aquelas pessoas e de repente éramos convidados de honra. Como diz Tom, parafraseando o poeta, "aqui sou amigo do Rei..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Fomos para casa felizes, de mãos-dadas, sorrindo dessa noite mágica, simples, calorosa e inesquecível. Com a certeza de que dia 06 estaremos lá. E convido a todos os leitores: conheçam o Bar do Kaká.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112309692225063273?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112309692225063273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112309692225063273&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112309692225063273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112309692225063273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/08/sexta-no-morro.html' title='sexta no morro'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112242594494820710</id><published>2005-07-26T17:48:00.000-07:00</published><updated>2005-08-04T20:46:27.183-07:00</updated><title type='text'>minha alma canta, vejo o rio de janeiro...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/1600/29663087_434c09df071.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/1600/29663087_434c09df071.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/320/29663087_434c09df071.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estou em lua-de-mel com o Rio. Assim como devem ficar alguns (poucos) casais sortudos quando, depois de anos e anos de casado, conseguem se reapaixonar. E vivem aquela experiência maravilhosa da redescoberta, constatando entre surpresos e satisfeitos que a busca chegava à beira do ridículo, que tudo estava ali o tempo todo. Como pude não enxergar afinal?&lt;br /&gt;É claro que eu continuo não gostando da violência, da sujeira, do trânsito… não gosto mesmo. Mas aí é que tá a graça da reconciliação: a gente já sabe como o outro é, já vive com o sujeito, já conhece os puns, os roncos, mas conhece também aquele sorriso de canto de boca que só você pode decifrar. Ninguém mais.&lt;br /&gt;Assim tá sendo a minha reconciliação, o meu trocar de bem com o Rio. Amo desse jeito mesmo, imperfeito, com problemas, safado e lindo... Amo o sol, o mar, a lagoa, o cristo, o pão de açúcar. Amo as pessoas. Amo poder dizer bom dia e em 5 minutos saber da metade da vida da senhora à minha frente na fila do pão, ou do banco, ou do ônibus... a fila é o que menos interessa. O que importa é a comunicação, o calor, a simpatia reinante.&lt;br /&gt;E olha, que coisa maravilhosa e mágica: eu sou CARIOCA!! E faz tempo que eu não me dava conta disso. Tinha esquecido, guardado no fundo da gaveta das memórias e lembranças esse detalhe nada irrelevante da minha vida pessoal.&lt;br /&gt;Sei que não é de hoje que tenho problemas de relacionamento, do tipo dificuldades em abraçar e beijar amigos do peito, por exemplo. Mas possuo uma penca de outras características que, pensando hoje, estão intimamente ligadas ao fato de ter nascido e vivido até hoje nessa cidade maravilhosa. Como não desenvolver um senso estético apurado olhando, vendo, absorvendo tanta beleza retina adentro? Como não criar habilidades de humor e ironia vivendo em uma cidade com tantas desigualdades e contradições que por si só já são tão irônicas? E como encarar o engarrafamento monstro de fim de dia sem uma boa dose de paciência e humor? Mas quando o mau humor bate imperioso alguns palavrões também são bem-vindos, fazendo parte totalmente incorporada à maneira de ser, à cultura e ao vocabulário carioca.&lt;br /&gt;Me entrego toda, então. Faço aqui essa declaração de amor, de redescoberta. Faço o que tantos músicos, artistas, poetas já fizeram tão bem. Entendo o que move a alma dos que nasceram ou adotaram essa cidade como sua. Vejo o Rio com olhos estrangeiros e me apaixono. Descubro uma cidade dentro da cidade. Descubro uma cidade inteira dentro de mim, com toda sua ambivalência, seus contrastes, suas contradições, seus perigos e seus desejos. E minha alma canta.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112242594494820710?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112242594494820710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112242594494820710&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112242594494820710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112242594494820710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/07/minha-alma-canta-vejo-o-rio-de-janeiro.html' title='minha alma canta, vejo o rio de janeiro...'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112242457220245247</id><published>2005-07-26T17:32:00.000-07:00</published><updated>2005-07-27T10:18:46.973-07:00</updated><title type='text'>democratização ou esculhambação... eis a questão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pra quem vive no Rio de Janeiro e é freqüentador da noite e dos eventos cariocas, já deve estar por dentro da nova mania da cidade: lançar discos e fazer shows em lugares descolados como cafés-livrarias e sebos.&lt;br /&gt;Nesse último sábado estive num desses eventos no Song Book Café, no Leblon. Era uma apresentação de um jovem grupo de chorinho e afins. O grupo é relativamente bom, os jovens músicos são entusiasmados e gostam do que fazem. Mas falta infra. Falta profissionalismo. É extremamente desagradável assistir a um show atrás de uma coluna, sem ver os músicos, no corredor de uma galeria, mil pessoas conversando e passando, a acústica ridiculamente ruim e a conseqüente falta de sincronia e harmonia entre os músicos. Ocasionadas, com certeza, pela precariedade das condições, aliada à falta óbvia de experiência dos mesmos.&lt;br /&gt;Sei que parece mais um ataque de rabugice explícita, mas de fato me questiono sempre se todas essas novidades cariocas no quesito “cultura” e “fuga do tédio” são válidas. Me dá sempre a sensação de um “vale-tudo” contra a mesmice.&lt;br /&gt;Apesar de considerar aceitável essa criatividade e inventividade constante, acho que um pouco de desconfiômetro cai bem. Me irritam, por exemplo, os pseudo-intelectuias-antenados-descolados-bem-transados que têm zero de sendo crítico e batem palma para qualquer invencionice bizarra “sacada” pelos produtores cariocas. Engolem todas as novidades, agradecem e pedem bis.&lt;br /&gt;Sou a favor sim da cultura espalhada, pulverizada em qualquer cantinho possível. Nas ruas, shoppings, cafés, restaurantes, etc. Mas bom senso é fundamental. Os rapazes de sábado, no fim das contas, foram definitivamente prejudicados. Ficou um gosto de coisa crua na boca, de comida tirada do forno antes de assar. Provavelmente, ao me deparar com eles nesse mundinho de Rio de Janeiro, já terei uma ressalva, já pensarei duas vezes antes de me decidir a assisti-los. E, a não ser que queiram viver da apresentação a amigos (que lotavam, aliás, o Song Book Café, com direito a torcida organizada e tudo), vão ter que comer bastante feijão com arroz, acertar a mão no tempero e colocar uma bonita mesa para os ouvintes/comensais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E o nosso apetite por boa música, respeito e qualidade agradece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112242457220245247?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112242457220245247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112242457220245247&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112242457220245247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112242457220245247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/07/democratizao-ou-esculhambao-eis-questo.html' title='democratização ou esculhambação... eis a questão'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112216176620581031</id><published>2005-07-23T16:11:00.000-07:00</published><updated>2005-07-26T10:16:53.463-07:00</updated><title type='text'>confissao e sem acentos e til... (uma confissao mais forte ainda)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olha, vou logo dizendo. Tah bom que os leitores assiduos nao vao entender nada. Os ocasionais podem ter uma surpresa. E os transeuntes, apenas de passagem pelo blog, ja ficam de uma vez por todas avisados.&lt;br /&gt;Antes de dizer, sei que parece engodo, mas nao eh, direi que nao eh minha intencao transformar esse ou qualquer outro meu escrito em um desfiar meloso e piegas! Nao mesmo! Nao faz parte da minha personalidade e nem de meu estilo literario, geralmente tao ironico e pesado quanto um paquiderme no cio.&lt;br /&gt;Sei que tudo tem sido escrito na forma de desabafos, de textos tristes e densos, uns tantos engracados mas sarcasticos. Um quilo de reclamacoes da vida, outro tanto de pena de mim mesma, uma romaria de rabugices e mau-humores. Confesso que o estilo me atrai e que eh dificil me livrar dele. Tampouco sei se preciso. Mas meu compromisso com a verdade, com a minha verdade interna, me impede de pular isso, esse evento finalmente importante. Esse marco UM. Nao digo um por ser ou parecer eterno, mas por ser o UM depois de tanto tempo e tanto sofrimento. E claro que minha eterna vocacao para Gata-borralheira/Cinderela, me fazem sonhar com o FELIZES PARA SEMPRE, mas to virando uma gata borralheira escaldada, das que tem medo de agua fria e nao acreditam em aboboras.&lt;br /&gt;Entao, sem mais delongas, sem rame rame, sem grandes enrolacoes, eh assim: me apaixonei. Simples desse jeito. To apaixonada por um cara legal, que parece gostar de mim, que me trata bem, que eh inteligente, bonito. E pronto, nao tenho nem um issozinho pra falar dele. Nao tem senoes. Nao tem "mas". Nao tem "eu soh gostaria que tal coisa fosse diferente". Nao tem nada disso.&lt;br /&gt;Confesso uma certa frustracao em nao poder falar mal de alguem. Mas minha honestidade de principios (sim, eu tenho isso!!!) me impede de mentir. Logo assumo publicamente, aos olhos do mundo, aos quatro ventos que fui completamente fisgada e que, dessa vez, quem nao quer fugir sou eu! Eh a minha historia entrando em uma nova era.. veremos o bicho que vai dar, e que seja uma linda borboleta colorida, leve e alegre!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112216176620581031?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112216176620581031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112216176620581031&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112216176620581031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112216176620581031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/07/confissao-e-sem-acentos-e-til-uma.html' title='confissao e sem acentos e til... (uma confissao mais forte ainda)'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112135800113746199</id><published>2005-07-14T08:57:00.000-07:00</published><updated>2005-08-04T21:22:55.716-07:00</updated><title type='text'>o monstro do armário</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/1600/sem%20t??tulo4.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/320/sem%20t%3F%3Ftulo4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Confesso que tenho um problema com o armário da cozinha. Na verdade o problema não é bem com o armário, mas com o que pode estar escondido dentro dele. Explico. Logo que vim morar aqui, alguns seres antenados, com asas e aparência asquerosa moravam dentro dele. Coloquei iscas, venenos, inseticidas... mas ao lidar com um ser capaz, dizem as más línguas, de suportar uma guerra nuclear, todo cuidado é pouco. E, apesar do momentâneo sumiço das mesmas, todas as medidas de extermínio acabam me parecendo vãs.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um outro detalhe que me deixa assim, digamos, aterrorizada, é que as (eca!) baratas, só atacam de noite, de preferência durante a madrugada, quando vago insône e solitária pelos cômodos da casa. E aquele lanche madrugueiro, aquela fome irresistível, que só os com tendência a morcego conhecem, passa a ter um ar de aventura, de perigo, de uma ocasião de vida ou morte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tenho passado por isso de forma bastante heróica e sem grandes sobressaltos. Fazia tempo que não me deparava com nenhum monstro noturno. Tava quase acreditando, enfim, em paz doméstica. Mas ontem ao abrir, não sem cuidado mas já um tanto relaxada, a porta do armário, vejo aquilo correndo, fazendo um barulho de floc floc entre os mantimentos. Era grande, enorme diria. Escura, mal-encarada, cascuda e pronta a voar na minha jugular. Quando me viu ficou parada me observando. E eu congelada, inerte, apavorada com sua presença e seu olhar penetrante. Tive medo de me mexer e ela me atacar impiedosamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ficamos assim, nos estudando por alguns instantes. Instantes esses que pareceram uma eternidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Lutei contra o meu medo, resolvi com toda a racionalidade que me foi permitida, que tentaria, que não entregaria os pontos, que brigaria até a morte se fosse necessário! Tentei pensar rápido e agir com mais velocidade que ela. Sem deixar de encara-la um só instante, com movimentos lentos e estudados, me afastei delicada e suavemente até alcançar um chinelo. Droga. Não tinha nenhum por perto. Tive que apelar ao meu bom, velho e guerreiro allstar vermelho, que tantas e tantas vezes esteve comigo, dançando, caminhando, na chuva, no sol e agora na árdua tarefa de matar uma barata. Voltei quase como uma felina, pé ante pé, quase sem respirar, tentando elaborar um plano rapidamente, pois sabia que meu tempo estava se esgotando. Ela não iria ficar parada a vida toda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em um movimento brusco afastei a lata de pó royal que estava dando cobertudra à inimiga!! Mas ao ver o seu corpo se mexendo, suas patas rápidas em minha direção, fui tomada por um espasmo de terror e imediatamente fechei os olhos e dei com o allstar em cima do saco de feijão!! Falhei. E ela floc floc floc correndo para os confins do armário escuro e úmido!! Vitória dela. Eu, totalmente patética e atônita no meio da cozinha, allstar na mão, ainda pude ouvir suas gargalhadas de barata ecoando pelos encanamentos... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112135800113746199?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112135800113746199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112135800113746199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/07/o-monstro-do-armrio.html' title='o monstro do armário'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112123636315604840</id><published>2005-07-12T23:11:00.000-07:00</published><updated>2005-08-04T21:39:10.343-07:00</updated><title type='text'>colombo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/1600/foto05.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5559/1035/320/foto05.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ontem, depois da análise, depois de presenciar uma leve batida no ônibus que estava, depois de andar e andar atrás de papéis que não conseguia comprar, depois de receber um não categórico pelo telefone de alguém que julgava ser O amigo, finalmente, tive uns minutos de prazer e paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Encontrei com A amiga (essa, amiga de verdade, sem nões e senões). E sentamos pra conversar e falar da vida, falar abobrinhas, contar fofocas, fazer confissões. Tudo que eu tava precisando. Tudo na &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.confeitariacolombo.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Confeitaria Colombo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ô lugar com tanta história e que tantas vezes se misturou à minha. Lembro bem dos Ice Cream Soda, cor de rosa, dulcíssimos, servidos em altos copos de vidro antigos, que eu devorava como uma formiguinha faminta nos idos da minha infância. Papai, nessa época, tinha uma ourivesaria em um sobrado na Gonçalves Dias, quase vizinho à Colombo. Eu adorava ir pra lá, tinha medo do elevador antigo, mexia nas ferramentas... mas o ponto alto da visita sempre era o Ice Cream Soda na Colombo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mais tarde, já pelos meus vinte e pouquinhos anos, durante o período que trabalhei com cabelos, pude trabalhar nos bastidores da organização de um desfile beneficiente na mesma Confeitaria. Foi grandioso o jantar sob as luzes, os convidados refletidos naqueles espelhos seculares de moldura de jacarandá e ainda ter a satisfação do evento ter sido bem sucedido, notinhas em colunas de jornais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há não muito tempo, tive um meio namoro, um meio flerte, com uma pessoa de fora daqui e lá tive um dos melhores momentos de sua estada no Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já chorei sozinha, enquanto escrevia, sentada nas suas mesas de mármore. Já ri com mamãe, depois de ter passado um dia inteiro de labutas e problemas, de caminhadas longas pelo centro da cidade. Já fui surpreendida, sentada apenas pra um café, por um chorinho lindo e aconchegante, tocado num piano de 1/4 de cauda, acompanhada por uma melodiosa flauta transversa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E ontem foi mais um desses dias, em que o meu anonimato se mistura ao de tantas e tantas outras pessoas nesse mais de um século de história da confeitaria. À vontade, confortáveis, conversamos muito, lembramos justamente de coisas passadas. Como tenho tido a oportunidade de rever fatos antigos, rever pessoas, começar a entender a seqüência dos acontecimentos. E nada melhor do que lá, um lugar com tanta hitósia, tanta beleza e glamour, pra gente desmitificar a nossa própria vida, a nossa própria história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112123636315604840?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112123636315604840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112123636315604840&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112123636315604840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112123636315604840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/07/colombo.html' title='colombo'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112077082779867178</id><published>2005-07-07T13:54:00.000-07:00</published><updated>2005-07-07T14:13:47.806-07:00</updated><title type='text'>um lugar pra chamar de meu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ai, as árvores secas, desfolhadas, juntando galhos por cima da larga avenida. Prédios antigos, com sacadas de ferro fundido, uma predominância de tons terrosos e quentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O céu limpo, sem nuvens, claro, de uma luminosidade transparente. O ar frio, entrando gelado pelas narinas, deixando as bochechas vermelhas e ardidas. O vento teimando em ultrapassar as barreiras do sobretudo vermelho. Uma sensação confortável em estar envolta em cachecóis de lã, com as mãos aquecidas dentro das luvas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O ar tem um cheiro. A cidade toda tem um cheiro. Um cheiro quente e doce, que mistura café, eucalípto, chocolate e tabaco. O cheiro é da cor da cidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os cafés, o metro, o som da língua, essa língua tão expressiva que aquece o coração, que conforta e aconchega. As ruas familiares e desconhecidas, a um só tempo. A sensação de saber exatemente pra onde se está indo. A simplicidade da geografia reta, linear, quadriculada. A segurança de se caminhar livre, tranqüila, impune.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Grandes distâncias foram percorridas, caminhadas, cheiradas, sentidas. Reconhecidas, na verdade. Tomo posse da cidade, finco bandeira, guardo, com olhos e ouvidos bem abertos, todas as lembranças e impressões, todos os amores sucitados. Amo o ar, os táxis, o cemitério, os museus, as casas coloridas do bairro beira-rio, os prédios modernos e contrastantes à arquitetura antiga dominante. Amo esse ar ligeiramente decadente, essa nostalgia presente nos rostos, na saudade do que um dia se foi. E a certeza reinante de que um dia voltará a ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A força do povo que fala, discute, gesticula, esbraveja. A educação, a falta dela. Médias lunas. Alfajores. A música passional, as grandes manifestações. Que saudade de tudo isso. Que vontade de tudo isso. Saudade do pedaço de mim que ficou lá, vagando pelas ruas e noites dessa cidade, que roubou parte do meu coração. Um dia volto pra buscar. Volto para o meu lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112077082779867178?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112077082779867178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112077082779867178&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112077082779867178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112077082779867178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/07/um-lugar-pra-chamar-de-meu.html' title='um lugar pra chamar de meu'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112061914578472017</id><published>2005-07-05T19:29:00.000-07:00</published><updated>2005-07-05T20:25:44.143-07:00</updated><title type='text'>de como se pode chegar à lucidez ou de como estar à beira de um surto psicótico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chove, eu tenho dor, tô sozinha, vi um filme chato, água-com-açúcar, pequeno-burguês e imperialista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Além dessa linda cena, leio coisas que me deixam confusa e entristecem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Comi um sanduíche de queijo, sucrilhos com leite, bisnaguinhas seven boy com amendocrem. Tenho certeza que, de uma vez só e sem aviso, todas essas calorias vão se transformam em quilos a mais e gorduras localizadas e amanhã, se conseguir levantar da cama, terei que retirar porta, portal, abrir um vão na parede pra conseguir ir ao banheiro. Isso, se não entalar no corredor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Minha bochecha direita está dobrando de tamanho. Ainda não sei se é só um inchaço ou se realmente ela está sendo clonada e vou ter um rosto com três bochechas. O fato é que tenho um calombo enorme, vermelho e dolorido, que lembra as espinhas da puberdade. Só que é difícil crer em uma espinha nessas proporções. Acho que fui abdusida por ets, perdi a memória, me enfiaram um chip pele a dentro e essa é uma das experiências que estão fazendo comigo, clonagem de bochechas humanas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Descobri (eu sempre descubro) uma nova comunidade de cabelos brancos. Todos novos, todos rebeldes e fortes, prontos pra se alastrar e contaminar todos os outros. No início eu arrancava, mas tô começando a ficar preocupada em ficar careca, tal a quantidade e velocidade no aparecimento dos mesmos. O pior de tudo é que estão na frente, bem em cima da testa, prateados, brilhantes, exibidos. Acho que vou pintar tudo. De preto. Preto é fácil, que mesmo sem grana, sempre aparece um pouquinho de piche pra se passar na juba.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tinha um carinha me paquerando. Mais novo. 4 anos mais novo. Baterista. Moreno, alto. Interessante mesmo. Mas eu fiquei pensando. Quero? Não quero? Não respondi aos vários telefonemas, não encontrei com ele no dia que ele propôs (ai, o velho medo do segundo encontro) e babau. Foi pro beleléu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Meu fim de semana passado foi altamente instrutivo. Aprendi tudo (claro, aprendi com toda a profundidade que se pode existir num livro de 5ª série) sobre Mesopotâmia, Egito Antigo, início da civilização Chinesa e Indiana. Conheço os rios Eufrates, Tigre, Nilo, Amarelo, Indo, Ganges... Código de Hamurábi (olho por olho, dente por dente - aliás, uma ótima forma de encarar a vida... hummm... vou refletir sobre isso), Nabucodonosor e o 2º Império Babilônico e por aí vai. Isso tudo pra tentar salvar minha pequena, doce e querida afilhada de uma possível recuperação. A prova foi ontem. Eu sonhei até com isso. O resultado? Médio. Expressão transcrita fielmente como ouvida dos seus lindos lábios infanto-juvenis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E, apesar de tudo, estou relativamente bem. Me atrevo a dizer que estou quase feliz da vida. A solidão e o abandono total e irrestrito me incomodam, mas já não penso em cortar os pulsos e nem em tomar formicida. Posso ver até um leve brilho de felicidade em meus olhos. Uma pontinha de esperança começando a vingar no coração. Afinal, se realmente eu não estrou tão mal é porque, talvez (veja bem, eu disse TALVEZ), eu esteja começando a me conhecer e a me aceitar. Ainda no talvez, pode ser que finalmente eu esteja aprendendo a viver só e me bastar. Mesmo com mil toneladas, mesmo com 3 bochechas, mesmo ficando uma bruxa de cabelos brancos. Mesmo abandonada e sozinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Meu medo é só desse ser o olho do furacão, sabe? No olho do furacão a tempestade diminui, os ventos zeram e tem-se a sensação de calma e tranquilidade total... mas quando ele volta a tragédia recomeça. E os danos são maiores, acontecem sobre o estrago já feito e ainda não recuperado dos vendavais anteriores! Tenho medo, então, de começar a babar, espumar pelo canto da boca, arrancar as calcinhas pela cabeça e sair correndo e gritando condomínio afora: &lt;strong&gt;EU NÃO SOU DAQUI, MARINHEIRO SÓ! EU NÃO TENHO AMOR, MARINHEIRO SÓ! EU SOU DA BAHIA, MARINHEIRO SÓ! DE SÃO SALVADOR, MARINHEIRO SÓ!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ai, amanhã ligo pra miha analista assim que acordar. Não convém facilitar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112061914578472017?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112061914578472017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112061914578472017&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112061914578472017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112061914578472017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/07/de-como-se-pode-chegar-lucidez-ou-de.html' title='de como se pode chegar à lucidez ou de como estar à beira de um surto psicótico'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-112024567371622571</id><published>2005-07-01T10:45:00.000-07:00</published><updated>2005-07-01T12:22:35.846-07:00</updated><title type='text'>idas e vindas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No início eram palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eram noites e noites.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eram cumplicidades trocadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Antes de tudo, era uma amizade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era um crescente constante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois veio o olhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Veio o verão e o mar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Veio a aventura e os risos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O conhecimento mútuo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O bem estar presente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vontade latente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O beijo sentido e voraz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A confusão dos sentidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O medo violento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A saudade mordaz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O peito doendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vontade de estar perto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A dúvida e a confusão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Perguntas, perguntas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E foi embora, assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A conformação e a cura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A busca constante de paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Respirar, viver, esquecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enterrar de novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Engolir os sentimentos/palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E o retorno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ele me ama, me quer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu quase amei, quase quis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E agora? O que quero?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O sentimento engolido, afogado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pode ser resgatado?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O tempo errado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As vontades trocadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Caminhos cruzados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Objetividades, racionalidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quero amá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Fujo dos fracassos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Dos desenganos e decepções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Me esforço pela vitória.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quero amá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quero amá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-112024567371622571?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/112024567371622571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=112024567371622571&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112024567371622571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/112024567371622571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/07/idas-e-vindas.html' title='idas e vindas'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111983508273083253</id><published>2005-06-26T18:00:00.000-07:00</published><updated>2005-06-26T18:18:02.736-07:00</updated><title type='text'>pequena reflexão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mais de uma semana sem postar... falta de criatividade, de idéias, de tesão mesmo. Será que eu já disse tudo o que tinha pra ser dito? Não, duvido muito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Talvez tenha sido só uma pequena pausa necessária pra digestão do aniversário, da entrada definitiva e completa na casa dos trinta. Entrada sofrida, comemorada, curtida, chorada... e solitária, claro!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ando me sentindo meio caricatural, meio encarnação do estereótipo da mulher de trinta. Fico me questionando se isso tudo é real, ou se simplesmente me sinto na obrigação cultutal e urbana de estar, de ser assim. Criamos à vezes uma imagem, uma aparência, um modo de ser, que não é de todo real. Mas ensaiamos tanto que passamos a acreditar no personagem. E o pior, o feedback de amigos e conhecidos te confirma essa "realidade" de viés. Se eles acreditam, se vemos espelhadas em seus olhos essas características que criamos, passamos a crer mais ferrenhamente que somos assim!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Muitos me vêem como uma mulher forte, segura, bem resolvida. Que está sozinha, se ressente levemente disso, mas que está por que quer, porque pode escolher. Que nunca quis ter filhos, porque verdadeiramente não interessava deixar sua vida, carreira, liberdade, por causa deles. Que entrou nos trinta, teve aquela ligeira crise, mas que já está de pé, pronta pra viver e encarar os quarenta. Uma mulher estilosa, que usa paetês com allstar vermelho, cachos rebeldes, dita moda ao mesmo tempo que caga pra ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sou isso? Talvez quem tenha a curiosidade de me ler, veja que a realidade é um pouco diferente disso. Veja como estou mais insegura do que nunca, como as máscaras pouco a pouco vão caindo. Como sofro sim com a solidão. Como, talvez, eu me arrependa de ainda não ter tido filhos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Na verdade não necessariamente tenho que estar em um extremo ou em outro. Eu realmente não sou só uma "deborah". Sou várias. Sou segura, às vezes. Outras muito insegura. Dito moda sim, mas tenho meus momentos de não saber o que vestir e onde colocar as mãos. Não gosto nem um pouco de estar sozinha, mas não tenho a menor vontade de abrir mão da minha independência e liberdade por qualquer um. E não farei mesmo isso. Quero ter família, filhos, mas sei que pra isso tem que se estar bem, paciente, abrir mão de coisas. E sou careta, produção independente nem pensar! Quero papai, mamãe e filhinho. Mas não chego ao extremo de querer casar de novo, de branco, com bolo de noiva! Estou no meio termo. Nem lá nem cá. Tentando achar o equilíbrio e a verdade. O meu equilíbrio interior. A verdade que norteará a minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111983508273083253?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111983508273083253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111983508273083253&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111983508273083253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111983508273083253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/06/pequena-reflexo.html' title='pequena reflexão'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111915294402673127</id><published>2005-06-18T20:15:00.000-07:00</published><updated>2005-06-18T20:49:04.033-07:00</updated><title type='text'>nunca mais mãos-dadas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A saudade que eu sinto é de tudo. Dos beijos. Do cheiro. Da voz. Do sorriso. Dos amigos. Do mar de lá. Do sol de lá. Das lendas. Das brincadeiras. Da história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha história era também a tua. E em algum momento perdemos as pontas. Eu me perdi sem a luz da tua presença, sem teus passos me guiando. Ou será que me achei? Me pergunto se caminhávamos juntos por opção ou por falta dela. Mas as lembranças do caminho são reais. A falta que eu sinto também, assim como as lágrimas roladas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tanto tempo, tanto tempo. Tanto tempo vivido juntos. Muita vida compartilhada. Uma ausência enorme de brigas, o diálogo fácil e simples. Talvez racionalidade demais, pouca expressão de amor. Ou talvez só um arrependimento de não ter dito mais, feito mais. Agora acabou. Não tem mais o que dizer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tudo seria mais fácil se não tivesse começado tão cedo. Se eu não tivesse aprendido a viver, desde o inciozinho dos tempos, a teu lado. Se eu não tivesse adotado tua família por completo, não me sentiria hoje assim como uma órfã. Se não tivesse absorvido tantas idéias, talvez pensasse com mais clareza hoje. Se não tivesse conquistado tantos amigos em comum, viveria hoje com menos saudades. As saudades dos amigos que se foram junto contigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Será tudo imaginação? Às vezes acho que só eu senti, só eu sinto. Talvez sejam emoções criadas, lembranças adquiridas pela imaginação, pela idealização dos fatos. Você não parece sentir a mesma falta que eu. E você sentiria, sei que sim, se tudo tivesse acontecido como trago nas minhas lembranças. Lembranças falsas. Só podem ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Há não muito tempo, você me falou de um pensamento, uma descoberta, que a mim pareceu uma verdade incondicional. Que ninguém é feliz o tempo todo, que a felicidade é a soma de vários momentos alegres e que temos de nos esforçar pra ter mais momentos desses do que os tristes. Acho que você tem toda razão. E, vendo assim, você parece feliz. Eu triste. Te invejo e admiro por isso. Quero ter essa força, quero aprender a ser assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Isso tudo não deixa de ser uma grande ironia. Eu sempre fui a forte da relação. No meu íntimo, tinha uma desconfiança séria, quase uma certeza, de que você me amava mais, muito mais do que eu a você. Eu me sentia culpada por isso, mas segura. Mas quando tudo desmoronou, você foi o primeiro a desistir, a não querer mais. A abdicar do amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É verdade que o que move a minha tristeza não é mais o amor. Não aquele amor homem-mulher. Esse acho que já tá acabado, extinguido. Ou quase. Mas a saudade, essa é implacável. As lembranças afloram, criam vida e sinto o aroma das situações. E o amor gerado pelo companheirismo e cumplicidade, pela amizade que tem de vida mais da metade da minha, esse amor teima em ficar. Não vê razão pra ir embora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nessas horas de solidão, de passeios por fotos e por escritos amarelados, de choro abafado e sentido, esse amor grita e chama por você, pelo teu colo e pelos teus dedos nos meus cachos. Pela tua voz inconfundível, gravada no meu coração para sempre, pelas tuas palavras sempre certeiras e sensatas, pelo sorriso fácil e menino. Pelo aconchego e conforto de poder ser eu mesma, tranqüila, de calças de moleton e cabelos presos. Pela certeza de que você vai entender tudo o que eu disser. E tudo o que eu não disser também. Porque entre nós, um olhar sempre foi mais do que suficiente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111915294402673127?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111915294402673127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111915294402673127&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111915294402673127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111915294402673127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/06/nunca-mais-mos-dadas.html' title='nunca mais mãos-dadas'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111907739386715872</id><published>2005-06-17T23:17:00.000-07:00</published><updated>2005-06-18T21:14:48.753-07:00</updated><title type='text'>Vibe Zone</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Começou há, mais ou menos, uns 10 dias:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Dinda, me leva no Vibe Zone?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Você não pode entrar... não tem idade...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Posso sim! Maiores de 12 anos podem ir acompanhados de um responsável!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Você tem 11 anos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Tecnicamente já tenho 12. Eu nasci em 93!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Quanto é a entrada?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- er... assim... é... 70,00... cada uma... mas já pedi pro meu pai comprar! só falta alguém pra ir comigo!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- 70,00?? que caro, hein?! e o que vai ter lá?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ahhh, vai ser muiiiito maneiro!! Vai ter tenda de música eletrônica, shows, tenda de azaração, pista de skate, tobogã, um monte de coisas radicais, banda de rock...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- ai, tô até cansada!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Dinda você vai se amarrar!! É um monte de coisas que você curte também, do nosso jeito!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- unhum...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Por favor, por favor, por favor, por favooooooooooor!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Tá. Levo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Obaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aí que meu irmão deixa tudo pra última hora e os ingressos acabaram. Foi choradeira total. O mundo caiu sobre nossas cabeças. Minha querida e feliz afilhada passou para o outro extremo: o ser mais triste, injustiçado e infeliz do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Isso não é justo, Dinda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Filha, sei como você se sente, mas são coisas que acontecem. Tem que se programar com antecedência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Mas é a minha primeira grande saída!! Nunca fui num lance tão maneiro desses... eu queroooo!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E o chororô recomeçava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meu irmão, penalizado com as lágrimas da filhota, colocou os conhecimentos dele pra funcionar. E lembrou, ontem à tarde, que trabalhou com a filha do diretor da Coca-cola no Brasil. Sem grandes delongas, ligou pra ela e conseguiu dois convites. Para hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como promessa é dívida, e promessa pra afilhada é mais do que dívida, é uma obrigação de vida, resignei-me com o meu fatídico destino dessa sexta e tentei realmente curtir a noite. Afinal, era o debut da minha princesinha. E eu teria o privilégio de ser a "responsável acompanhante"!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Empenhei-me com dedicação a todos os preparativos. Vi com ela a roupa, ajeitei as presilhinhas coloridas no cabelo, expliquei a ela o que poderíamos encontrar pela frente, como poderia ser, a quantidade de pessoas, passei "pó de asa de borboleta" em suas maçãs do rosto para ficarem furta cor... enfim, uma festa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E fomos. Andamos bastante, os acessos fechados, pessoas caminhando pelas ruas e via seu olhinho brilhar, seu sorriso iluminado pela novidade, pela hora tão esperada chegando: a hora de estar crescendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Enfrentamos uma grande fila pra entrar, fomos ambas revistadas, bolsa olhada. Pra mim, tudo normal. Pra ela um mundo novo que se descortinava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A entrada, como de todo grande evento, é apoteótica. Luzes, barulho, música, brindes... e de repente surge aquele mundo de pessoas, de palcos, de brilhos, tudo visto do alto. Seus olhos se arregalaram. Ela não esperava por algo tão grande!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Passeamos por todas as tendas, tentamos ficar vendo alguns shows, mas eram muitos adolescentes, faixa etária mais alta do que a dela e muito menor do que a minha. Algumas brigas, algum empurra-empurra. Como eu já sabia que seria. Como ela nem imaginava que pudesse ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Até que, minha lindinha, 2 horas depois da chegada, com cara de que as coisas não estão bem do jeito que gostaria fala:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Dinda... eu não tô muito confortável aqui. Sabe, é todo mundo muito mais velho...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Eu entendo, também não estou muito... é todo mundo muito mais novo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- É... é como se eu estivesse fora do lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Não foi o que você esperava?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Foi, por um lado... é lindo, enorme, muita música...mas muitos problemas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Muitos problemas?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- É... muita gente, teve aquela briga que a gente viu, as pessoas esbarram, tô me sentindo a pirralha... assim, tá chato...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Se você quiser ir embora, não tem problema, querida. Quer ir?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Ah, quero sim!! Você não fica chateada?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Claro que não!! Imagina!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E respirei aliviada. Estávamos ambas fora do lugar. Ambas desconfortáveis. Mas a minha única preocupação era com ela, com o seu bem-estar e com as conclusões que poderíamos tirar juntas de tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu tinha esquecido como é um lugar com tantos adolescentes juntos. Realmente é assustador. Eles gritam, correm, te esbarram, querem fazer tudo e ao mesmo tempo. E querem sentir-se adultos, o que torna tudo um tanto engraçado. Adultos não gritam e correm o tempo todo, como se não houvesse tempo de vida pra fazer tudo o que se quer. Salvo excessões, claro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Isso tudo deu material pra uma boa conversa com Bia na nossa volta. Andamos bastante e podemos avaliar como as coisas têm o seu tempo certo, a hora certa de serem feitas. Ela me confirmou que esse foi o melhor exemplo que ela pôde ter. Esperou muito por essa ocasião, mas não era a hora dela, não estava preparada pra isso ainda. Mas se não tivesse tido a oportunidade de ir, provavelmente teria se sentido frustrada e teria tido a certeza de ter perdido o evento do ano, ou ainda, da sua vida!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Fico feliz de ter podido proporcionar as ferramentas pra essa descoberta dela. E minha também. Comecei a ver certas coisas com outros olhos. Sou sempre permissiva, sempre acho que não tem grandes problemas a liberação de uma jovenzinha. Tem sim. E muito. A verdade, é que tô encaretando. Vi o quanto é preciosa a vida, o quanto os jovens não sabem muito bem o que fazem, o quanto meus pais devem ter sofrido comigo... tanta rebeldia. Rebeldia que tem os seus reflexos ainda hoje na minha vida.Na verdade, pude perceber que estou agora, aos quase 31 anos, finalmente virando adulta. E que, ao contrário do que eu temia, não dói nada e é realmente bom.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Uma última certeza, extraída disso tudo: filho meu no Vibe Zone? Nem que a vaca tussa!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111907739386715872?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111907739386715872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111907739386715872&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111907739386715872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111907739386715872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/06/vibe-zone.html' title='Vibe Zone'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111880612602026783</id><published>2005-06-14T20:03:00.000-07:00</published><updated>2005-06-18T21:30:03.326-07:00</updated><title type='text'>o rapaz do piano - título provisório</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estava sentado no primeiro banco do ônibus. Aquele mais alto que ficava bem perto da porta de entrada. Sentia-se desconfortável ali. Não lhe parecia certo e digno sentar antes de pagar a passagem, mas estava demasiado cansado pra viajar em pé. E não havia assentos vagos do outro lado da roleta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As mãos lhe doíam. Sentia uma dor que vinha dos pulsos até a ponta dos dedos. Quando mais jovem tinha sido um rapaz bonito e bem apessoado. A sua altura, além da média, e seu corpo bem formado, de ombros largos e fortes, faziam sucesso com as mulheres. De sorriso aberto e franco, olhos vivos e meigos, as moças nunca foram problema. E suas mãos grandes, de dedos longos sempre chamaram a atenção, eram muito elogiadas, naquela época. Mas hoje era diferente, pensava. Seus dedos doíam e as palmas tinham calos duros e ásperos. Esfregou os pulsos com vigor. Buscava alívio na dor e em tanto rancor que trazia dentro de si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vida não tinha sido justa. Definitivamente não. Tivera que sair às pressas de sua cidade, trazendo praticamente a roupa do corpo pra essa cidade enorme que engole, mata aos poucos. Tinha uma vida boa. Viveu com seus pais até tudo aquilo acontecer. E teve que largar tudo, deixar o piano, o amor, até o seu filho. Pensou com força, tinha um filho!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O nascimento do seu filho foi um divisor de águas na sua vida. Sempre quisera ser pai, mas  não esperava que tudo fosse se precipitar dessa maneira. Imaginava encontrar a mulher da sua vida, casar, ter uma casa que pudesse chamar de lar. Mas não foi assim. Não foi nada disso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tinha conhecido Camila numa pequana apresentação que fizera no Colégio São Francisco de Paula. Ela era uma das internas, só saindo do colégio aos sábados e domingos para visitar a família.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Era uma menina de grandes olhos amendoados, cor de mel, cílios enormes e negros, assim como seus cabelos lisos e pesados. Nessa época ele só os tinha visto presos em uma trança única, que lhe caía até a cintura, amarrados por uma fita de cetim branco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111880612602026783?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111880612602026783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111880612602026783&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111880612602026783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111880612602026783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/06/o-rapaz-do-piano-ttulo-provisrio.html' title='o rapaz do piano - título provisório'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111863566392941726</id><published>2005-06-12T20:24:00.000-07:00</published><updated>2005-06-12T21:07:43.936-07:00</updated><title type='text'>Você sabe que está ficando velha quando...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;... diz num sábado à noite pra sua mãe que quer ficar em casa assistindo a um filme e que não sairia nem se o Antonio Banderas te convidasse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;... recusa um convite pra jantar com um cara gato, produtor cultural, viajado, antenado, solteiro, 8 anos mais velho que você, porque está simplesmente sem vontade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;... sente um prazer incomensurável em ir até a banca de jornal e à padaria com a cachorra a tira-colo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;... não passa mais horas na praia por causa do envelhecimento da pele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;... fica de cama depois de uma noitada, sentindo como se tivesse sido atropelada por uma jamanta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;... não come frituras, não pela preocupação óbvia em engordar, mas simplesmente porque te enjoa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...  não compra aquele vestido que tá namorando há semanas pra economizar pra casa própria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;... escuta sua sobrinha dizer: no seu tempo, como era a internet? e você respoder: quando eu tinha a sua idade, ainda não tinha internet...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;... você começa a contar o tempo das lembranças de dez em dez anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;... seu irmão mais novo vai fazer 30 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;... o porteiro, o frentista, o padeiro, o açougueiro só te chamam de senhora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;... finalmente você resolve pintar o cabelo, não para mudar o visual, mas pra esconder os cabelos brancos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111863566392941726?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111863566392941726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111863566392941726&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111863566392941726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111863566392941726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/06/voc-sabe-que-est-ficando-velha-quando.html' title='Você sabe que está ficando velha quando...'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111863297474837385</id><published>2005-06-12T20:04:00.000-07:00</published><updated>2005-06-12T20:22:54.756-07:00</updated><title type='text'>delírios festeiros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acabou a aversão. Agora é quase objetivo. Vou casar de novo. Com festa. Com Aleluia Aleluia tocando na entrada da noiva. De vestido branco. Com pista de dança e DJs. Só falta um noivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Humm... acho que eu tô querendo é festa mesmo. Uma festa de  casamento é legal que pode-se convidar gente que você não vê há muito tempo e que nem rola convidar pra uma comemoração de aniversário de uma idade intermediária como 31 anos. É, acho que vou casar mas, sutilmente, vou esquecer o noivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O problema são os presentes... isso é um problema. Vou acabar ganhando um monte de copo e baixelas que não tenho nem onde enfiar. E ô coisa chata ganhar coisas pra casa... sei não, acho que a idéia de festa de casamento tá ficando meio furada...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A lista de presentes!! É isso!! Posso indicar a Colcci, U too, Parceria Carioca, Diesel... hehehe... resolveria o problema dos presentes!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Taí, faço uma festa junina, com quadrilha, xerife, padre e... tchan tchan tchan... casamento!!! Caso de mentira, ganho presentes e dou uma puta festa!! Arre que a idéia e boa dimais da conta!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu tô é cada dia mais perturbada... comecei falando em casamento com pompa e circustância, com um coral maravilhoso de Aleluia Aleluia... acabei numa festa junina com forró e milho cozido na fogueira... ainda bem que amanhã é dia de análise... tô piorando, tô piorando...tsc tsc tsc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111863297474837385?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111863297474837385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111863297474837385&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111863297474837385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111863297474837385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/06/delrios-festeiros.html' title='delírios festeiros'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111853241713603290</id><published>2005-06-11T15:53:00.000-07:00</published><updated>2005-06-12T22:16:00.596-07:00</updated><title type='text'>polaridade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela me pega, me arrasta, me finca os pés na realidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu vôo, deliro, suspiro, sorrio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela não quer o céu, quer a terra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu me alimento de nuvens e de mar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tem uma insistência em me jogar na vida crua, dura, seca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas me desamarro, ganho asas, decolo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela persiste no real pastoso, patinante e pegajoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acredito no fluido, no mágico, no energético.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vive pensando em formas retas, quadradas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu sou curvo, circular, elíptico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Seu sangue é gelado, metálico, ártico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vida transborda nos meus olhos quentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Seus cabelos sedosos, brilhantes, ordenados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Contraste claro à rebeldia dos meus cachos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Antagônicos e complementares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dependentes e viciados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O sentido está com ela, minha vida é escrava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sou senhor de minha dona.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Servo e rei de um amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um amor que às vezes é ódio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Na cama, dois animais que se amam, que se matam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Polares, nos anulamos e nos encaixamos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ela não é ninguém. Eu não sou ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Juntos somos um.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111853241713603290?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111853241713603290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111853241713603290&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111853241713603290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111853241713603290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/06/polaridade.html' title='polaridade'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111838211362574666</id><published>2005-06-09T22:25:00.000-07:00</published><updated>2005-06-11T16:30:48.860-07:00</updated><title type='text'>falso brilhante</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Respondo com evasivas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Penso em negativas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fujo, enrolo, dobro a esquina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não te quero. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não te amo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Subterfúgios e disfarces, falsos cabelos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falsos sentimentos e palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O telfone toca e suo e tremo e enjoô.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não posso te querer. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não posso te amar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O encontro está aí, me nego a ver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Atraso, pego o ônibus errado, minto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Me perco em ruas desertas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Corro perigos reais e imaginários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A porta se abre. Um sorriso aparece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E por que mesmo eu não queria?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O quê mesmo eu não queria?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Me entrego toda, me abandono, me ridicularizo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Me embolo em suspiros e prazeres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Borro os medos, desfoco as questões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Te quero. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Te amo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mesmo sem poder. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mesmo sem querer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111838211362574666?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111838211362574666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111838211362574666&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111838211362574666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111838211362574666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/06/falso-brilhante.html' title='falso brilhante'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111829154518436509</id><published>2005-06-08T20:49:00.000-07:00</published><updated>2005-06-08T21:36:18.326-07:00</updated><title type='text'>farol e ovo-frito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje lembrava com mamãe da minha primeira bicicleta, comprada pelo meu avô. O mesmo avô professor, músico, botafoguense, de modos e educação impecáveis, de fala mansa e gostosa. Avô que me ensinou a ler e a andar de bicicleta aos 4 anos. E que tinha um carinho e um cuidado que nunca mais senti após a sua morte. "Dedé, vamos estudar", dizia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ele tinha umas coisas engraçadas. Foi professor a sua vida inteira, era um homem dos livros e do violão. Tocava um chorinho como poucos, tendo sido integrante da banda que acompanhava Carmem Miranda. Mas aos sessenta e poucos anos (nossa, e eu achava que ele era um velhinho...), já aposentado dos livros e apenas amigo do violão, passou a ser um homem de chave de fenda na mão e durepóxi. Durepóxi, pra quem não conhece, é uma massinha acinzentada que pode ser moldada e fixada em qualquer coisa que mereça remendo. Ela seca, endurece e, voilá!, é a solução pra todos os seus problemas! Pelo menos era assim que ele pensava. Tascava durepóxi em mesa, cadeira, azulejo, violão (sim, até no violão dele, que temos até hoje, feito pelo próprio Di Giorgio sob encomenda, nos idos de 1915), porta, janela e até em bicicleta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aliás, foi na bicicleta que o assunto começou. Lembrava com mamãe dessa bicicletinha, minúscula, azul e branca, que meu avô me deu e enfeitou com fitas caídas do guidão, colocou buzina (que eu simplesmente amava) e um ovo-frito na frente. Epa, um ovo-frito?! Bem, era o que eu achava na época. Vovô, com sua paixão pelo durepóxi, colocou um farol amarelo na bicicleta fixado, naturalmente, com esse milagroso material. Mas, como era um experimentador na arte de colocar faróis, espalhou o durepóxi todo em volta do farol amarelo. Depois pintou de branco. Tinhamos então um farol/ovo-frito bem na frente da bicicleta. No auge dos meus 4 anos eu pensava: que legal, vovô fez um ovo!! A verdade é que só descobri que era um farol através de minhas lembranças, muitos anos depois. Bem depois da sua morte e do sumiço da bicicletinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Me faz refletir em quantas e quantas vezes nos enganamos na vida. Às vezes com coisas tão absurdas como ver um ovo-frito no lugar de um farol. Quantos sentimentos, quantas certezas, quantos conhecimentos caem por terra olhados por outro ângulo, com outra experiência. Quantas risadas damos de nós mesmos quando conseguimos enxergar um pouco mais. Finalmente ficam só os sentimentos mais íntimos, mais puros, como o amor que eu sentia (e sinto até hoje) por esse avô tão cheio de ternura. Fica, também, a certeza de que muita coisa ainda vai ser descoberta, que o tempo ensina, muda, transforma. E que a partir desse aprendizado passamos a ter o poder da escolha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Escolho então lembrar que eu tive uma bicicleta com um ovo-frito. É mais divertido. É uma lembrança que existe dentro de mim, não foi inventada. É a maneira menina de ver o farol. Escolho manter viva a menina, apesar de tanta vida vivida, tanta vida sofrida. E, além disso, todo mundo já teve uma bicicleta com farol. Mas com ovo-frito, duvido.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111829154518436509?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111829154518436509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111829154518436509&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111829154518436509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111829154518436509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/06/farol-e-ovo-frito.html' title='farol e ovo-frito'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111815760423494484</id><published>2005-06-07T07:51:00.000-07:00</published><updated>2005-06-07T08:20:04.260-07:00</updated><title type='text'>a vida secreta dos pés</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É sabido pelos meus amigos íntimos que tenho uma ligação quase sobrenatural com pés. Amo pés. Sou viciada em sapatos. Conheço a personalidade de uma pessoa pelo tipo de sapatos que usa, pela maneira que cuida dos pés. Os calçados refletem de maneira muito fiel se estamos lidando com uma pessoa expansiva, tímida, ousada, clássica, inteligente, autêntica, insegura... enfim, se os olhos são o espelho da alma, os pés são o espelho do ego. Duvida? Faça a seguinte experiência: vista dez pessoas com roupas exatamente iguais, de cor preta e deixe livre a escolha dos sapatos. Verá que o resultado é surpreendente e esclarecedor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Isso tudo pra explicar o sonho que tive. Sonhei que andava com sapatos de vidro. Não sapatos altos, estilo Cinderela. Nada romântico. Eram, na verdade, uma mistura de botas com jarras  de suco. Uns sapatos-bolotas. E é claro que eram extremamente incômodos e desagradáveis de usar. Mantiam os pés apertados, presos e à mostra. Finalmente, eram moldes transparentes tentando mater meus passos sobre contole e vigilância constante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E por que não quebrava as formas de pés afinal? Por que não me  livrava do incômodo dos passos presos e pré-determinados? Simples: medo. Medo de me machucar, medo de andar descalça. Medo de agir fora do molde, de não ter uma receita simples a seguir. Mesmo que eu nem gostasse tanto assim da receita, era mais fácil agir assim, do que inventar uma receita nova. Uma receita nova sempre tem a possibilidade de dar errado, de não sair de acordo com o esperado. Mas quem precisa andar dentro do esperado? Por que não se permitir a surpresa, o erro, a descoberta?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;São perguntas sem resposta. São as questões da vida, ainda. Da minha vida, digo. E pensando nessas questões, expressões como "pegar no pé", "dar no pé", "ser pega pelo pé", "acordar com o pé esquerdo", "ter cuidado onde pisa", passam a ter um significado diferente, maior, revelador talvez. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Enquanto tento descobrir o significados obscuros e secretos disso tudo, vou dar uma passadinha na pedicure que ninguém é de ferro. Ou de vidro. E os pés agradecem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111815760423494484?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111815760423494484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111815760423494484&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111815760423494484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111815760423494484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/06/vida-secreta-dos-ps.html' title='a vida secreta dos pés'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111801812787495300</id><published>2005-06-05T16:37:00.000-07:00</published><updated>2005-06-05T17:35:27.876-07:00</updated><title type='text'>astros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Segundo previsões do meu mapa astrológico, ontem foi o último dia de um tânsito de planetas que fazia a minha vida estar um inferno. Não tô acreditando muito ainda não, mas a esperança, sabe como é, a última que morre. Será que finalmente terei momentos de paz e de movimento ascendente? Será que as oportunidades vão enfim se tornar realidades? Espero que os astros tenham realmente tanta influência assim e que, mesmo no meio do meu inferno astral, eu volte a ser a mulher alegre, feliz, bem disposta e, acima de tudo, guerreira que sempre fui!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um brinde às estrelas!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111801812787495300?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111801812787495300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111801812787495300&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111801812787495300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111801812787495300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/06/astros.html' title='astros'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111801443144543236</id><published>2005-06-05T16:21:00.000-07:00</published><updated>2005-06-05T16:33:51.453-07:00</updated><title type='text'>aniversário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- oi, Deh!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- oi!! tudo bem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- tudo bem! então, tô te ligando pra saber onde vai ser a comemoração!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- de quê?!?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- ué, do teu aniversário!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- ah, vai ter não...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- comé que é??!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- é, sem comemorações...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- mas ano passado você comemorou três vezes!! esse ano nada?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- ahh, mas ano passado tinha a expectativa dos trinta anos, né? além disso eu tinha que fingir que tava feliz da vida fazendo trinta... agora já sei como é...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- melhor, já nem vai doer tanto!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- mas é como um anticlímax, entende? foi uma espera tensa, sabia que era inevitável fazer trinta mas esperava algum acontecimento extraordinário... como se minha vida fosse mudar de repente, eu fosse envelhecer da noite pro dia ou, então, viraria uma mulher madura, completa e segura de si... não aconteceu nada disso!! imagina se agora nos trinta e um vai acontecer... bah!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Deh, você tá me deprimindo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- mas é só a verdade! não vou fazer nada, não tem clima, não quero parabéns, quero ficar quietinha e sozinha... como provavelmente serão os restos dos meu dias...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- ai, pára! vou começar a chorar aqui... pôxa, tem alguma coisa que eu possa fazer pra você se sentir melhor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- ahnn... bem, pensando assim, até que tem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- fala, querida!! o que posso fazer?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- ...humm... uma festa surpresa??&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111801443144543236?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111801443144543236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111801443144543236&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111801443144543236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111801443144543236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/06/aniversrio.html' title='aniversário'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111750653413395036</id><published>2005-06-05T16:08:00.000-07:00</published><updated>2005-06-05T16:34:43.680-07:00</updated><title type='text'>sexo e/ou namoro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Me pergunto porque o sexo toma um lugar de tanto destaque na vida de algumas pessoas. Veja bem, amo sexo. Difícil viver sem. Aliás, dificilimo. Mas sexo pelo sexo e só?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Claro que atire a primeira pedra quem nunca na vida, nem uma vezinha, fez sexo casual. Tem lá o seu encanto. Seu mistério. O desafio do desconhecido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas tudo fica infinitamente mais saboroso se vem recheado com sentimento. E, venhamos e convenhamos, se foi um bom encontro (e estou falando aqui dos bons) quase impossível não passar pela cabeça que aquele encontro sexual vai evoluir. Vai ter repeteco, mais duas ou três vezes. E sexo casual depois de dois ou três encontros passa a não ser mais casual. Passa a ser sexo combinado, esperado. Passa a envolver algum tipo de sentimento. Passa a ter cara de início de relacionamento. Namoro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A verdade é que isso quase nunca acontece. Os relacionamentos que começam na cama geralmente não evoluem. Porque é um começo de trás pra frente. Não sou nenhuma puritana, não acho que o sexo em um primeiro encontro nos diminui, ou algo de gênero. Mas o que de fato acontece é que sexo entre pessoas que já se conhecem, já se gostam, têm uma amizade é insuperável! Coloca qualquer sexo casual no chinelo. Mesmo os "espetaculares".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Penso em lançar uma campanha. Vamos todos namorar. Vamos só transar apaixonados. Ou pelo menos gostando muito de alguám. Vamos ficar com alguém pela pessoa. Que o sexo seja a conseqüência desse bem estar e não o objetivo principal. Vamos mandar flores. Beijar à luz do luar. Caminhar de mãos dadas. E aí sim transar no tapete da sala entre sorrisos e suspiros, brincadeiras e cumplicidades!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Acho que estou sob o efeito da aproximação do Dia dos Namorados...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111750653413395036?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111750653413395036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111750653413395036&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111750653413395036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111750653413395036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/06/sexo-eou-namoro.html' title='sexo e/ou namoro'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111765783553413124</id><published>2005-06-01T12:32:00.000-07:00</published><updated>2005-06-01T13:30:35.560-07:00</updated><title type='text'>coleção</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sou uma colecionadora. Sei que isso é uma característica do ser humano e principalmente das mulheres, originalmente coletoras. Daí vem a nossa necessidade de consumo, de guardar coisas, de colecionar e catalogar objetos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desde que me entendo por gente ajo assim. A princípio sem objetivo definido. A coleção por ela mesma. O prazer simples de guardar, de possuir. Já colecionei coisas tão diversas e inúteis que suas lembranças me provocam risadas .Quem, afinal, alguma vez na vida precisaria de uma coleção de rolos de papéis higiênicos vazios? Ninguém, aposto. Nem eu precisava. Mas tinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passei pelo período óbvio e normal de colecionar papéis de carta, figurinhas, gibis da Turma da Mônica, revistas do Asterix, io-ios da Coca-cola, playmobis, miniaturas... Depois enveredei por algumas coisas mais estranhas, como recortes e reportagens a respeito de guerras nucleares e suas conseqüências, efeito estufa, problemas na camada de ozônio. Nessa fase, passei a coletar e catalogar informações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje sou uma colecionadora de sentimentos. Guardo todos. Organizo por datas, por importância, por pessoas. É uma coleção ligada intimamente à coleção de lembranças. Minha lembrança mais antiga é de quando eu ainda nem andava. Oito meses de idade, minha mãe fazendo uma mamadeira tão esperada. E está carregada de sentimentos bons, quentes, aconchegantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Essas emoções todas guardadas têm um objetivo finalmente. O do aprendizado. Começo a compreender a relação entre as pessoas, as paixões que movem os seres humanas, as dores, as angústias, as felicidades, os amores. As inseguranças e fraquezas, tão minhas também, tão comuns a todos. Inicio o processo de ver por dentro, por trás do óbvio, através das capas e máscaras protetoras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A internet é um bom lugar para se aprender um bocado. Aqui temos um laboratório rápido e eficaz, para quem quiser usá-lo, onde se fabricam vidas e sentimentos. Pode-se viver mil vidas em uma e extrair o que há de bom em cada uma delas. Criam-se lembranças, expectativas, lágrimas e sorrisos. Nunca, em período algum da história humana, existiu tão grande possibilidade de aprendizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E sou uma apaixonada por informação, por experiências. Estão guardadas juntos com os sentimentos e lembranças e são material farto, caldaloso, instigante. Escrevo tudo. Publico pouco. Mas o material tá crescendo, tá criando vida, tá dando muda. Um dia vou expôr tudo. Qual faria um colecionador de artes num museu. Só que no meu caso vão estar expostos em páginas. Nas páginas de um livro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111765783553413124?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111765783553413124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111765783553413124&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111765783553413124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111765783553413124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/06/coleo.html' title='coleção'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111749714704071614</id><published>2005-05-30T15:54:00.000-07:00</published><updated>2005-05-30T16:58:18.056-07:00</updated><title type='text'>eloqüência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sentei o pau hoje (veja bem, sentei O pau e não NO pau). E foi uma coisa meio metralhadora, sentei o pau em todo mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Atirei o pau no gato. E matei pelo menos umas duas vidas do bichano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje minha analista viu, eu vi, que o buraco é mais embaixo. Desfiei uma romaria de palavrões digna de Dercy Gonçalves. Mostrei toda a minha expressividade quase poética. Usei e abusei de figuras de linguagens chulas, mas nem por isso pouco eloqüentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lavei a égua, enfiei o pé na jaca, chutei o pau da barraca. O mesmo pau, aliás, usado pra matar o gato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É verdade que uma andorinha só não faz verão. Mas duas, eu e Isabela (a analista), já faz um calorzinho. Calor que deixou gente de orelha quente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje muitas dúvidas foram elucidadas, muitas confusões foram desfeitas. Deixei de confundir alhos com bugalhos e rifle de caçar rolinha com bife de caçarolinha. E ainda bem que o rifle era de caçar rolinha e não andorinha. Seria um risco pra nós duas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu que pensava que cachaça era água, que urubu era galinha, que era só colocar a merda na gaiola que ela cantava... redondamente enganada. Mas tudo a seu tempo. A César o que é de César. Cada coisa no seu lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Consegui dizer não, não entregar o ouro ao bandido. Sem culpas. Não vesti a carapuça, ela não me servia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No fim das contas, foi muito bom. Não fugi da raia. Não ralei peito. Não peidei na farofa. Güentei o tranco legal. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E fiquei assim, satisfeita. Ouso dizer que até feliz. Mais do que pinto no lixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111749714704071614?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111749714704071614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111749714704071614&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111749714704071614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111749714704071614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/eloqncia.html' title='eloqüência'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111739826798325008</id><published>2005-05-29T13:07:00.000-07:00</published><updated>2005-05-29T13:24:27.986-07:00</updated><title type='text'>***</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mais uma vez jogo no lixo as expectativas. É, eu tinha expectativas. Sei que minto, digo que nada espero. Tento me enganar. Tento acreditar nisso. Mas sou sim uma otimista incurável. Tento me convencer de que nada dá certo. Uso argumentos lógicos e vejo, com toda a racionalidade que me é permitida, que nada tem dado certo mesmo. Mas, ainda assim, meu coração, sempre ele, me diz pra tentar mais uma vez. Pra acreditar. Pra esperar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E espero. E creio. E sonho. E me desiludo. A dor de hoje é física, tanta que até me distrai da dor do coração. Só assim pra conseguir escrever com tamanho distanciamento. Mas estou, verdadeiramente decepcionada. De novo. Mais uma vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Começo a desconfiar que testes de QI não significam absolutamente nada. A inteligência é muito mais do que a capacidade de processar e resolver problemas matemáticos. Tem a ver com aprender com os erros e mudar os comportamentos. E eu não tenho nem aprendido e muito menos mudado. Continuo agindo igual. Sou muito menos capaz do que os números me dizem. Muito menos inteligente do que gostaria de acreditar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas dá tempo. Acho que dá tempo de sair pouco machucada. Talvez aquela camada protetora esteja ficando mais impermeável com o passar do tempo. Talvez poucos sentimentos tenham realmente sido absorvidos. Talvez, com um paninho úmido, tudo volte a ficar limpo e sem marcas. Talvez eu realmente tenha perdido a capacidade de amar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111739826798325008?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111739826798325008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111739826798325008&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111739826798325008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111739826798325008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/blog-post.html' title='***'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111721471095094532</id><published>2005-05-27T09:58:00.000-07:00</published><updated>2005-05-27T10:25:10.980-07:00</updated><title type='text'>negro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Parece que alguém morreu. Parece que você morreu. Que eu morri.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ao som de Bach, choro essa morte. E minhas próprias lágrimas me emocionam. Sufoco com o choro preso, acumulado. Choro de tantos anos, tantas dores, tantas mágoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Afogo os ressentimentos. Tento limpar o coração. Limpo as feridas com o sal das lágrimas e sinto arder. Sinto a cicatrização lenta e difícil. Tenho medo de não fechar nunca, nunca, nunca...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Alguma coisa tá acabando. Tá morrendo. Tá suspirando. Quem morre? É a mulher seca, fria racional? Ou aquela, tão bem escondida, de emoções fortes, transbordantes, coração intenso, romântica incurável...? Aquela que sabe amar? A que sabe doar, dar, entregar, cultivar, apaixonar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tenho violinos dentro de mim, num vai e vem barroco de sentimentos antagônicos. Culpa e redenção. Amor e ódio. Dar e tomar. Viver e morrer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Parece que alguém morreu. Que você morreu. Que eu morri.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Choro e nem sei por quem. Sinto saudades de algo que nunca vi. De um lugar que nunca estive. Sinto falta dos sentimentos bons, da vida, do sol, do mar, do cheiro quente da cozinha da minha avó. Lembro quando violinos eram bons.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu só me pergunto porque. Quero a causa não o efeito. As conseqüências estão aqui, conheço todas. Mas têm ar de castigo, de pena, de purgação. As vozes de um coral religioso ecoam na cabeça. É belo e assustador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Parece que alguém morreu. Que você morreu. Que eu morri.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Estou de luto. Visto negro. Véu no rosto e lágrimas nos olhos. Quanto tempo resta? Quanto mais dura o luto? Sonho com o dia do vermelho. O dia do batom. O dia dos cabelos soltos e da roupa fresca. O dia de Villa Lobos. O dia de voltar a viver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111721471095094532?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111721471095094532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111721471095094532&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111721471095094532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111721471095094532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/negro.html' title='negro'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111709292089317233</id><published>2005-05-26T12:02:00.000-07:00</published><updated>2005-05-26T00:36:05.540-07:00</updated><title type='text'>alguém</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tenho medo de nunca mais ficar confortável. Nunca mais estar à vontade verdadeiramente. Nunca mais amar inteiramente. Queria&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; alguém que tocasse Insensatez no violão no tom certo. Que visse comigo todos os filmes do 007 e depois gravasse pra mim as músicas tema. Que cuidasse do antivirus, das atualizações, de absolutamente tudo do meu computador. Que risse da minha cara de mal-humorada pela manhã. Que levasse leite com chocolate na cama à noite. Que colocasse bilhetinhos de "não esqueça" em todos os lugares que eu passe. Que fosse comigo ao cinema ver uma comédia e risse mais das minhas gargalhadas do que das piadas da tela. Que confiasse nas minhas opiniões. Que passasse a madrugada inteira tentando me convencer de que o meu ponto de vista em relação à Revolução Francesa não está de todo correto. Que fosse pescar, escorregasse na lama e fosse salvo por uma bananeira. Que esculachasse certos tipos de música que escuto mas que compusesse músicas lindas comigo. Que fosse tão inteligente, a ponto de irritar qualquer mortal. E tão irônico, que irritasse mais ainda. Que cuidasse da trilha sonora de nossas vidas. Que lesse mais compulsivamente do que eu. Que não se importasse que eu goste de Guerra nas Estrelas, Indiana Jones, De volta para o Futuro, Matrix e Senhor dos Anéis. Que achasse divertido toda vez que troco de cor de cabelo. Que gostasse do meu cheiro e eu do dele. Que tivesse um lado selvagem inexplorado. Que colocasse apelidos no meu pai. Que gostasse de cachorros e gatos. Que me desse uma rosa de vez enquando. Que tivesse cara de bom moço e enganasse a todos, menos a mim. Eu saberia que não é tão bom moço assim. Que fosse o meu melhor amigo. O amigo ideal. Que tivesse o beijo mais inesquecível da minha vida. Que fosse meu cúmplice. Que roubasse minhas palavras e pensamenmtos e falasse as maiores abobrinhas junto comigo, sem ensaio, sem treino, no improviso. Que comesse a pior e mais azeda torta de limão que eu fizesse, rindo, debochando, mas comendo. Que fizesse carne moída com curry, tão ruim, mas tão ruim, que nem o cachorro comeria. Que tivesse um lado bem ruim e cruel, mas que tivesse também um lado maravilhoso. Que me amasse. E que eu amasse também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111709292089317233?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111709292089317233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111709292089317233&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111709292089317233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111709292089317233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/algum.html' title='alguém'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111709092058346160</id><published>2005-05-26T11:59:00.000-07:00</published><updated>2005-05-26T00:02:00.586-07:00</updated><title type='text'>xiiiii</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tava indo tudo tão bem... mas tive que passar hidratante nos pés e nas mãos. Foi irresistível e imperioso... hummm... mal sinal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111709092058346160?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111709092058346160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111709092058346160&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111709092058346160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111709092058346160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/xiiiii.html' title='xiiiii'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111703761089339381</id><published>2005-05-25T08:53:00.000-07:00</published><updated>2005-05-25T09:13:30.900-07:00</updated><title type='text'>celular 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Deh?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- oi, querida!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- tudo bem? então, tô te ligando porque hoje tem uma festa ótima em Santa Teresa, vamos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- festa, hoje? mas assim no meio da semana?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Deh, amanhã é feriado, esqueceu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- ahhhh, é mesmo, esqueci... e vai ser boa?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- vai sim, daquele jeito: festa estranha com gente esquisita... hehehe... a nossa cara!! você pode dormir aqui em casa!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- tá, vou pensar... tô sem carro, você sabe... e tá chovendo... e tô com tanta coisa pra fazer!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- xiiii!! você não é mais a mesma... desde quando isso é problema?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- acho que desde que fiquei velha...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- é, você tá parecendo uma velha mesmo!! quantos netinhos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- tá!! então vou!!! velha é o cacete!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- hahahahahahaha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- te ligo então pra combinar alguma coisa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- acho que você não vai mesmo... mas espero você ligar, tá?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- tá, vou pensar... acho que vou sim!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- unhum... bem, um beijo querida!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- beijo e até já!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- tchau!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ligo ou não ligo? Vou ou não vou? Ai, Deus, que medo!! Como não sei se quero ir a uma festa estranha com gente esquisita?! Será que é essa a senha da velhice? Como posso estar com mais vontade de assistir a um videozinho embaixo das cobertas do que encher a cara em uma festa com muita música e gente "interessante"? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se continuar assim minha próxima cosulta médica será com um geriátra e férias só num lar de idosos mesmo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111703761089339381?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111703761089339381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111703761089339381&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111703761089339381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111703761089339381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/celular-2.html' title='celular 2'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111703634268293722</id><published>2005-05-25T08:28:00.000-07:00</published><updated>2005-05-25T08:52:22.693-07:00</updated><title type='text'>celular</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- alô!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- como vai a senhora?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- ah... oi, tudo bem e você?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- tô querendo te ver...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- bem, vamos ver...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- vem pra cá hoje&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- hoje?! não dá... tô no meio de uma arrumação, e tenho uns trabalhos, tô meio ocupada...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- mais desculpas, né? como sempre... tem 6 meses que não te vejo, sabia?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- não tem isso tudo... tem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- tem sim... a ultima vez foi lá no BG, isso foi em fins de novembro, início de dezembro do ano passado!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- você tem uma memória!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- já vi que não vou te ver nunca mais...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- não dramatiza... deixa de ser exagerado!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- você sabe que me deixa doido!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- já tá exagerando de novo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- vem logo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- escuta, tô sem carro e muito ocupada.. e já é tarde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- pega um táxi!! e hora não é problema, eu durmo tarde e você também!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- é longe, tô sem grana pro táxi... deixa pra outra oportunidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- eu pago o táxi!! isso não é problema!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- você deve ter tanta fã da banda atrás de você... não sei o que eu posso ter de especial... e tudo menina bonita e nova!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- você sabe bem o que tem de especial, não se faça de desentendida!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- tá bom, eu vou pensar... vou ver o que dá pra fazer e te ligo, tá?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- isso é um não, né? um não educado... já sei que não vai ligar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- porra, se tô dizendo que vou ligar, é porque vou!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- tá bom... vou esperar sentado... queria saber o que você tem contra mim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- não tenho nada contra... mas já te disse, tô meio cansada de encontros assim casuais, queria me apaixonar e por você não dá, né?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- é, já sei... bom, você vai ligar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- ligo sim!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- então um beijo e até mais tarde...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- tá, beijo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E não liguei de volta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111703634268293722?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111703634268293722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111703634268293722&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111703634268293722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111703634268293722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/celular.html' title='celular'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111699429021508999</id><published>2005-05-24T21:01:00.000-07:00</published><updated>2005-05-24T21:11:30.220-07:00</updated><title type='text'>muda daqui, mexe acolá</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bateu o sopro da mudança. E chegou entre sorrisos. Não estou me importando, estou até procurando... ô, coisa boa!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estou retornando, me recriando das cinzas, de um esboço mal feito. Redesenhando a vida, as vontades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mudei tudo de lugar, abri mão de coisas, liberei sentimentos. Assumi umas coisas que estavam tão guardadas que dava medo. Mas nem doeu. Ou melhor, doeu. Mas não tanto quanto já vinha doendo. E foi dor libertadora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sou eu. Eu de volta. Eu nova. Com elementos antigos, mas remodelada. Nas estruturas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falta muita coisa, mas tô conseguindo enxergar o caminho. Consegui uma lanterna. Chega de black outs. Chega de escuridão. Chega.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E eu tô chegando. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111699429021508999?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111699429021508999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111699429021508999&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111699429021508999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111699429021508999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/muda-daqui-mexe-acol.html' title='muda daqui, mexe acolá'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111690450970559745</id><published>2005-05-23T19:52:00.000-07:00</published><updated>2005-05-23T20:15:09.710-07:00</updated><title type='text'>guarda-chuvas e anões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Que objeto pode ser mais chato e incômodo do que um guarda-chuva? Não cabe em canto nenhum, é antiquado, demode, anacrônico. E, na verdade, só sentimos falta quando estamos na rua e chove. Logo está sempre no lugar errado, em casa ou perdido no último lugar em que você esteve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu sempre achei que era por essa total falta de praticidade que o guarda-chuva é o campeão absoluto dos objetos perdidos. Mas, depois de uma conversa elucidativa com um amigo querido, percebi o quão enganda estava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Me explico. Guarda-chuvas são "coisas" de uma natureza muito mais dinâmica e mutável do que aparentam. Se transformam em objetos comuns e fáceis de encontrar em qualquer lugar, como cinzeiros, grampeadores, clipes de papel, moedas de 5 centavos. Isso com o intuito único de nos confundir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É claro que têm uma ajuda crucial. Assim, será que alguém, na vida, já viu um enterro de um anão? Tá bom, nem precisa ter visto, mas tem um amigo que foi a um? Eu duvido. Por uma questão muito simples, anão não morre. Simplesmente desaparece. E vai pra onde? Justamente pra esse lugar onde o guarda-chuva é transformado em outras coisas para nos confundir e, fatalmente, nos fazer esquecer dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O restante da teoria foi criada por mim, com base em estudos e a observação aguda do dia-a-dia. Você pode estar se perguntando qual é o objetivo dos anões ao fazer isso. Simples: anões têm descendência direta e comum aos ancestrais de Murphy. Sim, aquele mesmo Murphy da lei. Ou seja, é um caso de família, trabalham juntos para que a máxima seja sempre verdadeira, "tudo o que puder dar errado, dará".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Totalmente dispensável dizer que peguei chuva hoje...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111690450970559745?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111690450970559745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111690450970559745&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111690450970559745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111690450970559745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/guarda-chuvas-e-anes.html' title='guarda-chuvas e anões'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111690255634891385</id><published>2005-05-23T19:21:00.000-07:00</published><updated>2005-05-23T19:48:52.273-07:00</updated><title type='text'>...e qualquer desatenção, faça não, pode ser a gota d'água...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As coisas estão ficando sérias. Ou talvez agora é que estejam melhorando. Ainda não dá pra saber bem. Mas até que tem surtido algum efeito aturar alguém metendo o bedelho na minha vida, esmiuçando meus sentimentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A verdade é que começo a ligar os pontos. A entender o eterno sentimento de apreensão, de perigo e de insegurança. A ver como tenho guardado a sete chaves sentimentos considerados tão feios por mim, transformados ao longo dos anos em um verdadeiro monstro interno, uma bomba prestes a explodir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Carrego um campo minado, mantenho sob controle uma área de alto risco, onde ninguém tem autorização pra entrar. Nem eu tenho. Mas só eu sei ou imagino o perigo. Esse sentimento que algo cataclísmico vai acontecer me persegue desde muito nova. Oito, nove anos talvez. Os sonhos com guerras, com muito fogo e explosões, bombas atômicas, tudo isso já vem dessa época. E, de acordo com minha natureza dramática e trágica, sempre foram encarados como quase premonitórios, aumentando a insegurança. Na verdade eram sinais de que algo estava ali, pronto pra aflorar a qualquer momento. Mas como tinham (e têm ainda) para mim o efeito devastador de milhares de megatons, eu simplesmente não podia deixar virem à tona. A todo custo, tive que manter tudo sob vigilância cerrada. E faço isso até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Daí vêm as noites de insônia, a crescente sistematização de tudo, o pavor de mudanças, já que geram necessidade de readaptação e reaprendizagem da manutenção da ordem, a inércia e apatia (sempre na expectiativa de algum acontecimento apocalíptico) e o medo atroz de me apaixonar. Paixão significa entrega, falta de racionalidade e total perda de controle. E perda de controle está ligada a explosão que está ligada a fogo e a muito sofrimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Bem, falta descobrir que sentimento é esse, que campo minado tão grande e assutador afinal de contas se encontra escondido em minhas entranhas. Já sei que esse tipo de associação a guerras e bombas tem muito a ver com raiva, muita raiva. Ou a querer muito alguém. E é claro, pode muito bem se tratar das duas coisas, já que querer muito alguém e não ter, pode gerar uma raiva viceral. Eu acho que tá tudo realmente liagado à raiva. Raiva que nunca expresso de acordo. Que sempre, com medo da perda do controle, abafo, afogo. Nunca brigo e se brigo, peço desculpas. Sou capaz de, muito friamente, nunca mais falar com uma pessoa. Mas sou incapaz de berrar-lhe palavras mais duras, por mais magoada que eu possa estar. Sinto sempre uma necessidade funda de gritar alto, mas o grito tá sempre preso, estrangulado. Amordaçado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quantas pessoas passaram na minha vida e nem se deram conta do estrago que fizeram. Mas a culpa não é delas. A responsabilidade é minha. Eu não disse, não falei. Fiquei esperando, impávida, pela "descoberta", como se fosse uma obrigação saberem. Não é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Começo, timidamente a limpar a área. Quero não ter medo do desconhecido. Preciso, como todos na vida, amar, ser amada. Viver as tristezas e as alegrias. Deixar de lado essa bolha sintética, essa atmosfera artificial em que tenho vivido há tanto tempo que nem sei se conheço o ar real. Soltar as amarras, atadas e cosidas por mim. Criar asas e borboletear de verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111690255634891385?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111690255634891385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111690255634891385&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111690255634891385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111690255634891385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/e-qualquer-desateno-faa-no-pode-ser.html' title='...e qualquer desatenção, faça não, pode ser a gota d&apos;água...'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111686168237614595</id><published>2005-05-23T08:16:00.000-07:00</published><updated>2005-05-23T08:21:22.380-07:00</updated><title type='text'>pérolas familiares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meu pai, para Bia:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- quem é a mãe do mingau?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ela:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- não sei...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Mãezena&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- e a avó?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- fala...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- a véia Quacker!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- hehehe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;aí minha mãe manda em seguida:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- e o avô??&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bia:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- ??&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- O Vômaltine!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e assim vou vivendo, né? fazer o quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111686168237614595?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111686168237614595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111686168237614595&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111686168237614595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111686168237614595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/prolas-familiares.html' title='pérolas familiares'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111666085812666219</id><published>2005-05-21T00:18:00.000-07:00</published><updated>2005-05-21T00:34:18.133-07:00</updated><title type='text'>sim ou não...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estou por um momento confusa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Devo confiar ou não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acredito ou não acredito?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E toda aquela história, era pra me sensibilizar? Era pra se fazer de vítima?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todos sempre sabem de tudo. Jornal estampado, periódico da sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha vida anda, assim, comprometida, comentada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não gosto de flashs e nem exposições. Só as por mim autorizadas, controladas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não gosto, não gosto mesmo. Assim, eu digo não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um não redondo e firme. Sem rodeios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu só preciso saber a verdade. Mesmo angustiante, mesmo dolorida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mesmo que seja pra confirmar o que eu sempre soube. Que eu não sou nada, que eu não sou ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nem nessa vida e nem na vida de qualquer outra pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Confirmar a falta de valores e a inteligência curta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Curta por acreditar sempre no irreal. Sempre no mágico. No metafísico, no sobrenatural.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por achar que um dia melhora, um dia vai, um dia acontece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Gostaria de dizer sim, uma vez mais. Mas um sim calçado na verdade. Mesmo que a verdade seja feia. Mesmo que eu não goste de encará-la muito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas sabendo, eu escolho. E enquanto existir mentira, terei medo. Direi não, sei disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando a verdade finalmente aflorar (se é que vai aflorar algum dia) tomarei coragem, e enfrentarei os senitmentos de peito aberto. E poderei, finalmente dizer sim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111666085812666219?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111666085812666219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111666085812666219&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111666085812666219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111666085812666219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/sim-ou-no.html' title='sim ou não...'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111569659761469275</id><published>2005-05-20T19:28:00.000-07:00</published><updated>2005-05-20T22:50:56.293-07:00</updated><title type='text'>a Amiga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Amiga é amiga desde o primórdio dos tempos. É uma amiga dinossáurica. Literalmente, já que a amizade começou no meio de uma pesquisa sobre dinossauros. Oito ou nove anos de idade. Tudo realizado e sacramentado na bancada do atelier de mamãe, um quartinho com porta de vidro, que cheirava a resina e a chifre de boi prensado, localizado no terraço da casa em que morávamos. E tudo regado a um bom e doce suco de caju.&lt;br /&gt;Ficamos inseparáveis. Nos víamos diariamente na escola e fora dela, andando de bicicleta, brincando de barbie, compondo músicas e escrevendo contos e peças teatrais. Éramos uma dupla, um par, as Amigas.&lt;br /&gt;No princípio eu era a irmã mais velha. Já tinha morado em tantos e tantos lugares diferentes e ela sempre ali, no mesmo lugar. Tínhamos famílias muito diferentes e eu respondia às suas perguntas, no auge da minha sabedoria infantil. Ensinava tudo, achava que sabia tudo. E íamos vivendo assim.&lt;br /&gt;Foi ela a primeira saber (e por muito tempo a única) do meu debut sexual. Dois meses depois, foi o dela, encorajado logicamente por mim. Namoramos no mesmo período, nos parecíamos fisicamente, viajávamos juntas... unha e carne!&lt;br /&gt;Aí veio a faculdade e o meu casamento. Tivemos um afastamento inevitável. Ela viajou, estudou, trabalhou. Eu estudei, trabalhei, vivi minha vidinha de casada. Eu virei a certinha e ela a porra-louca.&lt;br /&gt;Sempre foi avoada, esquecida, doida mesmo. Inteligentíssima, mas nunca capaz de lembrar de uma piada inteira. Quando muito, contava o final no início da piada. E ria. De perder as forças.&lt;br /&gt;Lembro dela, ainda criança, chegando lá em casa com uma cara estranha. Dizendo que tava com dor na cabeça. Minha mãe chegou e perguntou: que foi, minha filha? E ela, meio sem graça e quase chorando: é que eu pensei que venho tanto aqui que podia fazer o caminho de olhos fechados... aí fechei os olhos e vim... mas bati com a cabeça numa árvore!!&lt;br /&gt;Inútil dizer que passei mal de tanto rir!!&lt;br /&gt;O tempo passou, a amizade continuou e fortaleceu. Hoje, com mais de vinte anos de convivência, de trocas, confidências, somos mais amigas do que nunca. Eu me separei. Ela casou. E continuamos nos ajudando, nos ouvindo, aprendendo a viver juntas, com nossas experiências. Ela é a Amiga. Sempre vai ser e, como já disse a ela, quero vê-la sempre bem, quero tricotar sapatinhos pros seus bisnetos. Porque, de verdade, eu amo muito a Amiga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111569659761469275?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111569659761469275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111569659761469275&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111569659761469275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111569659761469275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/amiga.html' title='a Amiga'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111655588115627061</id><published>2005-05-19T19:09:00.000-07:00</published><updated>2005-05-19T20:02:13.116-07:00</updated><title type='text'>Ciranda da bailarina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não resisti e procurei a letra dessa música que é a um tempo melancólica e divertida, que encanta e entristece. A Ciranda da bailarina, do Grande Circo Místico, Chico e Edu lobo. E, aliás, tem alguma coisa mais contraditória do que o circo? Algo que desperte mais sentimentos ambíguos? Eu não conheço. Sempre saio feliz, mas um cado deprimida depois de uma ida ao circo. Bem, sem lenga lenga, aí está:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ciranda da Bailarina &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Procurando bem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todo mundo tem pereba&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Marca de bexiga ou vacina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E tem piriri, tem lombriga, tem ameba&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Só a bailarina que não tem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E não tem coceira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Berruga nem frieira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nem falta de maneira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela não tem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Futucando bem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todo mundo tem piolho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ou tem cheiro de creolina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todo mundo tem um irmão meio zarolho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Só a bailarina que não tem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nem unha encardida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nem dente com comida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nem casca de ferida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela não tem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não livra ninguém&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todo mundo tem remela&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando acorda às seis da matina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Teve escarlatina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ou tem febre amarela&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Só a bailarina que não tem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Medo de subir, gente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Medo de cair, gente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Medo de vertigem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quem não tem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Confessando bem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todo mundo faz pecado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Logo assim que a missa termina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todo mundo tem um primeiro namorado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Só a bailarina que não tem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sujo atrás da orelha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bigode de groselha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Calcinha um pouco velha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela não tem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O padre também&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pode até ficar vermelho &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se o vento levanta a batina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Reparando bem, todo mundo tem pentelho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Só a bailarina que não tem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sala sem mobília&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Goteira na vasilha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Problema na família&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quem não tem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Procurando bem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;odo mundo tem... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Chico Buarque&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111655588115627061?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111655588115627061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111655588115627061&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111655588115627061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111655588115627061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/ciranda-da-bailarina.html' title='Ciranda da bailarina'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111655470766615468</id><published>2005-05-19T18:46:00.000-07:00</published><updated>2005-05-19T19:05:07.670-07:00</updated><title type='text'>só lembranças...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tá, eu disse que não ia ter post. Mas esse nem é assim um post. É só uma lembrança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembrei que hoje, depois de séculos, coloquei Aquarela, do Toquinho, pra ouvir. E me emocionei de tal forma que cheguei às lágrimas. Sei que é um música bem bonita mas, não fosse a viagem no tempo que ela me proporcionou, não teria me tocado tanto assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Voltei à infância, aos primos brincando, às brincadeiras de princesa, de perdidos na selva, às fantasias que usava. Aos meus dias sobre rodas, onde eu só tirava os patins na hora de tomar banho e dormir, as pernas moles de tanto esforço. E uma sensação boa e feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E toda uma trilha sonora me veio à mente, Os Saltimbancos, A Ciranda da Bailarina, também do Chico, a poesia maravilhosa de Vínicius, na Arca de Noé, Plunct Plact Zum, com Raulzito. Lembrei dos sons que meus pais ouviam e que eram pra mim tão familiares e cotidianos, como Pink Floyd, Beatles, Faces, Gil, Caetano, A Cor do Som, Amelinha, tantos tantos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era bom sim. Meus contatos com o mar e com os pescadores em Arraial do Cabo, minha volta pro Rio e as andanças de bicicleta e explorações pelo bairro do subúrbio carioca, arborizado, tranqüilo, convidativo. A época de lagartas, onde peguei tantas e tantas pra levar pro cantinho de ciências da escola que o vidro com álcool mais parecia um vidro de lagartas em conserva. A vez que achamos uma lagartixa morta e constatei, surpresa, que ela era transparente, dava pra ver o coraçãozinho pela pele. Mesmo os tombos apoteóticos de bicicleta são lembrados com sorrisos. E quantos foram!! Lembro ainda da cadela fila, chamada Olimpia, muito braba, que vivia numa casa vizinha. E que, de tanto insistir, de tanto passar e falar com ela, de tão sem medo que eu era, acabei fazendo amizade e coçando-lhe a cabeça pelas grades do portão de ferro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembro de tudo isso. Sinto o cheiro. Voltei no tempo pelos acordes de uma música. Só não lembro qual foi o ponto exato em que cresci e deixei essa infância e felicidade toda pra trás. Mas, será que cresci mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111655470766615468?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111655470766615468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111655470766615468&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111655470766615468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111655470766615468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/s-lembranas.html' title='só lembranças...'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111655231176403337</id><published>2005-05-19T15:04:00.000-07:00</published><updated>2005-05-19T18:25:11.796-07:00</updated><title type='text'>não tem post</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nossa, que coisa estranha. Tô com muita vontade de escrever, mas me faltam assuntos, criatividade. Já pensei em um monte de coisas que foram rapidamente descartadas por falta de graça ou de interesse real.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tipo, pensei em falar sobre um dos porteiros daqui, um de bigode, alto e moreno. Falar sobre como ele olha pra gente de um modo esquisito, inquiridor. Às vezes parece interessado no que estamos pensando até. Às vezes parece tão aborrecido que não ouso dirigir-lhe a palavra. No máximo, entre os dentes, dou-lhe um bom dia. Mas ele me dá medo. Aí, prefiro não escrever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pensei na jornaleira. Compro jornais, lógico, e cigarros com ela. É uma mulher do sul, dá pra ver pelo sotaque. Mas é assim, como direi, meio máscula. Vive discutindo futebol, usa umas bermudas largas e compridas e sempre tem uma dica boa pra dar sobre o carro. Os cabelos curtíssimos, brincos nem pensar e tem uma risada grossa e forte. Me dá também um pouco de nervoso porque me olha sempre com um sorriso estranho nos lábios. É, descartada por motivos óbvios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O chaveiro também foi cogitado, com sua barriga imensa e seu nariz descomunal, cheio de furos. É um chaveiro diferente, faz chaves e conserta ventiladores, panelas de pressão, descargas de privada. Um multi-homem. Mas ele me dá um certo asco, acho que pelo tom esverdeado de pele que tem. Cor de quem tá meio embolorado, mofado. O jeito de falar mole e debochado também não ajudam. Eca. Definitivamente não quero falar sobre ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Até Lola, a poodle minúscula que vive aqui em casa, foi levada em consideração. Mas, tadinha, anda parecendo uma estopa velha, dessas sujas de graxa e poeira. Ela, que era pra ser assim como uma cachorrinha de madame, é um cão sem dono, mesmo com tantos possíveis donos em casa. Ela adotou mamãe como dona. Mas a proprietária de fato é Bia. Agora, no auge dos seus rebeldes 11 anos, você acha que ela lembra que Lola existe? Nem pensar. Quanto a mim, temos uma relação meio tempestuosa. Nos entendemos entre gritos e mordidas, carinhos e brincadeiras. Mas juro que nunca a mordi. Fui sempre vítima de seu dentinhos pequenos, mas afiados. E dói, como dói. Aí eu grito,né? Não dá. Não vou realmente escrever sobre alguém, mesmo um ser canino, que me tasca os dentes de vez enquando. Acho que não faria sentido, mesmo levando em conta minha natureza ligeiramente masoquista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É isso, desisto mesmo. Não vou escrever sobre nada. Hoje não tem post. Ou melhor, tem isso aqui, explicando justamente a falta de posts. Vou ler jornais, umas revistas, fazer mais compras em mercados, talvez dar uma volta na Central do Brasil. Dar uma renovada no estoque de inspiração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111655231176403337?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111655231176403337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111655231176403337&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111655231176403337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111655231176403337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/no-tem-post.html' title='não tem post'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111647502118876289</id><published>2005-05-18T20:41:00.000-07:00</published><updated>2005-05-18T20:57:01.193-07:00</updated><title type='text'>hiato</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não tem coca-cola, não tem chocolate, a vida parou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Parou no tempo, respiração em suspenso, coração disparado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não existem mais cinemas, nem bosques, nem cães.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vida parou, acabaram-se os relógios, nem um trem parte hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O povo dorme, nehuma palavra é escrita, não há chuva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As plantas secas, morrem. Os homens tristes, choram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vida parou e nenhum bebê nasce hoje. Mas 5 funerais são feitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O amor morreu. A luz apagou. O sol se pôs. O sorriso fechou. O lábio murchou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As rugas brotam, árvores na testa, negativo vivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Prova fiel e sincera, inequívoca e inconfundível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vida parou. O olho perdeu o brilho. O fogo queimou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Só resta renascer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111647502118876289?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111647502118876289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111647502118876289&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111647502118876289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111647502118876289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/hiato.html' title='hiato'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12298251.post-111647307120980853</id><published>2005-05-18T18:20:00.000-07:00</published><updated>2005-05-18T20:26:05.963-07:00</updated><title type='text'>das dificuldades de locomoção ou de como minha vida parece uma kombi ou, ainda, das carências do transporte urbano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É assim, eu tenho e não tenho um carro. Ele é meu, é vermelho, pequeninho. Mas tá parado, numa garagem de uma oficina mecânica. E não é a primeira vez que isso acontece. Há alguns meses atrás, sofri um pequeno acidente de carro. Digo pequeno, porque (ainda bem) ninguém se machucou. Mas ele, o carrinho, ficou arrasado. Toda a lateral destruida, vidro quebrado. Uma lástima.&lt;br /&gt;Dessa vez não foi acidente, mas um problema nos freios. A roda esquerda traseira travada. Não anda. E se andasse provavelmente não teria freio. Tá então parado. O grande problema é que meu carro é velho e importado. Logo, as peças são carerésimas e difíceis de encontrar. E, é óbvio, seguindo a imperiosa e onipresente Lei de Murphy, não encontro em canto nenhum o que precisa. Encomendas foram feitas. Prazo mínimo? 15 dias. E eu sem carro.&lt;br /&gt;Faz tempo que eu não andava de ônibus e afins. Com a batida de carro (re) aprendi um pouco a arte de me locomover por esse mundão de Barra, Recreio e Jacarepaguá sem estar devidamente motorizada. Com essa nova parada, o curso está sendo finalizado. Lindamente, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;Temos (e eu nem sabia) um grande problema de falta de condução digna e eficiente nessa área. Você nunca sabe qual o ônibus que vai, qual o que volta, qual passa lá por trás do Barrashopping, qual vai pela praia.... enfim, um caos total para uma leiga criatura como eu. Outro grande entrave é que as distâncias são enormes e é basicamente impossível o ato humano de caminhar sobre duas pernas. Só dá sobre rodas. Duas ou quatro.&lt;br /&gt;Hoje parti para uma aventura. Levar umas bijus para uma gerente querida e amiga de uma loja do já citado shopping. Levava bolsa? Pesada? Tava atrasada? Sim, para todas as perguntas anteriores. Eu e mami paradas no ponto de ônibus e passa o que? Uma kombi. Eu deixaria passar, mas mamãe tem mais anos de estrada e transporte coletivo e disse:&lt;br /&gt;- vamos, filha!! essa é boa que deixa a gente em frente.&lt;br /&gt;Fui. Apertado. Gente fedida. Correndo. E eu, rezando.&lt;br /&gt;Cheguei já mau-humorada no shopping. Bom, tá legal, mau-humor meu não é novidade pra ninguém. Mas, tudo bem. Foi legal lá, vendemos, comemos torta (aliás, um cheese cake delicioso), rimos e relaxamos.&lt;br /&gt;Mas, durou pouco esse momento de descontração. A volta foi pior. Mamãe (sempre ela) disse para pegármos outra kombi, dessas que fazem ponto no estacionamento. Disse que se sentia mais segura (??) do que pegando um ônibus. Eu, já sem forças pra nada, me deixei levar e obedeci. Sou uma filha obediente.&lt;br /&gt;Sabe aqueles dois bancos que tem atrás na kombi? E que cabem 3 pessoas?? Eles colocam 4. Fui agarrada, abraçada, embolada com mamãe no primeiro banco. No de trás tinha um homem, uma mulher com uma criança no colo e uma mulher gorda. E entrou mais uma. Essa última reclamou do incômodo:&lt;br /&gt;- nossa, tá apertado aqui. Nem dá pra encostar!!&lt;br /&gt;A mulher gorda explicou:&lt;br /&gt;- ah, é assim mesmo. Sempre tem que ter um sem encostar. Fica sempre assim. É um banco pra 4 pessoas sentarem. Mas só pra 3 encostarem.&lt;br /&gt;Ao que a outra respondeu:&lt;br /&gt;- mas tô pagando a passagem igual de quem encosta! Eu gosto de encostar também!&lt;br /&gt;E continuou na kombi, mesmo indignada, mesmo sem encostar, mesmo pagando a passagem igual.&lt;br /&gt;Me fez pensar. Cheguei em casa muda, refletindo sobre vida. Minha vida anda meio como uma kombi lotada. Tô sempre embolada com alguém, pago o preço, mas tô sempre sem encostar, sempre incômoda. Tenho que me dar por satisfeita de poder sentare usufruir a viagem. Que, se não é cômoda como no meu carrinho velho, é pelo menos útil. Cumpre seu papel.&lt;br /&gt;Preciso é realmente consertar meu carro. E deixar essas kombis de lado. Pelo menos vou evitar de pensar nessas metáforas ridículas, comparando a minha vida a um banco fedido de um transporte coletivo. E alternativo ainda por cima.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12298251-111647307120980853?l=dehfreire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dehfreire.blogspot.com/feeds/111647307120980853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12298251&amp;postID=111647307120980853&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111647307120980853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12298251/posts/default/111647307120980853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dehfreire.blogspot.com/2005/05/das-dificuldades-de-locomoo-ou-de-como.html' title='das dificuldades de locomoção ou de como minha vida parece uma kombi ou, ainda, das carências do transporte urbano'/><author><name>deborah freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14833183807383374584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos21.flickr.com/31341862_132f7f923d_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
